Ao longo de sua histria, o Brasil tem enfrentado o problema da excluso social que gerou
grande impacto nos sistemas educacionais. Hoje, milhes de brasileiros ainda no se beneficiam
do ingresso e da permanncia na escola, ou seja, no tm acesso a um sistema de educao
que os acolha.
Educao de qualidade  um direito de todos os cidados e dever do Estado; garantir o exerccio
desse direito  um desafio que impe decises inovadoras.
Para enfrentar esse desafio, o Ministrio da Educao criou a Secretaria de Educao Continuada,
Alfabetizao e Diversidade  Secad, cuja tarefa  criar as estruturas necessrias para formular,
implementar, fomentar e avaliar as polticas pblicas voltadas para os grupos tradicionalmente
excludos de seus direitos, como as pessoas com 15 anos ou mais que no completaram o Ensino
Fundamental.
Efetivar o direito  educao dos jovens e dos adultos ultrapassa a ampliao da oferta de vagas
nos sistemas pblicos de ensino.  necessrio que o ensino seja adequado aos que ingressam na
escola ou retornam a ela fora do tempo regular: que ele prime pela qualidade, valorizando e respeitando
as experincias e os conhecimentos dos alunos.
Com esse intuito, a Secad apresenta os Cadernos de EJA: materiais pedaggicos para o 1. e o
2. segmentos do ensino fundamental de jovens e adultos. Trabalho ser o tema da abordagem
dos cadernos, pela importncia que tem no cotidiano dos alunos.
A coleo  composta de 27 cadernos: 13 para o aluno, 13 para o professor e um com a concepo
metodolgica e pedaggica do material. O caderno do aluno  uma coletnea de textos
de diferentes gneros e diversas fontes; o do professor  um catlogo de atividades, com sugestes
para o trabalho com esses textos.
A Secad no espera que este material seja o nico utilizado nas salas de aula. Ao contrrio,
com ele busca ampliar o rol do que pode ser selecionado pelo educador, incentivando a articulao
e a integrao das diversas reas do conhecimento.
Bom trabalho!
Secretaria de Educao Continuada,
Alfabetizao e Diversidade  Secad/MEC
Apresentao
CP_iniciais.qxd 21.01.07 14:33 Page 1
Caro professor
Este caderno foi desenvolvido para voc, pensando no seu trabalho cotidiano de educar jovens
e adultos. Esperamos que ele seja uma ferramenta til para aprimorar esse trabalho. O caderno
que voc tem em mos faz parte da coleo Cadernos de EJA, e  um dos frutos de uma
parceria entre as universidades brasileiras ligadas  Rede Unitrabalho e o Ministrio da Educao.
As atividades deste caderno contemplam assuntos e contedos destinados a todas as sries
do ensino fundamental e seguem a seguinte lgica:
 Cada texto do caderno do aluno serve de base para uma ou mais atividades de diferentes reas
do conhecimento; cada atividade est formulada como um plano de aula, com objetivos, descrio,
resultados esperados, etc.
 As atividades admitem grande flexibilidade: podem ser aplicadas na ordem que voc considerar
mais adequada aos seus alunos. Cabe a voc escolher quais atividades ir usar e de que forma.
Os segmentos para os quais as atividades se destinam esto indicados pelas cores das tarjas
laterais: as atividades do nvel I (1- a 4- sries) possuem a lateral amarela; as do nvel II (5- a 8 -
sries) tm a lateral vermelha. Se a atividade puder ser aplicada em ambos os nveis, a lateral
ser laranja. Essa classificao  apenas indicativa. Cabe a voc avaliar quais atividades so as
mais adequadas para a turma com a qual est trabalhando.
 Graas  proposta de um trabalho multidisciplinar, uma atividade indicada para a rea de
Matemtica, por exemplo, poder ser usada em uma aula de Geografia, e assim por diante.
As atividades de Educao e Trabalho e Economia Solidria tambm podero ser aplicadas aos
mais diversos componentes curriculares.
Ao produzir este material pedaggico a equipe teve a inteno de estimular a liberdade
e a criatividade. Se a partir das sugestes aqui apresentadas, voc decidir escolher outros textos
e elaborar suas prprias atividades aproveitando algumas das idias que estamos partilhando,
estaremos plenamente satisfeitos. Acreditamos profundamente na sua capacidade de discernir
o que  melhor para as pessoas com as quais est dividindo a desafiadora tarefa de se apropriar
da cultura letrada e se formar cidado.
Bom trabalho!
Equipe da Unitrabalho
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Como utilizar a pgina de atividade
Numerao: indica o
texto correspondente
ao caderno do aluno.
rea: indica a rea
do conhecimento.
Nvel: sugere o segmento
do ensino fundamental
para aplicao da atividade.
Materiais e tempo:
materiais indicados para
a realizao da atividade,
especialmente aqueles que no
esto disponveis em sala
de aula (opcional), e o tempo
sugerido para o desenvolvimento
da atividade.
Contexto:
insere o tema
no cotidiano do aluno.
Dicas:
bibliografia de suporte,
sites, msicas, filmes, etc.
que ajudam o professor
a ampliar o tema
(opcional).
Cor lateral:
indica o nvel sugerido.
Descrio:
passos que o professor
deve seguir para discutir
com os alunos os
conceitos e questes
apresentados na
atividade proposta.
Introduo:
pontos principais do
texto transformados
em problematizaes
e questes para o
professor.
Objetivos:
aes que tanto aluno
como professor
realizaro.
CP_iniciais.qxd 21.01.07 14:33 Page 3
1 Animao Artes I 8
Digesto Cincias II 9
Animal Mimics Ingls II 10
A entonao na leitura Portuguies I e II 11
2 Nutrio Cincias I e II 12
A fora e a realizao das mulheres
no trabalho coletivo Econ. Solidria I e II 13
 preciso ter sonho sempre
ou A histria de tantas Marias Ed. e Trabalho I 14
A cidade e seu tamanho Geografia I e II 15
A farinha, o polvilho, o trabalho e as mulheres Histria I e II 16
A construo da Histria Histria II 17
Lucro ou prejuzo Matemtica I e II 18
Lucro de Maria Matemtica I e II 19
Qual o valor do trabalho? Matemtica I e II 20
3 Unio e solidariedade como princpios
da Economia Solidria Econ. Solidria I e II 21
Segredo Ingls II 22
Se eu fosse um bicho... Portugus II 23
4 A notcia Artes I e II 24
O trabalho coletivo autogestionrio Econ. Solidria I e II 25
Cooperativa: coletivo que otimiza as qualidades Econ. Solidria II 26
Trabalhar em grupo: lidar com as diferenas Histria I e II 27
As tonalidades afetivas da lingua Portugus I e II 28
O Mais Mais Portugus I e II 29
5 Cultura sulamericana Artes I e II 30
Como anda teu corao? Cincias I e II 31
Antnimos Ingls II 32
4  Caderno do professor / Economia Solidria e Trabalho
Sumrio das atividades
Texto Atividade rea Nvel Pgina
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Caderno do professor / Economia Solidria e Trabalho  5
Texto Atividade rea Nvel Pgina
6 Desertificao Cincias I e II 33
Solidariedade, unio e organizao
nos empreendimentos Econ. Solidria I e II 34
La solidaridad que transforma
familias y comunidades Espanhol II 35
Juntos ou separados? Geografia I 36
Pausa lgica e psicolgica Portugus II 37
7 Dramatizao Artes I e II 38
Curva de rio Cincias I e II 39
Empreendimentos econmicos solidrios:
desafios e possibilidades Econ. Solidria I e II 40
O ciclo da produo Geografia II 41
Medos enfrentados, desafios superados Matemtica II 42
Argumentos e sentimentos Portugus II 43
8 Articulaes Cincias I e II 44
Unio e luta por um mundo melhor Econ. Solidria II 45
De mos dadas Ed e Trabalho II 46
O tempo do poeta Histria II 47
Classes morfolgicas Portugus I e II 48
9 O estatuto Artes I e II 49
Criando uma cooperativa I Matemtica II 50
O estatuto social em um empreendimento
econmico solidrio Econ. Solidria I e II 51
Quanto vale sua parte? Matemtica I 52
No mundo moderno, escrever  fundamental Portugus II 53
10 Associao e cooperativa:
diferenas e semelhanas Econ. Solidria I e II 54
Associao X Cooperativa Ed e Trabalho I 55
CP 04_indice.qxd 17.01.07 10:06 Page 5
6  Caderno do professor / Economia Solidria e Trabalho
10 Empreendimentos solidrios:
alternativas para a excluso do trabalhador Matemtica II 56
Harmonia, ritmo e rima na prosa? Portugus I e II 57
11 A Classe Artes I e II 58
12 Cooperar e no dominar Econ. Solidria I e II 59
Trabalho cooperativo Ed. Fsica I e II 60
Cooperaao solidria Econ. Solidria II 61
Exercitar a habilidade de sumarizar
textos de informao Portugus II 62
O que  cooperao Histria I e II 63
13 Cooperativa: o que  isso? Econ. Solidria I e II 64
O que  cooperativismo: seus princpios
e modalidades de cooperativas Econ. Solidria II 65
Tecendo o amanh Ed e Trabalho II 66
Criando uma cooperativa 2 Matemtica II 67
Seminrio Portugus II 68
14 Autogesto: trabalhadores
administrando o seu negcio Econ. Solidria I e II 69
Autogesto do trabalho e da vida em sociedade Ed e Trabalho I 70
La autogestin en las nuevas formas
de trabajo colectivo Espanhol II 71
15 Economia solidria no Brasil Histria II 72
Quem somos Artes I e II 73
Relaes de trabalho Histria I e II 74
A Representatividade da
Economia Solidria no Brasil Econ. Solidria I e II 75
Melhoria na qualidade de vida Ed. Fsica I e II 76
El comercio justo y la economa solidaria Espanhol II 77
Desemprego e Empreendimentos
Econmicos Solidrios Matemtica II 78
At Criana entende! Portugus I e II 79
Texto Atividade rea Nvel Pgina
CP 04_indice.qxd 17.01.07 10:06 Page 6
Caderno do professor / Economia Solidria e Trabalho  7
16 Compreendendo as fraes Matemtica I e II 80
18 Mel no semi-rido Geografia I e II 81
Doce futuro: vai ser bom para todo mundo Geografia I e II 82
Mimetismo e Relaes ecolgicas
entre os seres vivos Cincias I 83
Saberes tcnicos, saberes da prtica e
participao na organizao do trabalho Ed e Trabalho II 84
Adoando o serto Matemtica II 85
Medindo mel Matemtica I e II 86
19 Controlando resultados Matemtica I e II 87
20 A musicalidade da lngua Artes I e II 88
Construyendo una otra
economa justa y digna Espanhol II 89
21 A escultura Artes I e II 90
O que o solo nos d Cincias I 91
O trabalho em cooperao: necessidade
humana em qualquer tempo histrico Ed e Trabalho I e II 92
A agricultura e a sociedade sedentria Geografia I e II 93
Jogo das Prioridades Portugus II 94
22 It means Ingls 2 95
Texto Atividade rea Nvel Pgina
CP 04_indice.qxd 17.01.07 10:06 Page 7
8  Caderno do professor / Economia Solidria e Trabalho
rea: Artes Nvel I
Se possvel, ler o livro A revoluo dos bichos de
George Orwel.
1. Dividir a classe em grupos de 4 alunos.
2. Cada grupo dever escolher um ambiente de
trabalho especfico para ele criar uma histria
sobre possveis relaes de trabalho, recorrendo
a dilogos.
3. Criar personagens, caracterizando-os fisicamente.
4. Utilizando massa de modelar, os grupos daro
corpo aos personagens.
5. Os integrantes do grupo devero pesquisar
vozes diferentes para caracterizar os personagens.
6. O grupo apresentar sua histria para a classe.
7. Discusso final do exerccio tendo por foco os
Descrio da atividade
problemas relativos s relaes de trabalho,
as solues ou problematizaes presentes
nas histrias e a confeco dos bonecos.
Material indicado:
P Massa de modelar
Tempo sugerido: 2 horas
Atividade P Animao
Resultados esperados:
 Que o aluno possa criar figuras inanimadas e
torn-las personagens ao contar uma histria.
 Que o aluno possa discutir os problemas encontrados
numa relao de trabalho por meio de
personagens incomuns, e reconhecer a presena
da tica, da educao e da informao dos veculos
de comunicao de massa, nos comportamentos.
 Que o aluno possa discutir a sua responsabilidade
na transformao da indstria cultural.
1
Te x t o
Objetivo
 Criar uma histria sobre as relaes de trabalho
com diferentes personagens confeccionados
com massa de modelagem.
Introduo
George Orwell, escritor anglo-indiano do incio
do sculo XX, influenciou geraes com sua literatura
moderna e universal. Entre seus livros,
destacam-se a Revoluo dos Bichos e 1984. Este
ltimo  uma fico sobre uma sociedade observada
constantemente por um lder que tudo v e
tudo controla. Esse lder  chamado de Big
Brother, ou O Grande Irmo. (Foi a partir desse
personagem que o programa com o mesmo
ttulo foi concebido na Inglaterra e se espalhou
por todo o mundo). Revoluo dos Bichos, escrito
em 1945, tornou-se um livro de grande influncia,
pois trata metaforicamente da Revoluo
Russa e suas conseqncias sob o ponto de vista
de seu autor.
Assim como George Orwell, recorremos a diversas
formas de criao que representem,  nossa
maneira, os personagens e fatos que gostaramos
de destacar e dizer. Uma forma bastante utilizada
atualmente  o filme de animao que se tornou,
alm de bastante popular, objeto de estudos
acadmicos. Basta lembrar que desenhos animados
passaram a fazer parte dos prmios da
Academia Cinematogrfica dos Estados Unidos,
o famoso Oscar.
Dica do professor: http://stopmotionmagic.blogspot.com
1-CP4TX01.qxd 17.01.07 10:35 Page 8
Caderno do professor / Economia Solidria e Trabalho  9
rea: Cincias Nvel II
1. Ler o texto e comentar juntamente com a classe,
enfatizando a questo da ingesto de bebida
alcolica.
2. Pedir aos alunos que faam um desenho
esquemtico do sistema digestivo, localizando
o pncreas, a vescula biliar e o fgado.
3. Explicar a localizao correta utilizando um
atlas.
4. Dividir a classe em dois grandes grupos (que
podero ser subdivididos para facilitar a realizao
da atividade).
5. O Grupo 1 deve pesquisar sobre as funes do
pncreas, da vescula biliar e do fgado no
processo digestivo e fazer uma tabela em forma
de cartaz com as informaes coletadas.
6. O Grupo 2 deve pesquisar sobre as principais
doenas que acometem o pncreas, a vescula
biliar e o fgado, relacionando causas e conse-
Descrio da atividade
qncias. Tambm deve elaborar uma tabela
em forma de cartaz com as informaes coletadas.
7. Cada grupo elege um representante para apresentar
a pesquisa realizada. O professor faz
comentrios, corrigindo, explicando e ampliando
as informaes.
8. Todos os alunos registram em seu caderno as
informaes obtidas pelos dois grupos.
Atividade P Digesto
Resultados esperados:
 Identificao de funes do pncreas, vescula
biliar e fgado no processo digestivo.
 Identificao de algumas doenas que ocorrem
no pncreas, na vescula biliar e no fgado, assim
como identificao das causas e conseqncias
de tais doenas.
1
Te x t o
Objetivos
 Identificar funes do pncreas, vescula biliar
e fgado no processo digestivo.
 Identificar algumas doenas que ocorrem na
vescula biliar e no fgado.
Introduo
O texto mostra uma reunio dos bichos na casa do
dono da fazenda, quando ele dorme aps ter ingerido
bebida alcolica. Quando bebemos e comemos,
alimentos so transformados em outras substncias
para que sejam assimilados em nosso
metabolismo. Nosso sistema digestivo compreende
a boca, a faringe, o esfago, o estmago, o intestino
delgado e o intestino grosso. Outros rgos
participam do processo de digesto como, por exemplo,
o pncreas, a vescula biliar e o fgado. O fgado,
produtor de enzimas, protenas, uria e sais
biliares contidos na bile,  o maior rgo da cavidade
abdominal. Armazena glicognio e ferro e
neutraliza substncias txicas, como lcool e
droga, que foram absorvidas no intestino. Quando
ocorrem o alcoolismo e o uso excessivo de drogas,
o fgado pode ser acometido de cirrose, que  um
processo que envolve necrose do tecido macio do
fgado e sua substituio por tecidos adiposos e
fibrosos.
Contexto no mundo do trabalho: A bebida alcolica
compromete o rendimento do trabalhador, podendo potencialmente
causar doenas diversas.
Material indicado:
P Livros sobre o tema
Tempo sugerido: 3 horas
1-CP4TX01.qxd 17.01.07 10:35 Page 9
10  Caderno do professor / Economia Solidria e Trabalho
rea: Lngua estrangeira  Ingls Nvel II
1. Coloque na lousa os seguintes nomes (sem a
traduo para o portugus):
Lion, tiger, wolf, crow, hen, cow, dog, cat, pig,
horse, donkey, lamb, duck, mouse, rat, bat, ant,
bear, bee, bird, fish.
2. Pea aos alunos que dem as tradues das
palavras que eles conhecem e ento complete
a lista em portugus. Quando terminarem de
copiar, diga a eles que existem algumas
expresses idiomticas em ingls que utilizam
nomes de animais. Ento coloque na lousa:
Its raining cats and dogs  Est chovendo
muito
Im busy as a bee  Estou muito ocupado
Im a fish out of water  Estou como um peixe
fora dgua
To drink like a fish  Beber muito/ Ficar bbado
To duck out  Acovardar-se/ Amarelar
A little bird told me  Um passarinho me contou
He is hungry as a bear  Ele est faminto
Descrio da atividade
They are working like ants  Eles esto trabalhando
duro
She is blind as a bat  Ela no enxerga um
palmo adiante do nariz
3. Explique que as tradues no so literais porque
em portugus a traduo literal no significaria
nada.
4. Em seguida, proponha aos alunos um jogo de
mmica. A classe se dividir em dois times.
Um aluno de um dos grupos deve ir  frente e
pegar um cartozinho (previamente preparado
pelo professor) com o nome de um animal
em ingls. Ele dever imitar o animal para os
dois grupos e o primeiro grupo que disser o
nome correto do animal marca ponto. Ento
outra pessoa de outro grupo ir at a frente,
pegar um cartozinho e far a mmica, e
assim por diante. Ganha o grupo que acertar
mais nomes de animais.
Materiais indicados:
P Cartezinhos com o
nome dos animais aprendidos
apenas em ingls
Tempo sugerido: 50 a 60
minutos
Atividade P Animal mimics
Resultado esperado: Saber nomes de animais
em ingls bem como algumas expresses idiomticas
que utilizam nomes de animais.
1
Te x t o
Objetivo
 Ensinar aos alunos nomes de animais e algumas
expresses com nomes de animais em
ingls.
Introduo
O texto de George Orwell trata da revoluo comunista,
mas tem como personagens principais os
animais. Neste contexto  interessante apresentar
nomes de animais em ingls, bem como algumas
expresses idiomticas que utilizam nomes
de animais.
Contexto no mundo do trabalho: Organizao coletiva.
1-CP4TX01.qxd 17.01.07 10:35 Page 10
Caderno do professor / Economia Solidria e Trabalho  11
rea: Portugus Nvel I e II
1. Ler o texto. Ouvir respostas para as perguntas
que esto na chamada do caderno do aluno.
2. Perguntar se conseguiriam conceituar fbula
(Fbula (lat. fari + falar e gr. Pha + dizer,
(contar algo)  uma narrao breve, de
natureza simblica, cujos personagens por via
de regra so animais que pensam, agem e sentem
como os seres humanos, com o objetivo
de transmitir uma lio de moral.
3. Perguntar: Em que medida a lio de moral
contida na fbula ainda se aplica ao modo de
vida contemporneo? A mudana dos valores
morais ao longo do tempo ter feito envelhecer
a lio de tica contida nas fbulas?
4. Atividades de leitura:
a) Pedir aos alunos que leiam a frase a seguir
de muitas formas diferentes (mais rapidamente,
mais lentamente, com voz mais alta,
num sussurro, chorando, rindo, desdenhando,
etc.): Ento, camaradas, qual  a
natureza de nossa vida?. Explicar que entonao
 o movimento ascendente e descendente
das inflexes realizadas sobre determinadas
palavras de uma frase. A tarefa
do leitor  descobrir as tonalidades com
que determinadas palavras devem ser pronunciadas.
Essa busca  de suma importncia
pelo impacto e pelo efeito emo-
Descrio da atividade
cional que ela causa sobre os ouvintes.
b) Escolha um ou mais pargrafos do texto e
pea que o leiam de diversas formas, de
modo a dar expressividade s falas. Os escolhidos
podero, como exerccio, abusar
das pausas psicolgicas e acentuar a tonalidade
de alguns vocbulos.
c) Pedir aos alunos que faam uma adaptao
do texto para teatro. Observar que tomem
extremo cuidado com a linguagem, que
deve ser bem fluente e vir com anotaes,
logo aps o nome da personagem, para indicar
o que ela est fazendo naquele momento:
sentando-se, levantando-se, abrindo
os braos, dirigindo-se  direita ou 
esquerda, como no exemplo:
Etelvina  (Pe-lhe a grinalda na cabea.)
Voc vai ficar a noiva mais linda da cidade!
Maricotinha  (Entrega o buqu.) Voc est
divina! Um doce de coco.
Maria Luiza  (Chorando.) Eu no quero ser
doce de coco nem a noiva mais linda da
cidaaaaaaaade!)
d. Pronta a adaptao fazer leitura dramatizada.
Tempo sugerido: 3 horas
Atividade P A entonao na leitura
Resultado esperado: Fluncia na retextualizao.
1
Te x t o
Objetivos
 Treinamento da expresso oral.
 Reconhecimento das sutilezas da entonao na
leitura.
Introduo
Faa um treino: diga, de cinco formas diferentes,
a frase: Que troo imbecil! Veja a atividade e
pratique a entonao na leitura.
1-CP4TX01.qxd 17.01.07 10:35 Page 11
12  Caderno do professor / Economia Solidria e Trabalho
rea: Cincias Nvel I e II
1. Aps a leitura do texto, explique aos alunos o
que so os alimentos nutrientes construtores,
energticos e reguladores.
2. Escreva um quadro sntese na lousa.
3. Passe na lousa e explique o texto a seguir:
Cada 100 gramas do alimento natural (cru)
listados a seguir possuem tantas calorias: po
(241), manteiga (791), queijo (420), arroz
(357), feijo (330), carne magra de vaca
(340), carne de porco (416), galinha (136),
peixe (70), ovos (161), leite (66), banana
(77), laranja (35), batata (87), alface (10),
cenoura (21), tomate (14).
4. Divida a turma em trs grupos. Cada um deve
elaborar um cardpio, sendo um de 2000 kcal,
um de 1800 kcal e outro de 1500 kcal, divididas
entre trs refeies principais (caf, almoo
e jantar) e dois lanches. Os grupos devem
Descrio da atividade
utilizar as informaes que esto na lousa.
5. Cada cardpio deve ser apresentado em um
cartaz para toda a turma.
6. Feche a atividade promovendo uma discusso
sobre alimentao e sade.
Atividade P Nutrio
Resultado esperado: Reconhecimento da existncia
de nutrientes construtores, energticos e
reguladores, identificando-os nos alimentos.
2
Te x t o
Objetivo
 Reconhecer a existncia de nutrientes construtores,
energticos e reguladores, identificandoos
nos alimentos.
Introduo
Nosso organismo necessita de substncias chamadas
nutrientes, responsveis por fornecer matria-
prima para a construo dos tecidos, para
fazer reparos eventuais e fornecer energia para
as atividades cotidianas. As protenas fornecem
os nutrientes que constroem os nossos tecidos. Os
carboidratos fornecem os nutrientes energticos,
que liberam energia usada na clula para preparar
substncias, para auxiliar na contrao muscular,
etc. Lipdios tambm fornecem nutrientes
energticos que, em forma de gordura, eles representam
o nosso estoque de energia. Nutrientes
reguladores so requeridos em pequenas doses
dirias e regulam vrias funes orgnicas. As
vitaminas, por exemplo, regulam o metabolismo
e o crescimento. Uma alimentao diria variada
permite que a energia e os nutrientes necessrios
sejam fornecidos ao nosso organismo. O po, o
arroz e o feijo possuem bastante carboidrato.
Carne de porco, presunto cozido, manteiga e leo
possuem bastante gordura. Carnes, ovos e queijos
so ricos em protenas. Vitaminas so encontradas
no fgado de boi, ovos, leite, queijo, frutas
legumes e verduras, em geral.
Tempo sugerido: 2 horas
Dicas do professor: As protenas so constitudas de
aminocidos. Os vegetais sintetizam os 20 tipos de aminocidos
necessrios para sintetizar todas as suas protenas,
mas os animais fabricam apenas dez. Os dez restantes so
chamados de essenciais e devem ser obtidos por meio da
alimentao diversificada.
2-CP4TX02.qxd 17.01.07 11:20 Page 12
Caderno do professor / Economia Solidria e Trabalho  13
rea: Economia Solidria Nvel I e II
1. O professor deve pedir aos alunos que leiam o
texto.
2. Terminada a leitura, o professor deve destacar
do texto, escrevendo em cartolinas coloridas,
os seguintes trechos:
Contudo, a amizade de umas pelas outras foi
aumentando, e a associao ganhou corpo e respeito.
Valia o esforo, pois a associao havia se tornado
uma grande famlia.
Trocando o meu pelo nosso, as mulheres de
Santa F seguem fazendo histria.
Odorica conta que at hoje o marido no engole
a associao, mas, com a coragem de quem j
desbravou o serto de Minas com espingarda nas
costas, diz que  dela a ltima palavra.
O posto de presidente  apenas formal, pois
todas desempenham as mesmas funes, sem
distino. Como em um formigueiro, cada uma
sabe muito bem da sua misso, num verdadeiro
exemplo de como se viver em harmonia numa
comunidade.
A Maria desenganada pelos mdicos, por exemplo,
participou da compra de uma carga de mandioca
investindo R$ 85,00. Trs semanas depois,
Descrio da atividade
recebeu 45 quilos de farinha e 60 litros de polvilho,
que lhe renderam R$ 135,00.
3. Fixar as cartolinas em algum lugar onde todos
possam ver e fazer uma apresentao e discusso
com a classe.
4. Explicar que todas elas tm um objetivo em
comum: buscam alguma maneira de produzir
trabalho e gerar renda e que isso  Economia
Solidria.
5. Na Economia Solidria, apesar de o trabalho
ser em grupo, ser coletivo, respeita-se as individualidades
de cada membro do grupo.
Materiais indicados:
P Cartolina, caneta colorida
e cola
Tempo sugerido: 4 horas
Atividade P A fora e a realizao das mulheres no trabalho coletivo
Resultados esperados: Ter demonstrado que,
na Economia Solidria, onde todos esto em busca
de um objetivo: gerar trabalho e renda de forma
coletiva pode-se, a partir do convvio, respeitar as
individualidades, construir amizades mais slidas,
conquistar um ideal de vida, autonomia como mulher
e aumento de renda familiar.
2
Te x t o
Objetivo
 Mostrar que em organizaes de trabalho coletivo,
sejam em associaes ou cooperativas, o
convvio constri alm da renda, um ideal de
vida com mais autonomia para a mulher.
Introduo
A atividade procura chamar a ateno para os
aspectos positivos do trabalho coletivo, neste
caso, o trabalho associativo de mulheres na atividade
rural.
Contexto no mundo do trabalho: Mulher e trabalho
no meio rural.
2-CP4TX02.qxd 17.01.07 11:20 Page 13
14  Caderno do professor / Economia Solidria e Trabalho
rea: Educao e Trabalho Nvel I
1. Apresente a letra e a msica de Milton Maria,
Maria. Pergunte aos alunos a qual Maria ele
se refere.
2. Faa a leitura do texto. Solicite aos alunos que
levantem questes para um debate.
Sugestes: como surgiu o grupo de mulheres,
as primeiras idias do trabalho coletivo, as
dificuldades encontradas, a nova proposta de
trabalho, o sentido do trabalho para as mulheres,
entre outras.
3. Registre as questes dos alunos no quadro.
Oriente o debate enfatizando a relao entre
a histria das mulheres do texto e a de outras
mulheres trabalhadoras.
4. Levante se h alguma experincia de trabalho
coletivo conhecida pelos alunos.
5. Aps o debate, proponha aos alunos a elaborao
e a apresentao de um jogral, em pe-
Descrio da atividade
quenos grupos, incluindo letra de msica,
poesia, depoimentos, frases extradas do texto
lido, cujo tema seja: O trabalho coletivo de
mulheres.
Atividade P  preciso ter sonho sempre ou A histria de tantas Marias
Resultados esperados:
 Refletir sobre possibilidades de trabalho coletivo.
 Criao e apresentao do jogral.
2
Te x t o
Objetivo
Reconhecer a importncia do trabalho coletivo.
Introduo
Maria, Maria,  um dom, uma certa magia, uma
fora que nos alerta. A dura rotina de Maria,
porm, no apaga de seu rosto o ar de alegria e
felicidade. Maria, Maria,  o som,  a cor,  o
suor. Quando a dor vence sua obstinao pela
produo de farinha, ela pra e vai costurar em
casa.  a dose mais forte e lenta, de uma gente
que ri quando deve chorar e no vive, apenas
agenta. Enquanto trabalham, contam histrias,
do boas risadas e vo tocando a vida. Mas
 preciso ter fora,  preciso ter raa,  preciso
ter gana sempre. Sem recursos para iniciar a
produo, buscaram doaes na comunidade
local e receberam apoio de organizaes internacionais
que doaram mquinas e tecido. Quem
traz no corpo a marca, Maria, Maria, mistura a
dor e a alegria. Em mutiro, construram um
rancho de palha e cho batido e l fincaram as
razes da associao. Mas  preciso ter manha, 
preciso ter graa,  preciso ter sonho sempre...
A amizade entre elas se fortaleceu, e a associao
ganhou respeito. Quem traz na pele essa marca,
possui a estranha mania de ter f na vida.
Assim, as mulheres de Santa F comearam a
tirar da farinha no s o sustento, mas um ideal
de vida. Entremear texto e msica  fcil.
Dicas do professor: Sites:
Maria, Maria: www.milton-nascimento.letras.terra.com.br
Adlia Prado: www.algumapoesia.com.br/drummond
www.terra.com.br/virtualbooks/padregabriel/adeliaprado
Economia Solidria: www.milenio.com.br/mance/fsm3.htm
www.redemulher.org.br/cunhary%2061/encarte%20web
%2061.pdf
www.bancodamulher.org.br
Comisso da Pastoral da Terra: www.cptnac.com.br
Tempo sugerido: 3 horas
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Caderno do professor / Economia Solidria e Trabalho  15
rea: Geografia Nvel I e II
1. Realizar a leitura do texto em sala.
2. Identificar a cidade e o estado onde se passa a
narrativa do texto.
3. Levantar a populao da cidade de Santa F
no texto e informar aos alunos a populao da
cidade de Goinia, capital do estado.
4. Pedir aos alunos que comparem as duas populaes
e realizem a conta para saber quantas
cidades de Santa F caberiam numa Goinia
(cerca de 160 vezes).
5. Explicar aos alunos que Goinia possui mais
ruas, casas e infra-estrutura que Santa F e
que todas essas formas representam o trabalho
social que ao longo do tempo naquele lugar foi
depositado.
6. Associar o trabalho como a fonte geradora
dessas formas.
7. Pedir aos alunos que identifiquem no mapa as
cidades de Santa F e Goinia.
Descrio da atividade
8. Ensinar as posies dos pontos cardeais
(Norte, Sul, Leste e Oeste) e colaterais (Nordeste,
Noroeste, Sudoeste e Sudeste).
9. Pedir aos alunos que escrevam um texto sntese
da aula, destacando o papel do trabalho no
desenvolvimento das cidades.
Materiais indicados:
P Atlas que contenha as
cidades brasileiras.
Atlas ou qualquer outra
publicao, que contenha
a populao das cidades
brasileiras.
Tempo sugerido: 3 horas
Atividade P A cidade e seu tamanho
Resultados esperados:
Espera-se que os alunos demonstrem ter compreendido
os pontos cardeais e os colaterais, identificando
a posio das cidades. Que realizem anlises
comparativas entre cidades a partir de sua populao.
Que produzam um texto no qual demonstrem
ter compreendido a cidade como o resultado
da materializao do trabalho e centro da dinmica
geradora de mercadorias.
2
Te x t o
Objetivos
 Comparar duas cidades brasileiras a partir de
sua populao.
 Identificar o papel do trabalho como fator de
produo destas duas realidades distintas.
 Compreender os pontos cardeais a partir da
localizao comparativa entre duas cidades:
Santa F de Gois e Goinia.
Introduo
A cidade de Santa F de Gois dista cerca de 260 km
da capital do estado de Gois, que  Goinia.
Apesar da distncia fsica que as separa h uma
distncia muito maior que diz respeito ao tamanho:
a primeira conta com cerca de 7 mil habitantes
e a segunda com mais de 1 milho. A atividade
busca associar o tamanho da cidade ao
seu desenvolvimento econmico, que  o resultado
do trabalho acumulado. Alm disso, noes
bsicas de localizao so trabalhadas na comparao
entre a posio de uma cidade em relao
 outra.
Contexto no mundo do trabalho: O tamanho de uma
cidade reflete o desenvolvimento econmico que nela 
gerada. A somatria das atividades econmicas gera uma
riqueza proporcional aos meios de produo em atividade.
O verdadeiro motor da atividade econmica que faz
esta roda girar  o trabalho humano.
Dica do professor: site www.ibge.gov.br/
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16  Caderno do professor / Economia Solidria e Trabalho
rea: Histria Nvel I e II
1. Ler o texto coletivamente, questionando a respeito
da produo de farinha de mandioca:
quem produz, como  feita, quais as etapas de
produo, quais os instrumentos de trabalho.
2. Propor pesquisas a respeito da produo de
mandioca e do polvilho, dividindo em grupo
as tarefas:
a) Processos da plantao de mandioca.
b) Processo de produo da farinha de mandioca,
as atividades de trabalho e quem
trabalha na produo.
c) Processo de produo de polvilho e quem
produz.
d) Ferramentas e instrumentos de trabalho na
produo da farinha e do polvilho.
e) Amagens (fotos e pinturas) da plantao de
mandioca e produo de farinha e polvilho.
f) Antigas tcnicas e atuais.
Descrio da atividade
g) Dados sobre a produo de mandioca no
Brasil (pessoas envolvidas, tipos de produo,
regies produtoras, etc).
h) Histria da mandioca.
i) A mandioca e as culturas indgenas.
j) Venda e consumo de mandioca, farinha e polvilho
no Brasil e em outros locais do mundo.
3. Debater as informaes coletadas, ressaltando
quem produz e o tipo de produo.
4. Propor a elaborao de um painel organizando
as informaes, exemplificando com a produo
apresentada pela reportagem.
Atividade P A farinha, o polvilho, o trabalho e as mulheres
Resultados esperados: Que os estudantes
conheam a histria da produo da farinha e do
polvilho e sua relao com as atividades artesanais
e das mulheres no Brasil.
2
Te x t o
Objetivo
 Conhecer a histria da produo da farinha e
do polvilho e sua relao com as atividades
artesanais e das mulheres no Brasil.
Introduo
A produo de farinha de mandioca e de polvilho
remete  histria das populaes indgenas no
Brasil. E, nesse sentido, permanece com uma produo
que solicita cooperao. Apesar de durante
a colonizao portuguesa ter sido desvalorizada,
por ser da terra e por abastecer o mercado de consumo
interno, a mandioca permaneceu como um
importante produto vinculado aos hbitos alimentares
dos brasileiros. Enquanto os portugueses preferiam
o trigo, a populao brasileira persistiu
comendo tapiocas e beijus, e com o hbito de misturar
a farinha ao feijo e  carne de sol. Hoje em
dia, a mandioca permanece ligada s tcnicas
manuais e artesanais, e  pequena produo, envolvendo
populaes que sobrevivem especialmente
dela. A raiz planta tambm se espalhou pelo
mundo, e hoje faz parte, por exemplo, da vida de
comunidades africanas, que se organizam em funo
de sua produo e consumo.
Tempo sugerido: 4 horas
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Caderno do professor / Economia Solidria e Trabalho  17
rea: Histria Nvel II
1. Fazer a leitura coletivamente, parando para
questionar o que os alunos esto entendendo.
2. Solicitar que o texto seja relido em grupos,
sendo cada grupo responsvel por identificar
uma dimenso histrica (tempo de curta e
longa durao, sujeito histrico, lugar, acontecimentos,
etc).
3. Solicitar que os grupos apresentem as informaes
organizadas, fazendo o registro na
lousa dos resultados atravs de uma tabela
(tempo, sujeito, etc).
4. Refletir com os estudantes a respeito dos tempos
dos acontecimentos (de curta e de longa
durao), a relao entre o tempo e o desenrolar
dos fatos em longa durao, quem faz a
histria (os sujeitos da histria), quais os
acontecimentos que vo sendo desencadeados
na construo da histria.
5. Pedir para os alunos sugerirem outros ttulos
para o texto.
6. Confrontar essas sugestes com o ttulo da
reportagem.
7. Montar um painel com as alternativas de ttulos
pensadas.
Descrio da atividade
Atividade P A construo da Histria
Resultados esperados: Espera-se que os estudantes
reflitam a respeito das aes histricas dos
indivduos e dos grupos, manifestem-se sobre o
tema e identifiquem no texto as diferentes dimenses
histricas.
2
Te x t o
Objetivo
 Refletir a respeito das aes histricas dos indivduos
e dos grupos.
Introduo
A histria  construda pelas aes das pessoas, dos
grupos, das classes sociais, etc. So esses sujeitos
histricos e suas aes que desencadeiam acontecimentos
e que transformam a realidade vivida. A
oportunidade de analisar quem so os sujeitos da
histria, quais suas aes e como desencadeiam
acontecimentos imediatos e de longa durao possibilita
pensar sobre as prprias aes, em curta e
longa durao, como histricas.
Tempo sugerido: 2 horas
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18  Caderno do professor / Economia Solidria e Trabalho
rea: Matemtica Nvel I e II
1. Aps a leitura do texto preste ateno na situao
que passou a associao Para se ter
idia, num determinado ms em que a receita
lquida foi de R$150,00, o conserto de um
triturador custou-lhes R$ 210,00. e o significado
de receita A receita  resultante da
venda da produo de farinha e polvilho.
1. A partir do significado de receita pergunte aos
alunos o significado de receita lquida. Lembrese
que receita lquida  o que sobra aps todos
os pagamentos.
2. Pea que escrevam, na horizontal (150  210)
ou vertical, a situao apresentada no texto sobre
a situao contbil naquele ms. Lembre
ao aluno que devemos subtrair o valor que temos
do total a ser pago.
3. Ao representar o resultado, (R$ 60,00) informelhes
da idia de que o sinal negativo representa
o valor do prejuzo no final desse ms.
4. Apresente aos alunos outros valores de lucro
lquido e de gastos e calcule o valor da sobra.
Alm disto, determine, com os alunos, qual o
valor mnimo necessrio para que no haja
prejuzo.
Descrio da atividade
5. Mostre outras situaes onde aparecem os
nmeros negativos (temperatura, altitude de
avies ou montes/montanhas, profundidades
de lagos, lagoas, mares). Para isso procure nos
jornais as previses do tempo, a variao das
aes das empresa, etc.
6. A calculadora pode realizar operaes com nmeros
negativos. Se possvel pea aos alunos
para utilizarem-na para conferir os resultados.
Material indicado:
P Calculadora
Tempo sugerido: 1 horas
Atividade P Lucro ou prejuzo
Resultado esperado: Que os alunos possam
perceber a forma de escrita das operaes, a escrita
e a interpretao de situaes em que aparecem
nmeros negativos.
2
Te x t o
Objetivo
 Iniciar o clculo com nmeros negativos.
Introduo
Em toda atividade comercial o lucro  o valor
que sobra aps a realizao de todos os pagamentos.
Em alguns casos, aps os pagamentos
no h sobras e ficamos devendo ao banco ou
diminui o nosso saldo bancrio ou outra situao.
Mas como realizar essa apurao, ainda?
Como registrar esse resultado?
Dicas do professor: Sites:
www.climatempo.com.br (temperatura)
www.bovespa.com.br (bolsa de valores de So Paulo)
http://www.bb.com.br/appbb/portal/on/cva2/index.jsp
(acompanhamento dos valores das aes do Banco do Brasil)
e verifique diferentes aplicaes dos nmeros negativos.
2-CP4TX02.qxd 17.01.07 11:20 Page 18
rea: Matemtica Nvel I e II
1. Oriente uma leitura silenciosa do texto. Depois
converse com a classe sobre ele.
2. Pea aos alunos que calculem quanto Maria
comprou de mandioca. Utilizem a diviso para
realizar tal tarefa.
3. Defina com os alunos e escreva na lousa, o
significado de lucro bruto e lucro lquido.
4. Pea aos alunos para calcularem o lucro obtido
por Maria aps a venda de sua partida de
mandioca, e indicarem se esse lucro  lquido
ou bruto.
5. Agora, pea que calculem o valor a ser repassado
 associao e determinem o lucro final. Para isso
devem utilizar a regra de trs ou porcentagem ou
outra forma definida pelo aluno. Indiquem se
esse valor  o lucro lquido ou bruto.
6. Solicite que definam, a partir do item anterior,
o lucro semanal obtido por Maria.
7. Divida a classe em pequenos grupos e pea
que leiam os textos: O que  cooperativismo?
e Associao, e respondam: Maria teria um
lucro maior ou menor se no fosse associada?
Descrio da atividade
H outra alternativa para Maria obter maior
lucro? Qual?
8. Utilizando os clculos e as respostas dadas ao
item anterior, cada grupo deve escrever um
texto juntando todas essas concluses.
9. Cada grupo l o seu texto produzido que ser
comentado pela classe e pelo professor.
Atividade P Lucro de Maria
Resultado esperado: Que os alunos possam
perceber a necessidade dos pequenos unirem-se
em associaes ou cooperativas para melhorar o
preo do(s) seu(s) produto(s).
2
Te x t o
Objetivo
 Definir lucro lquido e bruto.
Introduo
A associao ou a cooperativa so as nicas sadas
para grupos de pequenos agricultores para
garantir maior valor aos seus produtos. Em
alguns casos os valores/lucros obtidos so, ainda,
pequenos, mas poderiam ser menores se
optassem pelo trabalho individual. Sobre o lucro
podemos defini-lo de quais formas? Este lucro
poderia ser maior? Quais formas poderemos utilizar
para aument-lo?
Tempo sugerido: 2 horas
Dicas do professor: Site do frum nacional de Economia
Solidria www.fbes.org.br
Caderno do professor / Economia Solidria e Trabalho  19
2-CP4TX02.qxd 17.01.07 11:20 Page 19
20  Caderno do professor / Economia Solidria e Trabalho
rea: Matemtica Nvel I e II
1. Leia o texto com seus alunos e conversem
sobre ele.
2. Pea que, usando os dados numricos do texto,
avaliem se o negcio vale a pena? Por qu?
Os argumentos deles coincidem com os das
mulheres da histria? Porque ser? Quais os
sentidos que as mulheres esto atribuindo ao
trabalho?
3. Proponha que, em grupos, leiam o texto novamente
identificando nele os diferentes valores
que as mulheres foram atribuindo ao trabalho
realizado na cooperativa. Oriente que separem
os diferentes sentidos atribudos ao trabalho
em dois grupos: um monetrio ou econmico
e outro subjetivo. Explique cada um
deles.
4. Ao final, aps as apresentaes dos trabalhos
dos grupos, pea que eles elaborem algumas
situaes problemas usando os dados do texto
e analisem o que eles fariam diante de alguns
resultados negativos.
Descrio da atividade
Atividade P Qual o valor do trabalho?
Resultados esperados:
 Quadro sntese de sentidos financeiros e subjetivos
arrolados para o trabalho no texto.
 Elaborao de situaes  problemas formulados
coerentemente com o texto.
2
Te x t o
Objetivos
 Avaliar uma situao em termos de ganhos ou
perdas monetrias.
 Identificar diferentes valores e sentidos atribudos
ao trabalho.
Introduo
O texto relata uma histria de vida, que poderia
ser lida como a histria de mulheres que trabalham
sem ganhar nada, ou pior, trabalham para
terem prejuzo. Ao que parece os sentidos do trabalho
para aquelas mulheres vo alm do ganho
em dinheiro: sentido de pertencimento, de identidade,
de troca. Vamos tentar compreender melhor
essas dimenses? Qual o sentido do trabalho
para Maria? E para voc? E para os alunos e alunas
da EJA?  possvel dizer que o trabalho vale
pelo que se ganha em dinheiro apenas? Nosso
objetivo  ajudar a perceberem sentidos que
ultrapassem o valor monetrio.
Tempo sugerido: 3 horas
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Caderno do professor / Econmia Solidria e Trabalho  21
rea: Economia Solidria Nvel I e II
1. Fazer a leitura do texto sem comentrios.
2. Distribuir um pirulito para cada aluno. Todos
devem ficar em p e em crculo.
3. Explicar que todos devem esticar a mo na
qual est o pirulito e permanecer nessa posio.
A outra mo dever ficar dobrada por
trs das costas.
4. Todos devero realizar a seguinte tarefa: descascar
e chupar o pirulito sem dobrar a mo
que est esticada e sem tambm utilizar a
outra mo, que deve permanecer nas costas.
5. Geralmente, no incio, todos tentam individualmente
cumprir a tarefa. Tentam e percebem
que no conseguem. Algum aluno perceber
a necessidade de pedir ajuda a outro colega.
Se isso acontecer, os demais seguiro o
exemplo e solicitaro ajuda dos outros. Caso a
situao de solicitar a ajuda no acontea,
encerre a atividade, pedindo aos alunos para
sentarem.
6. Com qualquer dos resultados acima descritos,
inicie uma discusso contemplando os seguintes
aspectos:
Descrio da atividade
a) a importncia da unio e solidariedade
para enfrentar desafios e dificuldades.
b) Que sozinhos temos muito mais dificuldades
de enfrentar esses desafios.
c) Que cada um tem sua importncia no grupo
e que  preciso respeitar as individualidades
no coletivo.
d) Que tudo isso  fundamental quando se fala
em economia solidria e em empreendimento
econmico solidrio, uma vez que a
unio, solidariedade, cooperao, so elementos
fundamentais para que ela acontea
e os empreendimentos consigam se desenvolver.
7. Releia o texto e pea aos alunos que comentem,
relacionando com a atividade realizada.
Material indicado:
P Pirulitos
Tempo sugerido: 1 hora
Atividade P Unio e solidariedade como princpios da Economia Solidria
Resultado esperado: Que os alunos possam
compreender a importncia da unio, solidariedade
e cooperao nas atividades produtivas que envolvem
a Economia Solidria e os empreendimentos
econmicos solidrios.
3
Te x t o
Objetivo
 Discutir com os alunos a importncia da unio
e solidariedade como elementos fundamentais
na economia Solidria.
Introduo
O texto mostra a importncia da contribuio de
cada indivduo para a mudana de vrias situaes
cotidianas. s vezes, diante da vida dura e
difcil e dos obstculos, muitas pessoas pensam
que nada pode ser modificado. A economia solidria
tem trazido de volta para homens e mulheres
desse nosso Brasil a esperana de que  possvel
construir outras formas de produo e melhorar
a qualidade de vida, por meio da solidariedade
e da unio. Tal como nos ensina o beija-flor, na
medida em que cada um d a sua contribuio e
que as pessoas se unem, o que parece impossvel
pode se transformar em realidade.
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22  Caderno do professor / Econmia Solidria e Trabalho
rea: Lngua Estrangeira  Ingls Nvel II
1. Providencie uma cpia da verso para cada
dupla de alunos. Recorte as frases do texto em
tiras. Coloque as tiras que formam cada texto
em um envelope separado e feche-o.
2. Na aula, diga aos alunos que cada envelope
contm um segredo que eles devero desvendar
em duplas.
3. D cerca de 1 minuto para as duplas colocarem
o texto em ordem.
4. Pergunte, ento, a eles, que texto . Eles devero
ser capazes de identificar que essa  uma
verso do texto 5.
5. Pea que eles formem equivalncias entre o
texto em tiras e o texto em portugus no
caderno deles, utilizando palavras ou expresses.
Por exemplo: hummingbird  beija-flor.
scared  apavorado. drop of water  gota dgua.
Assim eles formaro seu prprio glossrio
para futuras consultas.
Corrija as equivalncias coletivamente.
Texto:
There was a fire in the forest and while all animals
ran scared, a little hummingbird went
Descrio da atividade
from the river to the fire taking some drops of
water in its beak. The lion, seeing that, asked
the hummingbird:
Hey hummingbird, do you think you will be
able to put out the fire all by yourself?
And the hummingbird answered:
I dont know if Ill be able to do it, but I am
doing my share.
Material indicado:
P Um envelope para cada 2
alunos contendo o texto
em tiras.
Tempo sugerido: 1 hora
Atividade P Segredo
Resultado esperado: Melhora na compreenso
de textos em ingls.
3
Te x t o
Objetivo
 Praticar a leitura dos alunos em ingls e exercitar
a capacidade de compreenso da lngua
inglesa.
Introduo
O pensamento expresso em um pargrafo mostra-
se de razovel facilidade para sua utilizao
em um exerccio completamente em ingls.
Contexto no mundo do trabalho: Trabalho cooperativo.
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rea: Portugus Nvel II
1. Atividades de leitura. Ler e discutir a fbula
com os alunos, rememorando as caractersticas
desse gnero textual.
2. Atividade escrita. Entregue aos alunos uma
cpia desta carta enviada ao jornal Correio
Braziliense por uma leitora: Primeiro de tudo,
gostaria de parabenizar o Jornal que  muito
bom. Parabns! Segundo, gostaria de expor a
minha opinio sobre um fator que est acabando
com o Brasil nestes ltimos anos: a fome.
Estava no meu curso de ingls, na quinta-feira
(dia e 5), quando comeamos a debater a
pobreza e a fome nos pases, incluindo o
Brasil. O professor citou que sua namorada
trabalha nas Naes Unidas, aqui em Braslia,
e no pde deixar de nos informar sobre a
populao que est morrendo de fome no
Brasil. Ento veio a bomba sobre ns: 28 milhes
de pessoas morrem de fome neste exato
momento no Brasil, mais do que a populao
Descrio da atividade
da Argentina. Isso me deixou muito irritada,
razo por que fao um apelo: por favor, vamos
tomar uma providncia sria, Brasil! O governo
no  o nico culpado. A sociedade tambm
. E, se somos culpados, podemos agir,
para, pelo menos, tentar controlar e acabar com
essa catstrofe! M. L. D. Correio Braziliense.
Braslia, 10 ago. 1999. Seo Cartas dos Leitores,
p. 16.
3. Solicite aos alunos que transformem a carta
de M.L.D. em fbula. Pea que dem asas 
imaginao e imaginem que bichos participariam
da Assemblia dos Bichos para resolver
a situao.
Atividade P Se eu fosse um bicho...
Resultado esperado: Reconhecer e criar fbulas.
3
Te x t o
Objetivo
 Compreender que escrever  um ato voltado
para as prticas sociais.
Introduo
O texto 5  uma fbula e aponta a necessidade de
cooperao entre as pessoas. As fbulas tm a propriedade
de transmitir, de modo figurado, valores
e lies de moral ao leitor. Saber escrever  tambm
compartilhar prticas sociais de diversas
naturezas que a sociedade vem construindo ao
longo de sua histria. Essas prticas de comunicao
em sociedade se configuram em gneros de
textos especficos a situaes determinadas. Para
cada situao, objetivo, desejo, necessidade, temos
 nossa disposio um acervo de textos apropriados.
Assim, o produtor de texto no apenas tem
conhecimentos sobre as configuraes dos diversos
gneros, mas tambm sabe quando cada um deles
 adequado, em que momento e de que modo deve
utiliz-lo. Um relatrio  prprio para prestar contas
de uma pesquisa cientfica, de uma investigao,
de uma tarefa profissional, mas no serve para
contar uma viagem de frias para os amigos, por
exemplo.
Contexto no mundo do trabalho: Trabalho cooperativo.
Tempo sugerido: 3 horas
Caderno do professor / Econmia Solidria e Trabalho  23
3-CP4TX05.qxd 17.01.07 11:30 Page 23
24  Caderno do professor / Economia Solidria e Trabalho
rea: Artes Nvel I e II
1. Dividir a classe em grupos de trs alunos cada.
2. Os grupos devero ler notcias de jornais e de
internet e assistir noticirios de TV para escolher
quatro notcias de assuntos diferentes, observando
os enfoques dados a ela pelas diversas
mdias.
3. Cada grupo dever dividir-se entre 1 apresentador
da notcia e 2 comentaristas. O primeiro
comentarista dever levantar os aspectos positivos
e o segundo os aspectos negativos.
4. Cada grupo dever criar um noticirio de
rdio. Dar nome  sua rdio e ao seu programa.
5. Cada membro do grupo de acordo com sua
funo no programa dever buscar outras
informaes que complementem sua notcia e
que possam enriquecer os diferentes aspectos
para cada comentarista.
Descrio da atividade
6. Apresentao do jornal da Rdio, ao vivo,
para toda classe.
7. Discusso final do exerccio tendo por foco o
que aprenderam com a experincia.
Atividade P A notcia
Resultados esperados: Que o aluno possa
compreender que cada notcia, cada histria tem
seus aspectos positivos e negativos. Que cada
aluno possa compreender que, como leitor ou
espectador, ele tambm pode observar e forma sua
opinio em relao ao que est sendo informado.
O leitor, ouvinte ou espectador,  o principal interessado
na preciso e acuidade da notcia. Que o
aluno possa compreender que uma imprensa livre
contempla a diversidade de opinies e que estas
contribuem para o desenvolvimento cultural de
uma sociedade.
4
Te x t o
Objetivos
 Analisar uma notcia transmitida por meios de
comunicao (diferentes mdias), noticirios de
diferentes emissoras e diferentes jornais impressos
ou on-line.
 Criar um jornal de rdio.
Introduo
Diariamente lemos os jornais, ouvimos ou assistimos
aos noticirios. Frequentemente nos deparamos
com situaes difceis da economia, problemas
sociais, catstrofes naturais, desemprego, poltica,
etc. Normalmente, no so notcias agradveis.
Em geral, acreditamos no que est sendo
informado, confiamos na imparcialidade daquele
que escreve, apesar de sermos os juzes finais de
cada uma dessas informaes. Temos discernimento,
crtica, opinio, mas principalmente a realidade
na qual vivemos e nossa experincia  que servem
de fiel dessa balana. Somos aqueles que utilizam
os transportes, vo ao supermercado, educam os
filhos, escolhem as atividades culturais, pagam
impostos. Cabe a ns procurar compreender e analisar
a notcia em todos os seus aspectos. Muito se
tem discutido sobre a fora dos meios de comunicao
e, estes mesmos meios buscam alternativas
de discusso dos problemas, aumentam o nmero
de programas com opinies diversas e at conflitantes
sobre determinados temas. Exemplo dessa
tendncia so as mesas redondas  incluindo as
divertidas discusses sobre futebol  que aumentaram
muito nos ltimos anos.
Tempo sugerido: 2 horas
4-CP4TX03.qxd 17.01.07 11:49 Page 24
rea: Economia Solidria Nvel I e II
1. Solicitar que um dos alunos faa a leitura do
texto pausadamente. Durante a leitura os outros
alunos destacam e anotam no caderno a frase
ou palavra que mais chamou a ateno.
2. Aps a leitura do texto, abrir o debate solicitando
que os alunos manifestem a sua opinio
e o seu entendimento do textos, os principais
aspectos que destacaram do mesmo, justificando
as reflexes que o texto apresenta, etc.
3. Em seguida, com o auxlio dos alunos, elaborar
uma sntese coletiva das discusses, destacando
os principais pontos elencados pelos
alunos, reforando a importncia do trabalho
coletivo autogestionrio, da necessidade de
se estabelecer relaes de confiana, solidariedade,
respeito e companheirismo quando se
trabalha em grupo.
4. A sntese ser anotada na lousa pelo professor
e os alunos copiaro no caderno.
Descrio da atividade
Atividade P O trabalho coletivo autogestionrio
Resultados esperados: Que os alunos, ao
final da atividade, possam compreender a importncia
de se trabalhar de forma coletiva e autogestionria,
em equipe, percebendo os seus desafios
e possibilidades.
4
Te x t o
Objetivo
 Discutir com os alunos a importncia e desafios
do trabalho coletivo autogestionrio.
Introduo
O texto retrata os desafios e as possibilidades do
trabalho em equipe. Mostra a importncia de trabalhar
a diversidade na unidade, considerando-se
as diferenas individuais e os objetivos coletivos.
Indica tambm que  possvel trabalhar de forma
coletiva e autogestionria e que esse tipo de trabalho
exige um constante aprendizado, principalmente
porque todos so responsveis pela produo,
pelas decises e pela socializao dos
resultados obtidos por meio do trabalho realizado.
Tempo sugerido: 1 hora
Caderno do professor / Economia Solidria e Trabalho  25
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26  Caderno do professor / Economia Solidria e Trabalho
rea: Economia Solidria Nvel II
1. Depois da leitura do texto, destacar a frase:
Senhores, ficou demonstrado que temos
defeitos, mas o carpinteiro trabalha com nossas
qualidades, com nossos pontos valiosos.
Assim, no pensemos em nossos pontos fracos,
e concentremo-nos em nossos pontos fortes.
2. O professor deve constituir grupos de alunos,
pedindo que cada grupo escreva em uma folha,
como eles constituiriam uma cooperativa
com aqueles personagens, ou seja: O carpinteiro
seria o qu? (cooperativa?) O martelo, a lixa,
o metro seriam quem? (trabalhadores cooperados?).
3. Depois, cada grupo deve fixar a folha em algum
lugar onde todos possam ver e fazer uma apresentao
para a classe.
4. O professor deve, a partir das apresentaes,
explicar que:
a) Nas cooperativas da economia solidria, a
organizao da produo e do trabalho 
coletiva, levando em conta o que cada um
sabe fazer.
b) Nesse tipo de organizao as qualidades,
aptides e potencialidades (pontos fortes)
de cada trabalhador(a) so aproveitadas de
forma a incrementar a produo coletiva.
Descrio da atividade
c) Nesse tipo de organizao, cada um tem
uma funo definida, mas todos so igualmente
teis e solidrios.
d) H conflitos mas eles so discutidos e resolvidos,
reconhecendo as diferenas e especificidades
de cada um, evitando desestimular
a criatividade e desenvolvimento das potencialidades
individuais.
e) Na forma de operar das cooperativas se organiza
assemblias peridicas para prestao
de contas, planejar o futuro e tambm
para resolver conflitos, quando houver.
5. Explicar que a forma de produzir e trabalhar
na Economia Solidria, se d por meio de um
processo educativo, que  coletivo, criativo e
se constri na prtica do trabalho cotidiano.
Materiais indicados:
P Cartolina e canetas
coloridas
Tempo sugerido: 4 horas
Atividade P Cooperativa: coletivo que otimiza as qualidades
Resultado esperado: Ter demonstrado que a
cooperativa de Economia Solidria promove um
modo inovador de produzir e gerar trabalho e renda
aos trabalhadores que se concretiza na prtica
cotidiana por meio de um processo educativo e
criativo onde se aproveita as qualidades, aptides
e potencialidades de cada trabalhador em benefcio
do coletivo.
4
Te x t o
Objetivo
 Mostrar que nas cooperativas de economia
solidria o trabalho  criativo e se utiliza do saber
e das potencialidades de cada trabalhador
em benefcio do coletivo.
Introduo
A atividade procura chamar a ateno para a
organizao do trabalho numa cooperativa de
economia solidria, mostrando a importncia do
conhecimento e das qualidades de cada trabalhador
para a sua organizao e estrutura produtiva.
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rea: Histria Nvel I e II
1. Dividir a turma em grupos.
2. Cada grupo dever escolher um coordenador,
um auxiliar da coordenao, um reorganizador
do ambiente e um relator/apresentador
do trabalho.
3. Os grupos devero ler, reler e discutir o texto.
Em seguida transpor a situao da carpintaria
abordada no texto para um outro ambiente de
trabalho, como, por exemplo, a sala de aula,
uma fbrica. Elaborar e reescrever a situao.
4. Apresentar para a turma, em forma de texto,
ou por meio de cartazes, desenhos, ou ainda,
encenao teatral do grupo.
5. Na apresentao do grupo, professor(a) e
alunos devero refletir sobre as potencialidades
do trabalho em equipe e a participao
construtiva de diferentes pessoas.
Descrio da atividade
Materiais indicados:
P Cartolina, pincis, papel
Tempo sugerido: 2 horas
Atividade P Trabalhar em grupo: lidar com as diferenas
Resultados esperados:
 Compreender a importncia da diversidade para
o trabalho coletivo.
 Refletir sobre os princpios que regem um trabalho
em equipe.
4
Te x t o
Objetivo
 Refletir sobre as potencialidades do trabalho
em equipe e a participao construtiva de diferentes
pessoas.
Introduo
Este texto nos apresenta um excelente material
para refletirmos sobre o trabalho em grupo, as
inteligncias mltiplas, as habilidades individuais,
as diferenas entre os seres humanos. Mais
do que isso, nos leva a pensar sobre como as diferenas
podem ser potencializadoras de trabalhos
criativos e construtivos. O psiclogo americano
Howard Gardner afirma que  possvel identificar
pelo menos 7 tipos de inteligncia: musical,
corporal-cinestsica, lgico-matemtica, lingstica,
espacial, interpessoal e intrapessoal. Esses
fatores dependem e se relacionam com muitos
outros, como os emocionais, o ambiente sciocultural,
a histria de vida de cada um. A compreenso
crtica das diferenas  um dos pontos
fortes do trabalho em equipe. Sugerimos coloclo
em prtica na sala de aula, pois assim estar
contribuindo para a vida em grupo, as relaes
inter e intrapessoais e para a participao no
coletivo da sociedade.
Dicas do professor: GARDNER, H. Inteligncias mltiplas:
a teoria na prtica. Porto Alegre: Artmed, 1995.
AMARAL, A. L. O trabalho de grupo: como trabalhar com
os diferentes. In: VEIGA, Ilma. P. A. (Org.) Tcnicas de
ensino. novos tempos, novas configuraes. Campinas:
Papirus: 2006. p. 49-68.
Caderno do professor / Economia Solidria e Trabalho  27
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28  Caderno do professor / Economia Solidria e Trabalho
rea: Portugus Nvel I e II
1. Atividades de leitura.
a) Ler e comentar o texto com os alunos. Pedir
que reflitam sobre as seguintes frases e
digam se concordam ou discordam delas: A
vida  um projeto de faa voc mesmo. A
vida de hoje  resultado de atitudes e escolhas
feitas no passado, A vida de amanh
ser o resultado de atitudes e escolhas feitas
hoje.
b) Quando escrevemos um texto,  necessrio
ter em mente alguns propsitos. Pea que
determinem, no caso do texto em anlise:
Quais os objetivos do texto? Qual  o assunto
em linhas gerais? O gnero escolhido  o
mais adequado aos objetivos? Quem provavelmente
ser o leitor de um texto desse
teor? O autor se vale de subjetividade ou de
impessoalidade para atingir o leitor? As condies
prticas de produo: tamanho do
texto, apresentao, formato, nvel de linguagem
so adequadas para esse tipo de texto?
Reafirmar que  sobre essa base de orientao
que o produtor do texto vai coordenar o
seu prprio trabalho, monitorando-o para
atingir seus objetivos e atingir seu leitor.
Descrio da atividade
2. Atividades de produo de texto. Pedir aos
alunos que, da forma mais honesta possvel,
completem as frases:
a) Trs coisas que no gosto de fazer.
b) Gostaria de saber bem mais a respeito de...
c) Algum dia, eu gostaria de...
d) Se pudesse trabalhar no que gosto, eu
faria...
e) Gosto que me elogiem quando...
f) Algumas vezes me preocupo com...
g) Adoro pessoas que...
h) Aprendo melhor quando...
i) Fico muito incomodado com...
j) Quando estou feliz, normalmente...
3. Pedir aos alunos que releiam o inventrio
feito. A seguir, pedir que escrevam um texto
que se inicie com uma das frases que foram
completadas anteriormente.
Atividade P As tonalidades afetivas da lngua
Resultado esperado: Produzir textos a partir
de um estmulo ldico.
4
Te x t o
Objetivo
 Compreender que a escrita no  apenas uma
oportunidade para que a pessoa mostre, comunique
o que sabe, mas tambm para que descubra
o que , o que pensa, o que quer, em que
acredita.
Introduo
Todo ato de escrita pertence a uma prtica social.
No se escreve por escrever. A escrita tem um
sentido e uma funo.
Contexto no mundo do trabalho: Diversidade de talentos
no trabalho e auto-conhecimento.
Tempo sugerido: 3 horas
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Caderno do professor / Economia Solidria e Trabalho  29
rea: Portugus Nvel I e II
1. Atividades de pr-leitura. Perguntar aos alunos
qual o sentido de assemblia. (1.Reunio de
numerosas pessoas para determinado fim, esp.
deliberativo. 2. Sociedade, corporao. 3. V. congresso).
Perguntar o que conteria um texto que
tivesse por nome Assemblia na Carpintaria.
2. Atividades de leitura. Ler o texto com os alunos.
Ressaltar que o autor  desconhecido. Pensar, com
os alunos, sobre o contexto de produo por meio
de perguntas: Qual o papel social representado
pelo autor do texto? Que objetivos teria ao escrever
esse texto? Quem seria o leitor de um texto
desse teor? Por qu? Onde seria impresso um
texto como esse?  Ouvir os alunos e, depois,
informar que as diversas funes sociais so mediadas
por textos, configurados de formas diversas,
para atender s finalidades do meio em que
circulam.
3. Atividades de pr-escrita.
a) Prepare 30 envelopes. Do lado de fora de
cada um deles escreva uma das seguintes
palavras, todas precedidas de O mais: popular,
gentil, paciente, estudioso, responsvel,
educado, dinmico, criativo, otimista, organizado,
elegante, bonito, cooperativo, tico,
inesquecvel, comunicativo, leal, observador,
religioso, honesto, amigo, afetuoso, lder, simptico,
sensual, sedutor, meigo, alegre, conciliador.
b) Pea aos alunos que recortem pequenos retngulos
e escrevam, em cada um, o nome de
Descrio da atividade
um dos colegas da sala. Se a classe tiver, por
exemplo, vinte e cinco alunos, devero recortar
vinte e cinco retngulos.
c) Coloque os alunos em crculo. Entregue a um
deles o primeiro envelope (o mais popular). O
aluno dever observar os colegas de sala e
colocar no envelope o retngulo com o nome
daquele aluno que julgar ser o mais popular.
Passar o envelope para o colega do lado que
proceder da mesma forma.
d) Entregue o segundo envelope (o mais gentil).
Do mesmo modo, o aluno colocar no
envelope o retngulo com o nome do colega
que julgar mais gantil e o passar para o
colega do lado. Proceda da mesma forma
com os demais envelopes.
e) Quando todos os alunos tiverem colocado
todos os retngulos nos envelopes, proceda 
apurao e eleja, de acordo com os votos contidos
em cada envelope, o mais popular, o
mais gentil, o mais criativo, o mais otimista.
4. Atividades de escrita. Proponha que escrevam
a experincia vivida na atividade e estabeleam
relaes com o texto lido.
Atividade P O mais mais
Resultado esperado: Reflexo sobre as funes
sociais da escrita e os talentos humanos.
4
Te x t o
Objetivo
 Reconhecer que todo texto  dotado de intencionalidade.
Introduo
Qual  sua maior qualidade? E no trabalho, qual
sua maior virtude?
Tempo sugerido: 3 horas
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30  Caderno do professor / Economia Solidria e Trabalho
rea: Artes Nvel I e II
1. Dividir a classe em pequenos grupos.
2. Cada grupo dever pesquisar uma manifestao
artstico-cultural de um pas da Amrica
do Sul, escolhido pelo grupo. Desde manifestaes
artsticas at costumes de jovens,
religio, festas populares ou outra manifestao
de interesse do grupo.
3. Os grupos devero sintetizar as principais caractersticas
da manifestao cultural escolhida
e sua origem.
4. Dentre os resultados encontrados os grupos
devero verificar se existem manifestaes
semelhantes no Brasil e compar-las.
5. Discusso final do exerccio levando em conta
as semelhanas, diferenas e possveis origens
comuns.
Descrio da atividade
Atividade P Cultura sul-americana
Resultados esperados:
 Que o aluno possa conhecer manifestaes culturais
dos pases sul-americanos.
 Que o aluno possa conhecer algumas semelhanas
culturais entre o Brasil e os outros pases da
Amrica do Sul.
5
Te x t o
Objetivos
 Pesquisar uma atividade artstico-cultural de
um pas da Amrica do Sul.
 Sintetizar as principais caractersticas da manifestao
cultural escolhida.
Introduo
O Brasil e os demais pases da Amrica do Sul
possuem no apenas uma fronteira geopoltica.
Uma grande fronteira  o idioma, e, talvez, por
isso, tenhamos nos mantido distante por longo
perodo. ramos um pas com olhos voltados
para outros lugares mais distantes, no somente
no aspecto fsico, mas tambm em relao  cultura.
No entanto, temos muito em comum e no
se trata apenas do fato de sermos pases com
grandes dificuldades socioeconmicas, mas com
riquezas naturais e diversidades culturais oriundas
da prpria formao de nossos povos. Somos
pases com razes indgenas, influncia europia,
latina e crist, e alguns com fortes influncias
africanas advindas da escravido. Aos poucos
estamos construindo pontes entre o Brasil e os
outros pases da Amrica do Sul. Ponte iniciada
pela solidariedade poltica, pelo intercmbio
artstico-cultural e intensificada pelas organizaes
econmicas de unificao. Mas o que realmente
conhecemos sobre estes pases? Quais so
as manifestaes culturais de que temos conhecimento?
Ao procurarmos informaes percebemos
que h diferenas e semelhanas muito significativas.
Como identific-las?
Tempo sugerido: 1h30min
Dicas do professor:
Sites: www.agenciabrasil.gov.br/coberturas-tematicas/
2006/09/12/cobertura_tematica.2006-09-
12.4232008033/view
www.cultura.gov.br/programas_e_acoes/identidade_e_
diversidade_cultural/index.php?p=16543&more=1&c=1&pb=1
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Caderno do professor / Economia Solidria e Trabalho  31
rea: Cincias Nvel I e II
1. Leitura e comentrios sobre o texto.
2. Faa uma explanao sobre as caractersticas
do corao, o enfarte e seus sintomas, as formas
de preveno de doenas coronarianas.
3. Pea aos alunos para identificar doenas coronarianas
em seu ambiente familiar, social e de
trabalho.
4. Para as pessoas identificadas com essas doenas,
os alunos devem avaliar se h presena de
fatores de risco, tais como: alimentao rica
em gordura, vida sedentria, excesso de lcool,
fumo, obesidade, sal, estresse, etc.
5. A seguir, os alunos devem auto-avaliar os ris-
Descrio da atividade cos de sofrerem doenas coronarianas, elencando
formas de preveno.
6. Alguns alunos lem suas produes. Faa
comentrios, corrigindo e ampliando as informaes.
Atividade P Como anda teu corao?
Resultados esperados:
 Identificao do que  um enfarte e seus sintomas.
 Identificao de formas de preveno de doenas
coronarianas.
5
Te x t o
Objetivo
 Identificar o que  um enfarte e seus sintomas
e as formas de preveno de doenas coronarianas.
Introduo
Quando brigamos e nos emocionamos, conforme
os irmos do texto, o corao  afetado de diversas
maneiras. Como podemos entender melhor
algumas caractersticas e doenas relacionadas
ao corao? As artrias coronrias, direita e
esquerda, esto dispostas ao redor do corao,
penetrando no msculo cardaco e realizando as
funes de oxigen-lo e nutri-lo.  medida que
envelhecemos, as paredes internas dessas artrias
podem adquirir depsitos de gorduras, como
o colesterol que formam placas grossas. Na arteriosclerose,
essas placas diminuem o calibre das
artrias e se calcificam, deixando-as endurecidas
e sem elasticidade. Na poro da artria onde
isso ocorre, h risco de rompimento ou formao
de cogulos. So esses cogulos que impedem
parcialmente a circulao a partir desse ponto.
Quando o tecido do corao, miocrdio, no 
irrigado adequadamente, ele sofre a necrose
(morte do tecido) que caracteriza o enfarte. Quando
a rea necrosada  pequena, o miocrdio pode se
recuperar, mas se a rea for grande pode levar 
morte. Hoje em dia, a cirurgia de ponte de safena
pode restabelecer a circulao das coronrias. Um
pedao da veia safena, da perna do paciente, 
retirado e colocado no corao para permitir um
desvio na circulao antes interrompida. Alguns
sinais de enfarto so: dor no peito insuportvel e
repentina, irradiando-se para o brao esquerdo,
pode haver dor na regio do estmago, enjos e
vmitos e perda de conscincia.
Contexto no mundo do trabalho: Os trabalhadores sedentrios,
isto , aqueles que exercem atividades que no
exigem esforo fsico, so usualmente os mais afetados.
Tempo sugerido: 1 hora
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32  Caderno do professor / Economia Solidria e Trabalho
rea: Lngua Estrangeira  Ingls Nvel II
1. Leia o texto e converse sobre ele com os
alunos. Destaque a questo de cada irmo
estar em lados opostos do rio.
2. Apresente os adjetivos ALTO  BAIXO. Pergunte
aos alunos qual  a relao entre esses dois
adjetivos.
3. Quando chegarem  concluso de que so opostos,
coloque na lousa a palavra ANTONYMS.
Explique a eles que  assim que chamamos
antnimos em ingls.
4. Ento proponha o seguinte desafio: em grupos
de 3 pessoas eles recebero um envelope
com vrias palavras. Eles devero montar
uma tabela com o adjetivo e seu antnimo ao
lado. Eles podero consultar dicionrios.
5. Quando terminarem, corrija coletivamente na
lousa, e pea que todos copiem a lista. Cada
envelope deve conter as seguintes palavras:
Tall, fat, happy, rich, intelligent, optimistic,
generous, beautiful, interesting, big, nervous,
bardworking, tired, heavy, healthy.
Descrio da atividade
Materiais indicados:
P Um envelope para cada 3
alunos contendo todos os
adjetivos em tiras separadas
e dicionrios ingls
portugus para consulta.
Tempo sugerido: 2 horas
Atividade P Antnimos
Resultado esperado: Conhecer alguns adjetivos
em ingls e seus antnimos.
5
Te x t o
Objetivo
 Ensinar alguns antnimos em ingls.
Introduo
O texto menciona dois irmos que viviam de
lados opostos de um rio. Podemos usar essa
metfora para ilustrar e ensinar alguns antnimos
em ingls aos alunos.
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Caderno do professor / Economia Solidria e Trabalho  33
rea: Cincias Nvel I e II
1. Faa uma leitura compartilhada do poema.
2. Destaque a metfora isolados, somos vozes no
deserto e pea que os alunos comentem.
3. Verifique qual  o conhecimento prvio dos alunos
sobre deserto. Anote na lousa as informaes.
4. Explique o processo de desertificao, sintetizando
os aspectos principais na lousa.
5. Divida a classe em grupos. Os alunos devem
fazer uma relao de reas locais submetidas
ao uso intensivo pelo ser humano, em atividades
potencialmente causadoras de desertificao:
uso intensivo do solo em sucessivas colheitas,
sem descanso do solo, minerao, irrigao,
desmatamento, etc.
6. Pea aos alunos que sugiram maneiras de se
Descrio da atividade
evitar o uso inadequado dos solos nos locais
avaliados.
7. Aps a socializao das atividades de cada
grupo, realiza-se uma discusso coletiva para
fechar a atividade. No esquea de fazer relaes
com o poema.
Atividade P Desertificao
Resultados esperados:
 Identificao do conceito de deserto.
 Identificao de causas, conseqncias e maneiras
de se evitar a desertificao.
6
Te x t o
Objetivos
 Identificar o conceito de deserto.
 Identificar causas, conseqncias e maneiras
de se evitar a desertificao.
Introduo
Usando uma metfora, o texto afirma que isolados,
somos vozes no deserto. No sentido literal,
deserto  uma regio de clima rido, com um potencial
de evaporao superior ao de precipitao
(chuva) mdia anual. Por isso, possui solos ressecados,
com poucas plantas. Quando o ser humano
utiliza o ambiente em atividades predatrias (uso
excessivo de solos e de gua, minerao, desmatamento,
etc.), ele pode causar a transformao de
terras frteis em desertos. Esse processo  conhecido
como desertificao. O desmatamento retira
a cobertura vegetal do solo, deixando-o exposto 
eroso, assim como seu uso intensivo tambm
provoca a eroso, reduzindo a produtividade ano
a ano. A irrigao pode acabar comprometendo
o solo, devido ao excesso de sais. Outro problema
 o assoreamento de rios, lagos e reservatrios,
resultantes de desmatamento, minerao, etc. A
desertificao traz conseqncias severas em
diversas reas. Do ponto de vista do ambiental, h
perda de espcies animais e vegetais, reduzindo a
biodiversidade, reduo da gua disponvel, entre
outros. Do ponto de vista scio-econmico, identifica-
se que a populao, especialmente a mais
pobre, perde qualidade de vida, deixando as regies
rurais em direo s cidade.
Tempo sugerido: 2 horas
Dica do professor:
A Agenda 21 brasileira, que trata de questes ambientais,
prev a criao de seis reas-programas para combater a
desertificao em regies brasileiras.
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34  Caderno do professor / Economia Solidria e Trabalho
rea: Economia Solidria Nvel I e II
1. A partir da leitura do texto desenvolver uma
atividade denominada redao coletiva. O
objetivo  construir um texto utilizando, a princpio,
palavras como: unio, solidariedade,
luta, organizao, desunio, grupo, individualismo,
conscincia, equipe, fora, ao, construo,
trabalho coletivo, povo, liberdade.
2. O professor inicia uma frase usando uma dessas
palavras e solicita que os alunos complementem
com a palavra mais adequada, dando
sentido e lgica  frase e ao texto. Em seguida,
um aluno inicia a frase e os outros completam,
e assim por diante. Para organizar o
texto utilizar a lousa.
3. Ao final, com a ajuda do professor, todos devero
fazer a leitura do texto, verificando a
sua consistncia e lgica. Se necessrio, fazer
as alteraes que desejarem.
4. Concludo o texto, o professor utiliza o exerccio
que acabou de ser feito, ou seja, a construo
coletiva da redao, para trabalhar os diversos
elementos do texto fazendo uma relao
Descrio da atividade
com a Economia Solidria, mostrando como
alguns desses elementos esto presentes no cotidiano
dos empreendimentos econmicos solidrios.
5. Todos copiam o texto nos seus cadernos.
Atividade P Solidariedade, unio e organizao nos empreendimentos
Resultados esperados: Que os alunos produzam
uma redao coletiva e aprofundem a discusso
sobre alguns valores fundamentais da convivncia
humana e, no caso da economia solidria,
para a vida dos empreendimentos Econmicos Solidrios.
6
Te x t o
Objetivo
 Suscitar uma discusso sobre a importncia da
solidariedade, unio e organizao para a convivncia
em grupo e nos empreendimentos
econmicos solidrios.
Introduo
O texto mostra vrios elementos que esto presentes
na economia solidria: a unio, a solidariedade,
a participao, a organizao, o trabalho
coletivo autogestionrio, entre outros. Fala tambm
dos valores e princpios fundamentais para
a convivncia em grupo. Mostra como  importante
a unio, a organizao e a luta constante
em todos os espaos societrios.
Tempo sugerido: 1 a 2 horas
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Caderno do professor / Economia Solidria e Trabalho  35
rea: Lngua Estrangeira  Espanhol Nvel II
1. Solicite que todos os alunos leiam o poema.
2. Em seguida, realizem uma leitura compartilhada,
todos juntos, em voz alta.
3. Destaque do poema Solidariedade os
seguintes adjetivos: reflexivos, unidos, isolados,
inconscientes, dispersos, solitrios,
solidrios.
4. Pea que os alunos faam a verso ao espanhol
dos adjetivos citados.
5. Mostre aos alunos as semelhanas entre as
duas lnguas: Ejemplos:
reflexivos, unidos, aislados, inconscientes, dispersos,
solitarios, solidarios.
6. Pea que os alunos selecionem os adjetivos
que conduziriam a uma atitude solidria:
reflexivos, unidos, solidarios.
Descrio da atividade
7. Proponha que eles elaborem frases em espanhol
com esses adjetivos.
8. Os alunos devem ler suas frases para a classe.
Atividade P La solidaridad que transforma familias y comunidades
Resultados esperados:
 Produo de frases em lngua espanhola sobre o
tema atitude solidria.
 Leitura e escrita em espanhol.
6
Te x t o
Objetivos
 Refletir sobre a participao solidria na famlia
e na comunidade.
 Ampliar o conhecimento da lngua espanhola.
Introduo
Como expressa o poema, ser solidrio  participar,
ser solidrio  respeitar o outro,  dar as
mos,  unir foras. Um mundo solidrio  possvel?
No Brasil temos muitas iniciativas, uma
delas  a Pastoral da Criana, que mobiliza e
mantm acesa a chama da solidariedade em
milhares de pessoas. Na Pastoral o protagonista
da ao transformadora, da libertao  o prprio
excludo. A Dra. Zilda Arns, coordenadora
da Pastoral, nos conta que os lderes comunitrios,
nesse trabalho, so pessoas que vivem nos
bolses de pobreza em que a Pastoral est organizada.
So pessoas simples que aprendem as
aes bsicas de sade, nutrio e educao e
assumem o compromisso de acompanhar e orientar
dez famlias vizinhas. So elas que fazem a
transformao social. As famlias e as comunidades
ganham, alm da reduo da desnutrio e
da mortalidade infantil, a melhoria da qualidade
de vida e a criao de laos de solidariedade que
contribuem para a reduo da violncia. O investimento
no desenvolvimento da solidariedade
humana organizada com objetivos definidos e a
soma de esforos entre famlias, sociedade e
governo reduzem os gastos e levam a resultados
mais rpidos de reduo da pobreza. E voc, participa
solidariamente de algum trabalho?
Tempo sugerido: 1 hora
Dicas do professor: Sites:
www.pastoraldacriana.org.br
www.rebidia.org.br (em espanhol)
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36  Caderno do professor / Economia Solidria e Trabalho
rea: Geografia Nvel I
1. Realizar a leitura do texto em sala.
2. Solicitar aos alunos que destaquem do texto
duplas de frases e as reescrevam em seus
cadernos, formando blocos e numerando-os
em ordem crescente (sero formados 10 blocos
ao todo). Por exemplo: Bloco 1: Solidrios
somos gente, solitrios somos peas.
3. Pedir aos alunos que escolham um dos blocos
criados e faam uma pequena redao sobre o
que entendeu.
4. Levantar quais foram os blocos escolhidos
com mais freqncia e se eventualmente
algum no foi escolhido. Solicitar aos alunos
que justifiquem sua escolha.
5. Pedir para que os alunos voluntariamente
leiam a sua redao para a classe, identificando
o nmero do bloco escolhido para que os
outros alunos se localizem.
6. A partir das leituras das redaes resumir as
discusses em idias snteses e solicitar que os
alunos as anotem em seus cadernos.
Descrio da atividade
7. Aps as discusses e a busca dos sentidos de
cada bloco expresso nas redaes, pedir que
os alunos escolham o bloco que tem a idia de
solidariedade expressa de maneira mais bela,
sensvel e potica.
Material indicado:
P Rdio com toca CD ou
fita cassete
Tempo sugerido: 2 horas
Atividade P Juntos ou separados?
Resultados esperados: Que os alunos produzam
um texto comparando aes coletivas com individualismo,
demonstrando avaliar criticamente o sentido
de vida individualista e egosta e refletir sobre a necessidade
de reatar laos de solidariedade na construo
de uma sociedade justa e igualitria.
6
Te x t o
Objetivo
 Comparar a vida em grupo com o individualismo,
identificando, a partir do texto, as possibilidades
que se abrem atravs da valorizao
das aes coletivas, no apenas para o homem,
como para a sociedade como um todo.
Introduo
A narrativa do texto traz uma comparao entre
a condio de vida coletiva e a individual, mostrando
que a solidariedade  geradora de vantagens
especialmente para os mais necessitados,
aos trabalhadores em geral e aos setores mais
fragilizados da sociedade.
Contexto no mundo do trabalho: No mundo do trabalho
 sobejamente conhecido que a solidariedade resulta
em ganho de vida, melhores salrios e condies de trabalho
mais favorveis. A luta do movimento sindical em
busca de conquistas aos seus representados s  possvel
diante da unio dos trabalhadores, de outra forma, a fragmentao,
tem como resultado a precarizao da fora de
trabalho.
Dicas do professor: Msica - O Sal da Terra, de
Ronaldo Bastos, Corao Civil, de Milton Nascimento e
Solidariedade, de Chico Csar servem como elemento
de debate e aprofundamento das discusses em sala.
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Caderno do professor / Economia Solidria e Trabalho  37
rea: Portugus Nvel II
1. Pedir a um aluno que leia o texto. Depois, solicitar
 classe que faa a leitura do ltimo
verso para o primeiro. Criar novas formas de
ler o texto. Por exemplo, pedir que faam uma
pausa nas vrgulas e sussurrem o restante da
frase at o verso cinco.
2. Ressaltar que, para ler os versos, os alunos
valeram-se de algumas pausas entre as palavras.
Algumas pausas so lgicas, outras, psicolgicas.
Tudo depende do efeito que pretendemos
provocar no nosso ouvinte.
3. Pausa lgica: Pedir que leiam, silenciosamente,
o seguinte fragmento:
... Tal como o mar do Ponto, cujas frias correntes
impetuosas jamais refluem e antes vo direto
ao Propntido mar e ao Helesponto, assim meus
pensamentos sanguinrios, no seu curso veloz,
sem olhar para trs, sem refluir jamais para um
amor humilde, iro avante, at que possam desaguar
no vasto sorvedouro da vingana.
(Shakespeare, Otelo).
 Mostrar que o primeiro movimento cognitivo
 o de tentar descobrir onde esto as
pausas lgicas (aquelas que tm por funo
unir as palavras em grupos  oraes  e
separar esses grupos uns dos outros). , por
isso, fundamental dividir o perodo em oraes
e analisar cada frase at chegar  sua
Descrio da atividade
essncia.  importante conhecer nossa prpria
lngua e particularmente a natureza
dos sinais de pontuao. Cada sinal de pontuao
possui uma entonao prpria, que
produz certo efeito nos ouvintes.
4. Pausa psicolgica: D vida aos pensamentos,
frases, oraes. Transborda atividade e riqussimo
contedo interior. Serve aos nossos sentimentos
(...) invade com ousadia pontos em
que uma pausa lgica ou gramatical pareceria
impossvel. Escolha dois alunos para ler,
expressivamente, a seguinte frase (um narrador
e uma secretria):
A secretria dirige-se  sala dos professores para
dar a notcia:
Os professores que no iro  excurso so:
Paulo e .... (Aqui ela faz uma pausa psicolgica,
para suavizar o golpe iminente ou, ao contrrio,
para realar um sentimento de indignao...)
 Sabemos que a conjuno e no admite
nenhuma pausa depois dela. Mas a pausa
psicolgica no hesita em romper essa regra
e introduz uma parada ilegal. Nesse sentido,
a pausa psicolgica tem o direito de substituir
a pausa lgica sem destru-la.
Atividade P Pausa lgica e psicolgica
Resultado esperado: Fluncia verbal.
6
Te x t o
Objetivo
 Entender que todo texto possui um subtexto,
ou seja, uma teia de incontveis movimentos
interiores,  toda sorte de imaginao, que nos
faz dizer as palavras que dizemos de um determinado
modo e no de outro.
Introduo
Voc sabe o que  pausa psicolgica? Faa a atividade
e ver!
Tempo sugerido: 3 horas
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38  Caderno do professor / Economia Solidria e Trabalho
rea: Artes Nvel I e II
1. Aps a leitura do texto a classe ser dividida
em grupos.
2. Cada membro do grupo dever relatar algum
fato de sua histria pessoal que gerou
mudanas em sua vida, e que no momento da
ocorrncia trouxe medo e insegurana.
3. O grupo escolher uma das histrias.
4. Ser formado um crculo e cada grupo relatar
a histria escolhida.
5. A classe eleger uma das histrias para dramatizar.
6. Os grupos voltam a se formar. Ser feito um
roteiro da dramatizao, levando em considerao
a narrativa, a ambientao e as personagens
envolvidas.
7. Os grupos ensaiam a dramatizao.
8. Apresentao da histria.
9. Discusso dos diferentes enfoques dados pelos
grupos, bem como das cenas.
Descrio da atividade
Atividade P Dramatizao
Resultados esperados:
 Que o aluno seja capaz de refletir sobre situaes
que causam insegurana.
 Que o aluno perceba que fatos de sua histria
pessoal tambm podem ser objeto de trabalho na
arte.
7
Te x t o
Objetivo:
 Dramatizar situaes que implicaram em mudanas
na vida e que provocaram medo e insegurana.
Introduo
Trazer para a cena, discutir ou dramatizar situaes
reais tem sido uma das vertentes do
teatro desde a dcada de 1970.
Tcnica bastante usada pela psicologia, como no
psicodrama, por exemplo, esse tipo de teatro
mostra-se bastante efetivo, dando voz ao pblico
e, permitindo que a platia amplie o espectro de
contato com a obra de arte, com o questionamento
desta e consigo mesma.
Tempo sugerido: 3 horas
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Caderno do professor / Economia Solidria e Trabalho  39
rea: Cincias Nvel I e II
1. Aps a leitura do texto, explique como acontece
a formao de meandros nos rios.
2. Pea aos alunos para fazerem uma lista dos
rios existentes na sua regio.
3. Os alunos devem identificar, para cada um
dos rios listados, a existncia ou no de meandros.
4. Divida a classe em pequenos grupos e pea que
comparem os rios listados, em termos da abundncia,
lembrando a eles que rios mais antigos
tm a tendncia de serem mais sinuosos.
5. Cada grupo deve escolher um dos rios identificados
como sinuosos e fazer um esboo de
seu percurso, procurando identificar meandros
mais significativos e buscando representar
a sua formao por meio do acmulo de
material aluvio.
Descrio da atividade
6. Os grupos devem, tambm, representar populaes
ribeirinhas assentadas prximas aos
meandros, identificando como a sua presena
facilita a vida daquelas pessoas.
7. As atividades devem ser socializadas para a
classe, provocando uma discusso coletiva.
Atividade P Curva de rio
Resultados esperados: Identificao da fora
do movimento da gua de um rio na formao dos
meandros e seu papel na vida das populaes
ribeirinhas.
7
Te x t o
Objetivo
 Identificar a fora do movimento da gua de
um rio na formao dos meandros.
Introduo
Voc j se perguntou por que os rios fazem
curva? Conforme o texto aponta, o percurso de
um rio at o mar  permeado por curvas. Essas
curvas so chamadas de meandros, que ocorrem
comumente em plancies aluviais, onde a
topografia  plana, devido  maturidade do terreno.
A forma sinuosa de um grande rio  uma
caracterstica de sua idade, sendo causada pela
transferncia de energia oriunda do movimento
da gua, visando a distribuir essa energia ao
longo do canal do rio, em seu percurso at o
oceano. Quando h necessidade de mudana de
direo, ocorre uma resistncia a esse movimento
de mudana. A gua ento fora a margem a
formar uma curva, que, ao longo de centenas de
anos, forma um padro tipo meandro. De acordo
com as variaes de energia e do volume de gua
do rio, os meandros podem ter sua posio e
forma modificadas.
Contexto no mundo do trabalho: A existncia de meandros
propicia a um maior nmero de pessoas usufruir os
benefcios econmicos trazidos pelos rios, j que o seu
percurso  aumentado. Assim, populaes ribeirinhas
podem utilizar o rio para dali retirar o seu sustento.
Tempo sugerido: 2 horas
Dicas do professor: O termo meandro  utilizado desde o
sculo XVI.  associado ao rio Meandro, situado na Turquia,
que possui um curso muito sinuoso, cheio de curvas.
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40  Caderno do professor / Economia Solidria e Trabalho
rea: Economia Solidria Nvel I e II
1. Tendo como base o texto e a introduo desta
atividade, organize um debate com os alunos
no sentido de estimular a discusso dos seguintes
temas:
a) Devemos desistir diante das primeiras dificuldades
que encontramos?
b) Como podemos fazer, no caso dos empreendimentos
econmicos solidrios, para
que os obstculos no sejam problemas,
mas se transformem em estmulos para se
buscar novas alternativas e enfrentar a
situao apresentada?
c) Os empreendimentos econmicos solidrios
devem ficar isolados, cada um defendendo
a sua produo? Devem se juntar
em cadeias produtivas e redes solidrias,
para que possam ter mais fora e chance de
viabilidade e sustentabilidade?
Descrio da atividade
2. Ao final do debate cada aluno produzir um
pequeno texto com a sntese das discusses.
Atividade P Empreendimentos econmicos solidrios: desafios e possibilidades
Resultados esperados:
 Que os alunos manifestem-se verbalmente sobre
as questes propostas e percebam a importncia,
no caso dos empreendimentos econmicos
solidrios, de lutar cotidianamente para enfrentar
e superar as dificuldades e desafios.
 Produo de um texto sntese.
7
Te x t o
Objetivo
 Refletir sobre as dificuldades e os desafios enfrentados
no cotidiano dos empreendimentos
econmicos solidrios.
Introduo
Construir uma Economia Solidria em um cenrio
onde o que predomina  a economia capitalista,
no  nada fcil. So vrias as dificuldades enfrentadas
pelos empreendimentos econmicos solidrios
que vo desde a falta de infra-estrutura, falta
de capital de giro s dificuldades de comercializao,
entre outros. Muitas vezes, os grupos que
desejam desenvolver atividades produtivas, no
mbito da Economia solidria, se apresentam
como o rio, ou seja, com receio de enfrentar o
novo, diante desse mundo adverso. Entretanto, ao
mesmo tempo, os desafios que se colocam tambm
indicam a necessidade de buscar alternativas
para enfrent-los. Por isso, na Economia Solidria,
tem sido muito importante a construo
de redes solidrias, de cadeias produtivas, a luta
por uma poltica pblica, a adoo de finanas
solidrias adequadas  realidade dos empreendimentos,
entre outros. Dessa forma, como diz o
texto, se de incio os obstculos aparecem e se
convive com eles,  preciso continuar na luta
pela construo de uma outra economia, de outras
relaes no trabalho.
Tempo sugerido: 1 hora
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Caderno do professor / Economia Solidria e Trabalho  41
rea: Geografia Nvel II
1. Realizar a leitura do texto em sala explorando
a compreenso do contedo.
2. Explorar, por fim, o significado do termo:
renascimento, no texto.
3. Realizar uma associao entre o renascimento
do rio em mar, feito pela natureza, e o
renascimento de um bem natural numa mercadoria,
feito pelo trabalho humano.
4. Mostrar aos alunos que o trabalho  o elemento
transformador da natureza em bens que
utilizamos no dia-a-dia.
5. Solicitar aos alunos que faam um reconhecimento
dentro da prpria sala de aula (do
ambiente da aula) dos bens que so utilizados
e onde se encontra a natureza nestes.
6. Levantar em sala as seguintes questes: Vivemos
em uma sociedade de consumo? O consumo
tem gerado efeitos negativos no meio ambiente?
Todos os bens produzidos so efetiva-
Descrio da atividade
mente necessrios para a vida?
7. Responder as questes do exercdio anterior e
solicitar que os alunos as registrem no caderno.
8. Sintetizar as discusses num texto coletivo,
tendo por foco o trabalho como transformador
da natureza em funo de necessidades e
interesses humanos.
Atividade P O ciclo da produo
Resultados esperados:
 Que os alunos observem e reconheam no ambiente
prximo o trabalho humano como transformador
da natureza e que elaborem registros
demonstrando compreender que o trabalho humano
 o gerador das riquezas sociais.
7
Te x t o
Objetivos
 Compreender que a produo humana  a ao
coletiva dos homens, em sociedade, transformando
os bens que a natureza nos fornece por
meio do trabalho.
 Estudar as bases do funcionamento da sociedade
atual a partir da necessidade de produo
e consumo em grandes quantidades.
Introduo
Do mesmo jeito que a gua de um rio se transforma
em mar ao final de seu trajeto, o trabalho
humano, em seu desenvolvimento histrico,
transforma bens herdados pela natureza em produtos
adaptados para o uso humano. No sistema
capitalista, no entanto, a produo de bens obedece
a uma outra lgica, agora baseada na necessidade
de produo e consumo em larga escala
para gerar lucros aos produtores.
Contexto no mundo do trabalho: O trabalho humano 
a base da produo das riquezas socialmente geradas. O
sistema capitalista caracteriza-se por gerar riquezas em
grandes quantidades e para tanto se faz necessrio explorar
ao mximo as capacidades produtivas do trabalho,
pois uma vez geradas tais riquezas so privadamente
apropriadas.
Tempo sugerido: 3 horas
Dicas do professor:  Livros O Espao do Cidado, Milton
Santos, Sociedade de Consumo, de Luci G. Pietrocolla, e
Consumidores e Cidados, de Nstor Garca Canclini.
Site  www.akatu.org.br/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?tpl =home
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42  Caderno do professor / Economia Solidria e Trabalho
rea: Matemtica Nvel II
1. Pea para um aluno ler o texto. Converse com
a classe sobre as idias nele contidas.
2. Estimule os alunos a relatarem experincias
relacionadas ao texto.
3. Proponha as seguintes situaes a serem
resolvidas pelos alunos:
a) Um grupo de cinco mulheres decide montar
um empreendimento para reforar a renda
familiar. Faro colchas de retalhos. O preo
de cada colcha  o custo mais um lucro de
R$ 45,00. Uma mudana no custo provocar
mudanas no preo. Verifique como as
empreendedoras podero calcular as
mudanas de preos.
b) Utilizem para a varivel independente valo-
Descrio da atividade
res tais como: 3, 5, 12 e 15 reais, e encontrem
os valores para y.
c) Tracem o grfico da funo com os dados
encontrados em b.
4. Realize uma correo coletiva na lousa.
Material indicado:
P Calculadora
Tempo sugerido: 4 horas
Atividade P Medos enfrentados, desafios superados
Resultados esperados:
 Identifiquem a interdependncia entre duas
grandezas.
 Estudem o significado de equao de 1. grau.
 Tracem grficos de funo de 1. grau.
7
Te x t o
Objetivos
 Discutir a importncia das pessoas terem persistncias
em seus objetivos.
 Resolver situao problema envolvendo o significado
de equao e de funo de 1. grau.
Introduo
Um rio  formado de gua doce est sempre em
percurso, ou seja, as guas de um rio correm at
chegar a sua desembocadura; com exceo de
rios efmeros que existem somente quando ocorrem
chuvas muito fortes, ou rios temporrios, no
caso  quando o leito seca durante um perodo
do ano. Os oceanos so formados por guas salgadas
e se caracterizam por suas extenses e profundidades.
O texto lido afirma que o rio vai
sempre em frente, fica temeroso at chegar ao
seu destino - o oceano. Voc concorda com o
primeiro pargrafo do texto? Faa uma analogia
dessa afirmao com a vida das pessoas. O rio,
segundo o texto, precisa se arriscar e entrar no
oceano. Assim como o rio, as pessoas precisam
enfrentar o medo e desafios para ingressar em
novos espaos, novos caminhos, e novas perspectivas
de vida e trabalho. Aps transpor essa barreira
as pessoas se sentem mais participantes de
um novo ambiente e mais seguras para buscar
novos desafios. Voc sabia que o ano de 2003 foi
declarado pela ONU como O Ano Internacional
da gua Doce? Voc se considera como o rio?
Contexto no mundo do trabalho: O sucesso geralmente
 alcanado por pessoas que enfrentam o medo e buscam
o novo.  necessrio conquistar espaos, deixar o
medo de lado, ter coragem e correr como o rio, na busca
da concretizao de sonhos para uma vida melhor.
Dica do professor: Livro: Cury, Augusto Jorge. Seja lder
de si mesmo. Rio de Janeiro: Sextante, 2004.
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rea: Portugus Nvel II
1. Ler o texto com os alunos. Perguntar quais so
os seus medos. Mostrar que o medo  um sentimento
que aponta para o futuro (no temos
mais medo do que j aconteceu, mas do que
pode vir a acontecer). Refletir sobre o sentido
da seguinte frase e pedir que estabeleam
relaes com o texto lido: O verdadeiro mrito
 como um rio: quanto mais profundo,
menos rudo faz. (Halifax).
2. Dividir a sala em trs grandes grupos. Atribua
a cada um uma funo:
Grupo 1  O passado  frase: Se no fosse o passado,
no seramos o que somos, pois...
Grupo 2  O presente  frase: Podemos ser melhores
hoje do que ontem se ...
Grupo 3  O futuro  frase: Poderemos ser melhores
amanh se...
Cada grupo dever dar 5 formas de completar
adequadamente a frase que lhe foi atribuda.
Dever preparar-se para a defesa do que disseram.
Cumprida a tarefa, o professor pedir
que os grupos escolham um representante para:
a) O passado defender que o melhor momento
da vida  o passado.
Descrio da atividade
b) O presente defender que o melhor momento
da vida  o presente.
c) O futuro defender que o melhor momento
da vida  o futuro.
3. Depois da discusso, os grupos sero desmanchados
e todos escrevero um texto em que se
defenda a seguinte idia: Muitas vezes no
procuramos razes para fazer o que fazemos,
mas desculpas. (Sumerset Mougham).
Atividade P Argumentos e sentimentos
Resultados esperados: Que os alunos exercitem
e ampliem sua capacidade de argumentar.
7
Te x t o
Objetivo
 Aprofundar a habilidade de argumentar em
situaes de comunicao oral.
Introduo
Quais so seus medos? Como faz para superlos?
Tempo sugerido: 3 horas
Caderno do professor / Economia Solidria e Trabalho  43
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44  Caderno do professor / Economia Solidria e Trabalho
rea: Cincias??? Nvel I e II
1. Aps a leitura do poema, pea aos alunos que
falem o que conhecem sobre articulaes e
sobre doenas em articulaes. Um aluno
deve anotar as informaes na lousa.
2. D uma explicao geral sobre o assunto e termine
alertando que a artrose em mos, alm
de ser mais comum em mulheres, tem grande
incidncia familiar.
3. Pea, ento, aos alunos que faam um levantamento
da incidncia de artrose nas mos de
mulheres de sua famlia e de seu crculo social.
4. Proponha a construo de uma rvore genealgica,
procurando identificar em qual ramo
da famlia a doena  mais freqente, se no
lado paterno ou no lado materno.
5. A artrose tambm  freqente em joelhos e na
Descrio da atividade
coluna cervical. Recomende aos alunos que
avaliem a presena da doena nessas partes
do corpo humano em sua famlia.
6. Para finalizar cada aluno deve escrever um
pequeno texto, sintetizando o conhecimento
adquirido e relacionando-o  sua famlia ou
ao seu crculo social.
Atividade P Articulaes
Resultados esperados: Identificao do conceito
de articulao e identificao de doenas em
articulaes.
8
Te x t o
Objetivos
 Identificar o conceito de articulao.
 Identificar doenas em articulaes.
Introduo
O poeta Drummond convida-nos, no texto, a caminhar
de mos dadas pelo mundo presente.
Existem doenas que podem ser identificadas nas
articulaes, como por exemplo, a artrose, que 
uma doena degenerativa. Nessa doena, a cartilagem
originalmente em contato com a superfcie
dos ossos que se articulam entre si sofre reduo
ou modificao do nmero de constituintes de
protena ali existentes. O corpo ento tenta retornar
ao estado original por meio do aumento das
clulas de cartilagem. A cartilagem assim produzida
sofre uma reduo de sua superfcie lisa, que
permitia um suave deslizamento das superfcies
dos ossos. Alm disso, o processo de destruio e
regenerao de cartilagens leva a uma inflamao
no local, o que acaba por aumentar a leso. O osso
afetado tambm procura se regenerar, mas acaba
produzindo um osso mais rgido e que pode sofrer
microfraturas, especialmente se a articulao estiver
sujeita a peso. Todo esse processo leva a um
aumento do tamanho de msculos, tendes e ligamentos,
podendo ser observado um aumento de
volume e at a presena de mais calor no local afetado.
Contexto no mundo do trabalho: O trabalho domstico,
como lavar roupas, encerar chos e limpeza pesada, 
extremamente exigente com as mulheres.
Tempo sugerido: 1h30minutos
Dicas do professor: Os especialistas estimam que cerca
de 35% das pessoas j tenham osteoartrite aos 35 anos,
aos 50 a doena j  comum e alteraes podem ser observadas
por meio de exame de raios X a partir dos 70 anos
em cerca de 85% dos pacientes.
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Caderno do professor / Economia Solidria e Trabalho  45
rea: Economia Solidria Nvel II
1. Aps a leitura do texto, dividir a turma em
grupos.
2. Solicitar que cada grupo demonstre o que
entendeu do texto utilizando a linguagem que
desejar: desenho, poesia, mmica, msica,
dramatizao, escultura, etc.
3. Os alunos faro a apresentao, demonstrando
a relao com o contedo do poema de
Drummond.
4. Aps a apresentao dos grupos fechar a atividade
procurando pontuar os aspectos mais
importantes e enfatizando a importncia da
unio e da luta em todos os momentos da vida
e tambm no trabalho com os empreendimentos
econmicos solidrios.
Descrio da atividade
Material indicado:
P Depender da atividade
definida por cada grupo
Tempo sugerido: 1 ou 2
aulas
Atividade P Unio e luta por um mundo melhor
Resultado esperado: Que os alunos interpretem
o poema expressando-se por meio de diferentes
formas de linguagem.
8
Te x t o
Objetivo
 Propiciar uma discusso sobre a importncia
da unio na luta pela construo de um outro
mundo, de uma outra economia.
Introduo
O poema de Drummond nos mostra a importncia
de que os seres humanos no percam a esperana
e continuem lutando, no presente real,
pelos seus sonhos, por uma vida melhor. Que se
rebelem, no fiquem calados e que juntos e
unidos construam um mundo melhor. Esse  um
dos propsitos da economia solidria: a construo
de um outro mundo no qual no existam
explorados e exploradores, onde a solidariedade,
a cooperao, a igualdade, a unio, sejam os fundamentos
da convivncia humana.
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46  Caderno do professor / Economia Solidria e Trabalho
rea: Educao e Trabalho Nvel II
1. Pergunte aos alunos o que lhes vm  cabea
ao ouvirem estas palavras/expresses: mundo,
mundo futuro, vida, meus companheiros,
grandes esperanas, realidade, presente, de
mos dadas.
2. Registre no quadro as respostas.
3. Junto com os alunos, escreva uma poesia utilizando,
sempre que possvel, as palavras,
expresses e as respostas dos alunos tendo
como ttulo: Mos Dadas.
4. Apresente para eles a poesia de Drummond.
Pergunte-lhes qual o sentido da expresso Mos
Dadas no poema? E naquele escrito por eles?
Por que  importante para o trabalhador a
idia: ficar de mos dadas?
5. Pea-lhes para relacionar essa idia com situaes
de cooperao em seu ambiente de trabalho
ou na sociedade.
6. Proponha aos alunos que, em grupos, apresentem
um dos poemas, de forma bem criativa.
Sugestes: colagem, folder, dramatizao.
Descrio da atividade
Atividade P De mos dadas
Resultados esperados:
 Refletir sobre a expresso de mos dadas e seu
significado para o trabalho em sociedade.
 Apresentao dos trabalhos elaborados pelos grupos.
8
Te x t o
Objetivo
 Reconhecer a importncia da cooperao no
trabalho e na sociedade.
Introduo
Mineiro de Itabira, Carlos Drummond de Andrade,
1902 a 1987,  considerado o maior poeta brasileiro.
Nesta poesia, o poeta reafirma a sua conscincia
da existncia de outros homens, seus companheiros.
Com eles  que se sente de mos dadas.
O que lhe interessa  o tempo presente em que se
acha inserido, e os homens que o cercam...
Drummond lanou-se ao encontro da histria
contempornea e da experincia coletiva, participando,
solidarizando-se social e politicamente,
descobrindo na luta a explicitao de sua mais
ntima apreenso para com a vida como um todo.
Ele nos faz um convite: no nos afastemos muito,
vamos de mos dadas. Aceite o convite para que
a solidariedade nos impregne e nos faa participantes
da construo da nossa histria.
Tempo sugerido: 4 horas
Dicas do professor: Sites: Economia Solidria: um novo
paradigma? www.milenio.com.br
 possvel levar o desenvolvimento a comunidades pobres?
Paul Singer:
www.mte.gov.br/Empregador/EconomiaSolidaria
www.portrasdasletras.com.br/pdtl2/sub.php?op=resumos/
docs/sentimentodomundo
Economia Solidria, cooperao e auto-gesto:
www.rededlis.org.br/downloads
www.radiobras.gov.br
www.mte.gov.br
www.fase.org.br
8-CP4TX8.qxd 17.01.07 14:22 Page 46
rea: Economia Solidria Nvel II
1. Debater com os alunos o que pensam a respeito
do passado, do presente e do futuro, que
importncia atribuem para cada um deles.
Registrar na lousa as concluses  o que entendem
por cada um dos tempos e sua importncia.
2. Ler com os estudantes o poema de Drummond.
Identificar como o poeta caracteriza cada um
dos tempos. Debater os valores que o poeta atribui
ao passado, ao futuro e ao presente.
3. Registrar as idias debatidas, confrontando
com as idias anteriormente apresentadas
pelos estudantes.
4. Propor que os alunos, em grupo, faam recriaes
a partir do poema do Drummond:
a) Valorizando o passado.
b) Valorizando o futuro.
c) Valorizando o presente.
d) Valorizando os trs tempos.
5. Debater com a classe as produes.
Descrio da atividade
Atividade P O tempo do poeta
Resultado esperado: Espera-se que os estudantes
reflitam a respeito do passado, presente e
futuro.
8
Te x t o
Objetivo
 Refletir a respeito do passado, presente e futuro.
Introduo
No poema, Drummond fala dos tempos, atribuindo
a eles valores. Rejeita o passado conceituandoo
como mundo caduco. Rejeita o futuro, negando
a cantar o mundo futuro. Valoriza, ento, o
presente? Mas, como? Por qu? Apresentando-o
como enorme realidade e liga-o  vida, aos companheiros,
 esperana, a muita coisa para ser
feita e  necessidade de fazer junto com outras
pessoas. Mas, por que o presente  mais importante
para o poeta?
Tempo sugerido: 2 horas
Caderno do professor / Economia Solidria e Trabalho  47
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48  Caderno do professor / Economia Solidria e Trabalho
rea: Portugus Nvel I e II
1. Antes de ler o texto, realizar a seguinte atividade:
a) Escreva os versos do poema em retngulos
e embaralhe-os.
b) Entregue a cada equipe os sete versos embaralhados.
c) Oriente-os: devero montar o poema em
sua forma original, a partir das explicaes
que escrever na lousa.
2. Orientaes:
a) O primeiro e o ltimo verso do poema comeam
com um advrbio de negao.
b) O segundo verso tem um verbo no futuro
do pretrito, precedido de um advrbio e
seguido por um artigo definido.
c) O terceiro verso do poema comea com um
verbo na primeira pessoa do singular do
presente do indicativo.
d) O mesmo verbo, na primeira pessoa do plural,
inicia o verso 4.
e) O verso cinco termina com um substantivo
que rima com saudade.
Descrio da atividade
f) O sexto verso possui um homnimo de
oferta e um adjetivo, antnimo de minsculo.
g) Iniciar o jogo.
3. Faa, a seguir, a leitura do poema para verificar
se a ordem foi obedecida. A seguir, discutir
o sentido do poema e sua carga polissmica.
Atividade P Classes morfolgicas
Resultado esperado: Desenvolvimento da
habilidade de relacionar e ordenar.
8
Te x t o
Objetivo
 Verificar o conhecimento de algumas classes
gramaticais em uso num poema.
Introduo
Voc conhece as classes gramaticais? Confira ao
realizar a atividade de hoje!
Tempo sugerido: 4 horas
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Caderno do professor / Economia Solidria e Trabalho  49
rea: Artes Nvel I e II
1. Dividir a classe em grupos. Cada grupo dever
escolher uma linguagem artstica (teatro,
dana, artes plsticas, msica, fotografia,
cinema, etc).
2. Escolhida a linguagem os grupos devero discutir
o que faz o artista dessa rea e levantar
todas as necessidades presentes em cada uma
das atividades que executa.
3. De acordo com o texto, os grupos devero
redigir o estatuto para uma cooperativa de
artistas da linguagem escolhida.
4. Painel de apresentao dos estatutos.
5. Discusso final tendo por foco as semelhanas
e diferenas presentes nos estatutos.
Descrio da atividade
Atividade P O Estatuto
Resultados esperados:
 Que o aluno reflita sobre as organizaes de trabalhadores
e as especificidades das reas.
 Que o aluno perceba a importncia da criao de
regras claras para o bom desempenho do trabalho.
9
Te x t o
Objetivo
 Criar o estatuto de uma cooperativa de arte.
Introduo
Toda e qualquer organizao social  regida por
algum tipo de contrato, verbal ou no, explcito
ou no. Voc faz isso e eu aquilo, Neste grupo
as pessoas agem assim ou assado  gostam disso
ou daquilo, etc. As organizaes de trabalho no
fogem a isso porque tambm so organizaes
humanas.
Quanto mais claras forem as regras de funcionamento
de uma organizao social, mais fcil ser
administrar a organizao e promover mudanas
quando necessrio.
Ainda no final dos anos setenta, artistas e tcnicos
de espetculos teatrais que trabalhavam com
criaes coletivas fundaram a Cooperativa
Paulista de Teatro, com o objetivo de criar condies
legais para o exerccio profissional. Hoje
a Cooperativa possui cerca de 2.500 associados
e  presena fundamental em todo e qualquer
programa ou projeto de poltica pblica para a
rea.
Assim como ocorreu com o teatro, em 1979, outras
reas artsticas tambm comeam a se organizar
em cooperativas, no s porque atravs
delas os artistas podem cumprir todas as exigncias
legais que regem o trabalho no Brasil, mas
porque como grupo tero mais fora para exigir
a criao de leis ou dispositivos legais que ampliem
o mercado tanto do ponto de vista da produo
como da circulao da arte.
Tempo sugerido: 2 horas
Dicas do professor: Sites:
http://www.cooperativadeteatro.com.br/portal/
http://www.coopdanca.com.br/
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50  Caderno do professor / Economia Solidria e Trabalho
rea: Matemtica Nvel II
1. Faa uma leitura colaborativa com a turma,
discutindo o texto 11 e proponha simular uma
cooperativa.
2. Organize a turma em grupos e pea que imaginem
que vo formar uma cooperativa. Eles
devem pensar no tipo de trabalho que iro
realizar (ver texto 12), e elaborar seu estatuto
seguindo os itens do texto 10.
3. Para o item 3 do estatuto, oriente que o valor
do capital mnimo esteja dentro de um valor
real e que as cotas-parte podem ser diferenciadas
entre seus membros.
4. Terminado o estatuto, proponha que eles faam
simulaes de retiradas mensais proporcionais
s cotas-parte definidas no estatuto
que criaram.
5. Pea aos grupos que apresentem seus estatutos
para a turma relatando as maiores dificuldades
que tiveram na atividade.
Descrio da atividade
Atividade P Criando uma cooperativa 1
Resultados esperados:
 Texto descritivo com itens de um suposto estatuto,
contendo definio de cotas-parte.
 Clculos empregando a regra de trs para definir
retiradas proporcionais s cotas-parte definidas.
9
Te x t o
Objetivos
 Empregar o conceito de razo e proporo.
 Aplicar a regra de trs simples.
Introduo
O texto 10 traz um esquema de um estatuto
social de uma cooperativa. Trabalhar cooperativamente
requer regras. Exige fazer acordos,
escolhas, definies prvias dos cooperados. Em
tempos de hegemonia da competio e do individualismo
trabalhar cooperativamente vai contra
esta ordem exigindo de seus participantes um
exerccio de respeito mtuo, de negociao de
interesses e desejos, como aponta o texto. A
atividade prope elaborar um estatuto simulado
desafiando os estudantes a fazerem acordos e
negociaes. Contribui tambm para a organizao
do pensamento e uso do conceito de frao
de uma forma mais significativa.
Tempo sugerido: 4 horas
Dica do professor: Obtenha um estatuto de uma cooperativa
e leve para a aula para servir de referncia na atividade.
Voc pode obter um modelo de estatuto no site:
www.mj.gov.br/snj/oscip/modelos/estatuto/
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rea: Economia Solidria Nvel I e II
1. O professor poder sugerir aos alunos para
fixar o contedo do texto, a organizao de
uma palestra com o tema: Estatuto social de
uma cooperativa: do que se trata? Ou ainda:
Cooperativa: direitos e deveres dos
associados.
2. Para essa palestra poder ser convidado um
representante de uma cooperativa. Se no
existir na localidade, convidar algum que j
tenha participado de alguma cooperativa, um
professor de Universidade ou Faculdade, pessoas
ligadas aos movimentos sociais ou a
ONGs que trabalhem com a Economia Solidria,
etc.
3. A palestra dever ser pensada no sentido de
mostrar aos alunos os principais pontos que
constam em um estatuto; a forma como deve
ser construdo; a importncia da participao
de todos os cooperados na sua elaborao,
Descrio da atividade
entre outros. O palestrante poder relatar um
pouco da sua experincia na construo desse
tipo de instrumento.
4. Aps a palestra dever ser aberto o debate
para esclarecimentos, questionamentos, dvidas,
etc.
Material indicado:
P A ser combinado com o
palestrante
Tempo sugerido: 1 a 2
semanas
Atividade P O estatuto social em um empreendimento econmico solidrio
Resultado esperado: Que os alunos possam
compreender bem os principais elementos que
constam em um estatuto de uma cooperativa, seus
fundamentos, objetivos, direitos, deveres, etc.
9
Te x t o
Objetivo
 Estabelecer um dilogo entre os alunos mostrando
o significado de um estatuto na organizao
e administrao de uma cooperativa.
Introduo
Nos empreendimentos econmicos solidrios
todos trabalham e usufruem coletivamente dos
resultados do que foi produzido ou da prestao
de servios realizada. Por se tratar de uma gesto
coletiva e democrtica,  importante que sejam
estabelecidos pactos de convivncia nos quais
sejam definidos os papis de cada membro do
grupo/associao/cooperativa. O estatuto, no
caso das cooperativas,  um desses instrumentos
que auxilia na definio dos direitos e deveres
dos cooperados, as formas de adeso ao empreendimento,
as normas quanto  convocao das
assemblias gerais, entre outros. A sua elaborao
dever contar com a participao de todos os
cooperados.
Caderno do professor / Economia Solidria e Trabalho  51
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52  Caderno do professor / Economia Solidria e Trabalho
rea: Matemtica Nvel I
1. Divida a turma em grupos. Cada grupo deve
pensar em uma cooperativa que ser criada.
Oriente os alunos na definio da cooperativa.
Para isso converse com eles sobre as necessidades
de sua regio.
2. Cada grupo deve escrever quanto, em dinheiro
ou mveis ou outros itens,  necessrio
para montar essa cooperativa. Se for em
mveis ou imveis estime o valor. Esse valor
(dinheiro, mveis, etc.) corresponde ao capital
social da cooperativa.
3. Agora pea que os alunos dividam o capital
social dessa cooperativa em uma determinada
quantidade de partes.
4. Lembre aos alunos que uma cooperativa deve
ter no mnimo 20 associados. Essa quantidade
de partes deve ser igual ou maior que o nmero
de associados. Esse valor  a cota-parte.
Cada pessoa pode adquirir no mnimo uma
cota e no mximo 1/3 do total de cotas. Cada
cota no pode ser dividida em partes menores.
Estas podem ser pagas  vista ou estipuladas,
pelo grupo, uma outra forma de pagamento.
A aquisio dessas cotas  a integralizao
do capital pelo cooperado.
Descrio da atividade
5. Cada grupo deve apresentar um cartaz contendo:
a identificao da cooperativa, o capital
social, o valor da cota-parte, as formas de integralizao
( vista ou plano de parcelamento).
Materiais indicados:
P Papel cenrio ou cartolina
e pincel atmico
Tempo sugerido: 1 hora
Atividade P Quanto vale sua parte?
Resultados esperados: Que os alunos possam
compreender o significado dos termos cota-parte e
capital social e a importncia da matemtica na
compreenso desses significados.
9
Te x t o
Objetivo
 Compreender o significado da cota parte e capital
social utilizando as quatro operaes fundamentais
Introduo
As cooperativas so, de acordo com o texto 12,
uma forma de organizao democrtica que congrega
pessoas para realizar um empreendimento
que gere trabalho e renda, direcionado para
melhorar a qualidade de vida das pessoas envolvidas.
Assim as cooperativas so o motor para
melhorar a qualidade de vida de trabalhadores
que optarem por uma outra forma de gesto de
um negcio. Mas para tal algumas dvidas
necessitam ser esclarecidas. O que  a cota parte?
O que  subscrio das cotas-parte?
Dicas do professor:
Veja os sites das seguintes cooperativas:
www.cresol.com.br, www.engecred.com.br ou os seguintes
endereos: Centro Ecolgico (Rua Padre Jorge s/ n / Cep:
95.568-970 / Dom Pedro de Alcntara  RS / Fone/fax: 0xx
(51) 3664-0220 / E-mail: centro.litoral@terra.com.br),
COOPERART (Av. Tancredo Neves, 274, Centro empresarial
Iguatemi, bloco A, sala 206 em Salvador  Bahia),
ITCP/COPPE/UFRJ (Caixa Postal: 38012 Cep: 21949-471)
9-CP4TX10.qxd 17.01.07 14:39 Page 52
rea: Portugus Nvel II
1. Ler o texto com os alunos. Simular a criao
de duas cooperativas e anotar as caractersticas
de cada uma na lousa.
2. Pedir aos alunos que, seguindo os passos propostos
no texto, criem um estatuto para a
cooperativa formada.
3. Explicar que h dois tipos de memorandos. O
primeiro  uma correspondncia interna e
sucinta entre duas sees de um mesmo rgo.
O segundo pode ser um oficial (assemelha-se
ao ofcio) e comercial (assemelha-se  carta
comercial). O papel usado para qualquer tipo
de memorando  o meio-ofcio.
4. Estrutura e modelo do memorando interno:
TIMBRE
De: Diretoria de Diviso e Aperfeioamento
Para: Departamento de Seleo e Recrutamento
Assunto: Solicitao de Admisso
Cumprindo determinao da Presidncia, solicitamos
admitir a candidata Maria Marta Martan,
aps o perodo de experincia, por ter demonstrado
eficincia e lisura na execuo das tarefas que lhe
foram atribudas.
20 de outubro de 2006
Mrio Mariano
Diretor
Descrio da atividade
5. Solicitar aos alunos que troquem memorandos
internos sobre assuntos relativos  cooperativa
criada.
Atividade P No mundo moderno, escrever  fundamental
Resultado esperado: Redigir competentemente
um memorando.
9
Te x t o
Objetivo
 Redigir um memorando.
Introduo
Todo o dia, na empresa,  necessrio que os funcionrios
de uma seo se comuniquem com seus
colegas de outra. Que tipo de correspondncia 
utilizada nesses casos?
Tempo sugerido: 3 horas
Caderno do professor / Economia Solidria e Trabalho  53
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54  Caderno do professor / Econmia Solidria
rea: Economia Solidria Nvel I e II
1. Utilizar uma tcnica denominada Mural
Divertido cujo propsito  avaliar a assimilao
do contedo e desenvolver a troca de
informaes.
2. Aps a leitura do texto, dividir a turma em
grupos.
3. A tarefa do grupo  elaborar um mural utilizando
materiais diversos, atravs dos quais os
componentes expressam o entendimento do
texto. O objetivo  deixar claro quais as principais
semelhanas e diferenas entre uma
cooperativa e uma associao.
4. Podem ser utilizadas figuras, palavras, poemas,
frases, msicas, etc.
5. Aps a construo do mural, os alunos apresentaro
os resultados do trabalho destacando
as principais diferenas entre uma cooperativa
e uma associao.
6. O professor e a turma comentam a apresentao.
Descrio da atividade
Materiais indicados:
P Cartolina, canetas coloridas,
canetas piloto, jornais,
revistas, figuras
diversas, tesouras, cola,
papel crepom, cola colorida
Tempo sugerido: 3 horas
Atividade P Associao e cooperativa: diferenas e semelhanas
Resultado esperado: Que os alunos identifiquem
com clareza as principais diferenas e semelhanas
entre uma cooperativa e uma associao.
10
Te x t o
Objetivo
 Refletir sobre as principais diferenas e semelhanas
entre uma cooperativa e uma associao,
pontuando as caractersticas mais importantes
de cada uma delas.
Introduo
Faz parte da Economia Solidria uma diversidade
de empreendimentos entre os quais podemos
citar as empresas de autogesto, os grupos produtivos,
as associaes de produtores e as cooperativas.
O texto mostra que esses dois ltimos
tipos possuem algumas caractersticas semelhantes
e outras diferentes.
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Caderno do professor / Econmia Solidria  55
rea: Educao e Trabalho Nvel I
1. Converse com seus alunos sobre as transformaes
que ocorreram ultimamente no mundo
do trabalho mostrando-lhes que os empregos
formais diminuram e os informais aumentaram.
2. Comente que as associaes e cooperativas
so iniciativas que tm aglutinado inmeros
trabalhadores que buscam alternativas de
sobrevivncia e de relaes de trabalho.
3. Leia o texto coletivamente e faa os esclarecimentos
que forem necessrios para a compreenso
do mesmo.
4. Em grupos, pea aos alunos para responder s
questes e registrar as respostas: o que  uma
associao? E uma cooperativa? Quando se
deve optar por formar uma ou outra? Quais as
vantagens e desvantagens de uma e de outra?
5. Em seguida, pea a cada grupo para escolher
uma associao ou uma cooperativa e montar
a sua. Sugestes para a montagem: nome,
nmero de participantes, atividades que
Descrio da atividade
realiza, como realiza, com quais objetivos,
princpios que so valorizados.
6. Expor o resultado no mural da sala.
Atividade P Associao X Cooperativa
Resultados esperados:
 Reconhecer as diferenas entre cooperativa e associao
e quando optar por uma ou por outra.
 Simulao de criao de uma associao ou
cooperativa e exposio no mural da sala.
10
Te x t o
Objetivo
 Conhecer o que  e qual a diferena entre uma
associao e uma cooperativa.
Introduo
A expresso crise do trabalho tem sido usada
para dizer das transformaes que, desde as ltimas
dcadas do sculo XX, resultaram numa
diminuio e desregulamentao dos empregos
formais  com carteira assinada  e um aumento
do mercado informal de trabalho, em sua grande
maioria marcado pela precariedade de toda
ordem. Nesse contexto, surgem formas alternativas
de trabalho que congregam trabalhadores
que vm na cooperao a possibilidade de garantir
sua sobrevivncia e de criar relaes
solidrias. Uma dessas formas  a cooperativa, a
outra  a associao. Ambas importantes, as duas
iniciativas tm finalidades completamente distintas.
A associao visa  promoo, educao e
assistncia social e, nesse sentido, cumpre um
importante papel. O objetivo da cooperativa,
ainda que tenha as mesmas intenes da associao,
 viabilizar um negcio produtivo. Quando
optar por uma ou outra?
Dicas do professor: DUTRA, T. A. As cooperativas de trabalho
no Brasil: dcada de 90. CULTI, M. N. Scios do suor:
cooperativas de trabalho. So Paulo: Anais da ABET/Associao
Brasileira de Estudos do Trabalho, mnculti@uem.br
Incubadora Tecnolgica de cooperativas populares. Ossos
do Ofcio. Rio de Janeiro: FINEP, 1998.
SENAC/ARRJ. Cooperativismo: uma forma de organizao
dos trabalhadores.
SINGER, P. Cooperativismo e sindicatos no Brasil. Setembro,
1999: www.ilea.ufrgs.br/unitrab FRANA, Ceci Parreira.
Associativismo. Coleo SENAR 101: www.senar.org.br
Tempo sugerido: 4 horas
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56  Caderno do professor / Econmia Solidria
rea: Matemtica Nvel II
1. Pea aos alunos que leiam o texto.
2. Converse com os alunos sobre as idias contidas
no texto. Estimule a participao de todos
por meio de perguntas como: Cooperativas
podem ser alternativas para o problema de
desemprego? E as Associaes? Conhece alguma
pessoa que  associada ou cooperada?
3. Proponha, ento, que os alunos resolvam as
seguintes situaes:
a) Calcule o total de juros produzidos pela
aplicao, de cooperativados, de um capital
de R$ 22.000,00  taxa de juros simples
de 1,5% ao ms, durante o perodo de seis
meses.
b) Encontre o valor do capital que, aplicado
por uma cooperativa,  taxa de 12% ao
ms, produziu juros de R$ 3.080,00 ao
final de um semestre.
Descrio da atividade
c) Determine o montante adquirido pela cooperativa
que teve juros de R$ 3.080,00 
taxa de 12% em seis meses.
4. Corrija na lousa com a ajuda de todos os
alunos.
Material indicado:
P Calculadora
Tempo sugerido: 4 horas
Atividade P Empreendimentos solidrios: alternativas para a excluso do trabalhador
Resultados esperados:
 Que os alunos consigam discutir e compreender
os empreendimentos econmicos solidrios tais
como: cooperativas e associaes.
 Que os alunos estudem e apliquem clculos de
juros simples que envolvam: taxas de juros, capital
aplicado, montante adquirido.
10
Te x t o
Objetivos
 Atribuir significado a cooperativas e a associaes.
 Realizar clculos de aplicaes financeiras que
envolvam juros simples.
Introduo
Vrias experincias solidrias vm sendo realizadas:
cooperativas, associaes, condomnios,
grupos comunitrios, no Brasil e em outros pases.
So formas de sobreviver a crise estrutural
do desemprego e do trabalho. O mercado de trabalho
em todo o mundo e, em especial, no Brasil,
est limitado, precrio e excludente. Sendo assim,
as pessoas precisam buscar outras alternativas de
renda para seu sustento e o de suas famlias. O
ttulo do texto lido  uma indagao, aps l-lo
voc pode responder a questo? Cooperativas
podem ser alternativas para o problema de desemprego?
E as associaes? Comparando associaes
e cooperativas faa um paralelo entre as funes
das duas iniciativas. Conhece alguma pessoa que
 associada ou cooperada?
Contexto no mundo do trabalho: Ficar desempregado,
ou perder o emprego  mais do que ficar sem trabalho 
perder a dignidade,  sofrer psicologicamente,  perder o
significado do ser humano. As pessoas que esto fora do
mercado de trabalho ocupam espaos sociais de excluso
e necessitam, ento, encontrar formas prpria de incluso.
Dicas do professor: Livro  Singer, Paul. Globalizao e
desemprego: diagnstico e alternativas. 6. ed. So Paulo:
Contexto, 2003.
CD  Msica Danando com a vida, de Sandra de S.
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Caderno do professor / Econmia Solidria  57
rea: Portugus Nvel I e II
1. Ler o texto com os alunos. Colher suas experincias
em associaes de modo geral. Verificar
se conhecem cooperativas em atividade.
2. Ler a frase da introduo com os alunos e
mostrar como o eco (ao, ao, ao)  pouco harmnico
na prosa. Informar que harmonia 
sucesso agradvel de sons. Liga-se ao ouvido
e  arte de combinar palavras e sons com elegncia.
Se a rima, no verso,  virtude, o eco,
na prosa,  defeito. Pedir que encontrem no
texto frases com eco e solicita que faam as
modificaes possveis em nome da harmonia.
Exemplos A: Um empreendimento financiado,
administrado e controlado coletivamente.
Resposta: um empreendimento com financiamento,
administrao e controle coletivos.
Exemplo B: SO menos profissionais, pois
como NO recebem pagamento por seu trabalho,
NO tm muito tempo para correr atrs
de negcios para a ASSOCIAO. Resposta:
Tm carter menos profissionais porque tm
pouco tempo para correr atrs de negcios e,
por isso, tempo reduzido para correr atrs dos
negcios da associao.
3. Mostrar, em frase, casos comuns de cacofonia
(boca dela, por cada, uma mo, vou-me j, vi
ela, ela tinha, marca gol) e esclarecer que pecam
contra a harmonia da frase.
4. Realar que o texto, depois de pronto, deve ser
lido vrias vezes, de preferncia em voz alta
para verificar o ritmo, a harmonia. Escolha
Descrio da atividade
alguns trava-lnguas e pea aos alunos que
leiam o mais rapidamente que puderem:
a) Maria-Mole  molenga, se no  molenga,
no  Maria-Mole.  coisa malemolente, tem
mala, nem mola, nem Maria, nem mole.
b) Tinha tanta tant. Tinha tanta anta antiga.
Tinha tanta anta que era tia. Tinha tanta
tia que era anta.
c) O sabi no sabia que o sbio sabia que o
sabi no sabia assobiar.
d) Olha o sapo dentro do saco. O saco com o
sapo dentro, o sapo batendo papo e o papo
soltando o vento.
e) A lontra prendeu a Tromba do monstro de
pedra e a prenda de prata de Pedro, o
pedreiro.
f) Disseram que na minha rua tem paraleleppedo
feito de paralelogramos. Seis paralelogramos
tm um paraleleppedo. Mil paraleleppedos
tm uma paraleleppedovia.
Uma paraleleppedovia tem mil paralelogramos.
Atividade P Harmonia, ritmo e rima na prosa?
Resultado esperado: Fluncia e harmonia na
escrita.
10
Te x t o
Objetivo
 Combinar palavras e frases com harmonia.
Introduo
Leia a frase: a associao do meu corao vende
limo em boa proporo e tem preocupao com
a avaliao do consumidor. O que h de errado
com ela?
Tempo sugerido: 2 horas
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58  Caderno do professor / Economia Solidria e Trabalho
rea: Artes Nvel I e II
1. A atividade ser coletiva. Ser proposto que a
classe se veja como um grupo de empreendedores.
2. Com base no texto, os alunos devero responder
aos aspectos abordados no texto: Qual o
objetivo da classe (onde querem chegar)?
Qual a natureza do empreendimento da classe?
Quais as caractersticas do empreendimento?
Quais as influncias externas e internas
que podem fortalecer ou enfraquecer a
realizao dos objetivos? Quais os aspectos
positivos e negativos da classe?
3. Respondidas as perguntas, a classe dever
construir estratgias para vencer as dificuldades
(internas e externas) e chegar ao objetivo
final.
4. Criar um painel com o planejamento da classe.
Descrio da atividade
Materiais indicados:
P Cartolina, canetas coloridas,
revistas velhas, cola,
tesoura, etc.
Tempo sugerido: 2 horas
Atividade P A classe
Resultados esperados:
 Que o aluno aprenda a criar um planejamento.
 Que o aluno perceba a importncia de cada membro
para que se alcance um objetivo comum.
 Que o aluno reflita sobre a questo do compromisso
de cumprimento de um plano que foi estabelecido
e aprenda a identificar o momento em
que o plano precisa ser alterado em funo de
influncias sofridas.
11
Te x t o
Objetivo
 Criao de plano de trabalho.
Introduo
Planejar  construir um caminho para realizar
um objetivo. Ao planejar projetamos o futuro. J
nos vemos no futuro realizando nosso objetivo e
para que ele se torne realidade, trazemos o futuro
para o presente porque  nele que construiremos
os passos para chegar ao destino escolhido.
Ter conhecimento e clareza do que se quer alcanar
no garante sucesso, mas lana bases mais
seguras para uma mudana de estratgia, caso se
faa necessrio.
11-CA4TX15.qxd 17.01.07 15:04 Page 58
Caderno do professor / Economia Solidria e Trabalho  59
rea: Economia Solidria Nvel I e II
Desenvolver a dinmica do novelo:
1. Solicitar que todos os alunos fiquem em p, e
formem um crculo. Entregar a um dos alunos
um novelo de l. Explicar que esse aluno
comear a dinmica, segurando a ponta da
l e jogando o novelo para um colega de sua
escolha. Ao jogar o novelo todos devem dizer
o nome do colega que escolheram e uma palavra
que defina cooperao. O aluno que
receber o novelo, segura a l e joga o novelo
para outro colega e assim por diante.  medida
que o novelo for passando de um para
outro, vai desenrolando e formar uma rede
unindo os alunos.  importante explicar que
ningum pode soltar a l at o ltimo aluno
receber o novelo.
2. Observe o desenvolvimento da atividade (se o
novelo caiu, se algum soltou a l e desmanchou
a rede, se algum precisou sair, como
solucionou o impasse, etc.), utilize suas observaes
na discusso.
3. Concluda a passagem do novelo por todos, os
alunos permanecem segurando a l e anali-
Descrio da atividade
sam o que aconteceu. Relatam como se sentiram
e o que observaram, relacionando com a
questo da cooperao.
4. Terminada a discusso,  preciso desfazer a
rede, isso acontece com cada um jogando de
volta o novelo para o colega que o enviou e
enrolando a l.
5. Ao final pedir que um aluno leia o texto e solicitar
que comentem, relacionando com a atividade
realizada.
Material indicado:
P Novelo de l
Tempo sugerido: 2 horas
Atividade P Cooperar e no dominar
Resultado esperado: Que acontea um momento
de reflexo sobre a importncia dos seres humanos
serem cooperativos, destacando a participao de
todos como elemento fundamental nos empreendimentos
econmicos solidrios.
12
Te x t o
Objetivo
 Mostrar o sentido da cooperao para a vida em
sociedade e, de forma especfica, nos empreendimentos
econmicos solidrios.
Introduo
O texto mostra que a cooperao  a base e o
sucesso de qualquer grupo social. No caso de um
grupo produtivo ela  fundamental para o desempenho
das atividades definidas coletivamente.
Sabe-se que a convivncia em grupo  sempre
um desafio e um aprendizado. Por isso, cooperar
deve estar entre os princpios fundamentais de
qualquer empreendimento econmico solidrio.
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60  Caderno do professor / Economia Solidria e Trabalho
rea: Educao Fsica Nvel I e II
1. Pea aos alunos que formem um crculo de
mos dadas.
2. Lance o seguinte desafio: vocs devero permanecer
na mesma posio em que esto no
crculo, s que virados para fora, sem soltar as
mos?
3. Esclarea a eles que se algum j souber a resposta
no poder contar, pois o objetivo  que
todos juntos pensem uma forma de resolver a
questo.
4. Uma das solues  um dos colegas passar por
baixo dos braos de dois outros colegas, puxando
assim aqueles que estiverem ao seu lado.
ao fazer isso ele forma um tipo de fila de
pessoas com as mos dadas at que o ltimo
apenas se vire, e o crculo ficar invertido.
5. Discuta com a turma como fizeram para che-
Descrio da atividade
gar  soluo? O que sentiram ao se verem com
um problema a ser resolvido? Foi muito difcil
escutar as sugestes dos colegas? Quais foram
as estratgias de organizao, entre eles, que
lhes permitiram superar o desafio?
Atividade P Trabalho cooperativo
Resultados esperados: Que os alunos vivenciem,
reflitam e aprendam atitudes de cooperao
entre eles, culminando em unio da turma, bem
como, em atitudes mais efetivas no trabalho e em
outras atividades da vida.
12
Te x t o
Objetivo
 Discutir e vivenciar atividades que envolvam o
trabalho cooperativo.
Introduo
O texto aborda um tema importante na sociedade
atual: a cooperao entre as pessoas. Nos momentos
de grandes desastres, observamos atos
de profunda solidariedade e cooperao entre as
pessoas. No dia-a-dia vivenciamos situaes de
extremo individualismo e a competitividade sempre
saem na frente. O que nos falta para modificar
essas atitudes? Se, sabemos que o cooperativismo
produz mais e melhor, por que continuamos
a trabalhar sozinhos? No seu trabalho voc
tem ou j teve chances de cooperar com um colega?
J refletiu se tem dificuldades em trabalhar
junto com outra pessoa? Quais so essas dificuldades?
Na Educao Fsica podemos realizar
qualquer atividade de modo cooperativo, se estivermos
dispostos a isso. Se refletirmos sobre essas
atividades, elas podem nos dar pistas do que nos
 necessrio aprender para podermos agir cooperativamente
no trabalho, na famlia, nos relacionamentos
com amigos e colegas. Vamos descobrir
como faz-lo?
Contexto no mundo do trabalho: Reflexo sobre a
tendncia dos homens em priorizar o individualismo nas
atividades profissionais.
Dicas do professor: Como pode ocorrer de no incio os
alunos ficarem um pouco tmidos em externar o que esto
pensando, voc pode durante a atividade incentiv-los a
falar o que esto pensando, a no terem vergonha dos colegas
se no der certo a sugesto, a se organizarem para
resolver a questo.
Tempo sugerido: 1 hora
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Caderno do professor / Economia Solidria e Trabalho  61
rea: Economia Solidria Nvel II
1. Depois da leitura do texto, pea que os alunos
respondam em seus cadernos: de acordo com
o texto, o que  cooperar? Qual a base da cooperao?
Qual a diferena entre cooperao e
individualismo?
2. Alguns alunos lem suas respostas para a classe.
3. Tendo em conta as experincias dos alunos como
trabalhadores assalariados, discuta com
eles:
a) Como se d a cooperao no processo de
trabalho? De que maneira um complementa
o trabalho do outro?
b) A cooperao  voluntria ou imposta? A
cooperao  para o bem de todos?
4. Cada aluno responde em seu caderno: Quando
os prprios trabalhadores so os proprietrios
dos meios de produo (dos instrumen-
Descrio da atividade
tos, mquinas e instalaes), qual o papel da
cooperao? Como deve se dar a cooperao
no trabalho?
5. Alguns alunos lem suas respostas.
Atividade P Cooperao solidria
Resultados esperados: Espera-se que os alunos
manifestem, por escrito e verbalmente, opinies,
idias e experincias vividas em relao ao tema
cooperao, assim como estabeleam relao entre
cooperao no trabalho e forma de propriedade
dos meios de produo.
12
Te x t o
Objetivo
 Compreender a cooperao como categoria
histrica.
Introduo
A cooperao se manifesta na atividade humana
desde os primrdios da civilizao. No entanto,
ela precisa ser compreendida como uma categoria
histrica, ou seja, como algo que ganha diferentes
contornos ao longo da histria do trabalho.
Embora o termo tenha um sentido de ao
coletiva, no significa que, necessariamente, a
cooperao representa uma prtica social humanizadora
que tem como objetivo o bem de
todos. Para refletir sobre o tipo de cooperao
que a economia popular solidria requer, temos
que distinguir a cooperao que se fundamenta
na propriedade comum daquela que se manifesta
na propriedade privada dos meios de produo,
como no caso da nossa organizao social
atual, na qual a co-operao no trabalho tem
como horizonte o aumento da produtividade e o
conseqente lucro.
A economia Solidria pressupe uma cooperao
voluntria (e no imposta), recriando a coordenao
do esforo coletivo de maneira que cada
um dos trabalhadores associados possa compreender
e definir os rumos da produo e da vida
em sociedade.
Tempo sugerido: 3 horas
Dica do professor:
No dicionrio crtico A Outra Economia, organizado por
Antonio David Cattani, veja o verbete Cooperao, de
Paulo de Jesus e Lia Tiriba (Ed. Voraz).
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62  Caderno do professor / Economia Solidria e Trabalho
rea: Portugus Nvel II
1. Ler o texto com os alunos e solicitar exemplos
de acontecimentos em que a cooperao foi
fundamental para a realizao de uma tarefa.
2. Solicitar que releiam o texto e sigam as seguintes
orientaes:
A partir das informaes contidas em A
COOPERAO E O INDIVIDUALISMO respondam:
a) Do que o texto fala? Relacione as idias
principais.
b) A respeito de quem o texto fala?
c) A que tempo o texto se refere?
d) Qual o espao fsico a que o texto se refere?
e) Em que registro lingstico o texto foi
escrito (formal, semiformal, informal)?
3. Planejamento do novo texto. A seguir, pedir que
dem respostas para as seguintes questes:
a) Para quem o resumo ser dirigido?
b) Com que objetivo ele ser feito?
c) Em que contexto ele circular?
d) Qual a extenso que ele poder ter?
4. Redao do resumo: Conversar com os alunos
Descrio da atividade
sobre o fato de que se deve considerar, alm
do objetivo, pblico-alvo e contexto:
a) Quantidade de informao: quais so realmente
as informaes essenciais.
b) Qualidade da informao: nesse caso, e preciso
ter cuidado com as relaes entre as
idias.
c) Relevncia da informao.
d) Modo de articulao das informaes.
5. Reviso do resumo, que deve acontecer nos
vrios nveis:
a) Nvel gramatical: ortografia, pontuao,
concordncia.
b) Nvel textual: que implica coeso e coerncia.
c) Nvel discursivo: em que se deve considerar
o contexto de produo (quem escreve,
para quem, com que objetivo, onde circula
o texto).
Atividade P Exercitar a habilidade de sumarizar textos de informao
Resultado esperado: Ampliar a capacidade de
redigir resumos.
12
Te x t o
Objetivo
 Exercitar a habilidade de sumarizar textos de
informao.
Introduo
Imagine que sua classe esteja incumbida de resumir
um texto para publicar no jornal da escola.
Voc pode auxili-los utilizando o texto escolhido
para a presente atividade. Lembr-los que o jornal,
alm de difundir informaes, transmite conhecimento
e influencia a formao de seus leitores
e que a linguagem jornalstica requer alguns
recursos especficos.
Tempo sugerido: 3 horas
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rea: Histria Nvel I e II
1. Em crculo com os alunos lanar a pergunta:
O que  cooperao?
2. Motivar os alunos a expressarem os significados
da palavra cooperao por meio de relatos
sobre situaes, vivncias, sentimentos,
crenas.
3. Debater com a turma o significado da palavra,
relacionando-a s caractersticas da economia
solidria.
4. Fazer uma leitura compartilhada do texto.
Discutir as idias principais. Destacando o significado
de cooperao em oposio ao individualismo.
5. Destacar e solicitar que os alunos grifem as
palavras e expresses que caracterizam atitudes
de cooperao, como, por exemplo: responsabilidades,
equilbrio, grupo, comunidade,
interesses comuns, pessoas, sadas para os
problemas, compromisso, responsabilidade,
aprendizado, conquistas coletivas, contribuir,
dar, dividir idias, experincias, aprendizado,
forma solidria ou solidariedade. Discuti-las.
Descrio da atividade
6. Dividir a turma em grupo e cada um receber
um papel grande ou cartolina, que dever ser
dividido em forma de puzzle ou quebra-cabea.
Cada grupo montar um quebra-cabea no
qual cada pea ter escrito uma palavra que
caracterize o significado de cooperao para o
grupo.
7. Apresentar ao restante da turma. Poder ser
feita uma exposio dos trabalhos.
Materiais indicados:
P Papel pardo ou cartolina,
pincel atmico, tesoura
Tempo sugerido: 2 horas
Atividade P O que  cooperao?
Resultados esperados:
 Compreender os princpios que caracterizam
uma ao cooperativa.
 Produo de um puzzle.
12
Te x t o
Objetivo
 Refletir sobre os significados de cooperao no
contexto das novas relaes econmicas solidrias.
Introduo
O que  cooperao? Como o prprio texto nos
diz essa palavra possui significados diversos nas
nossas vidas. Cada um de ns, em nosso cotidiano,
nos defrontamos com situaes e atitudes
que expressam colaborao e individualismo.
Quando falamos em Economia Solidria, em
novas relaes sociais e econmicas essa expresso
ganha fora, pois ao mesmo tempo em que
pressupe, revela a existncia de interesses, objetivos
comuns, atitudes em defesa de interesses
coletivos, unio de esforos, capacidades e visando
a obteno de resultados partilhados. Sem
dvida, nos leva a pensar em solidariedade, em
responsabilidade e compromisso social. Mais que
um conceito,  uma atitude. Vamos exercitar essa
atitude com os nossos alunos?
Dica do professor:
MANCE, E. Fome Zero e economia solidria. Curitiba: IFILEditora
Grfica Popular, 2004.
Caderno do professor / Economia Solidria e Trabalho  63
12-CA4TX11.qxd 17.01.07 15:24 Page 63
64  Caderno do professor / Economia Solidria e Trabalho
rea: Economia Solidria Nvel I e II
1. Aps a leitura do texto, dividir a turma em
dois grandes grupos.
2. Um grupo que deseja formar uma cooperativa
(grupo 1) e o outro (grupo 2) que vai orientar
a formao desta, sero os consultores.
3. A grande dvida do grupo 1  quanto aos
princpios que orientam as cooperativas.
Portanto, a discusso ter como foco esse
tema.
4. Todos devero ter lido previamente o texto,
uma vez que os dois grupos precisaro ter elementos
para fazer perguntas (grupo 1) e fornecer
as orientaes (grupo 2).
5. O grupo 1 formular algumas questes que
sero respondidas pelo grupo 2.
6. Auxiliar os grupos tirando dvidas e contribuindo
com a discusso.
7. Aps as discusses o professor poder fazer,
juntamente com os alunos, uma sntese escrita
dos aspectos mais relevantes.
Descrio da atividade
Atividade P Cooperativa: o que  isso?
Resultado esperado: Que os alunos possam
obter informaes importantes que auxiliem no
entendimento do que  uma cooperativa e os princpios
que norteiam o seu cotidiano.
13
Te x t o
Objetivo
 Conhecer melhor o que  uma cooperativa e os
princpios que norteiam a sua organizao.
Introduo
Por meio do cooperativismo vrios segmentos
das camadas excludas da sociedade conseguem
manter ou ter acesso ao trabalho e obter renda.
As cooperativas podem ser organizadas nos mais
diferentes setores da economia, no campo e na
cidade. O cooperativismo tem como base alguns
princpios que norteiam a convivncia dos cooperados
e a sua organizao e que servem, at hoje,
de referncia quando se deseja criar uma cooperativa.
Vamos conhec-los melhor?
Tempo sugerido: 1 a 2 horas
13-CP4TX12.qxd 17.01.07 15:40 Page 64
rea: Economia Solidria Nvel II
1. Depois da leitura do texto o professor deve
constituir grupos de alunos, pedindo que cada
grupo escolha uma, dentre as modalidades de
cooperativa descritas no texto.
2. Uma vez escolhido deve pedir que cada grupo
simule a formao de sua cooperativa, levando
em conta os 7 (sete) princpios e determinando:
a) que tipo de produto ou servio vo produzir;
b) como faro para escolher os scios;
c) como e para quem vo vender os produtos
ou servios;
d) como vo distribuir as funes de cada um
e como vo administrar a cooperativa;
e) como vo dividir os ganhos da cooperativa.
f) se vo fazer algum tipo de treinamento ou
capacitao imediato e/ou permanente;
g) que tipo de relao tero com a comunidade;
3. A seguir, cada grupo, sob orientao do professor,
prepara um painel e faz a apresentao
para a classe da cooperativa que formou.
Descrio da atividade
4.  importante que o professor, ao final das
apresentaes, reforce os princpios que
devem ser observados para formar qualquer
tipo de cooperativa de Economia Solidria.
Materiais indicados:
P Cartolinas, canetas coloridas
e fita adesiva
Tempo sugerido: 8 horas
Atividade P O que  cooperativismo: seus princpios e modalidades de cooperativas
Resultado esperado: Ter demonstrado as
vrias modalidades de cooperativismo e os princpios
a serem seguidos ao se tomar a deciso de formar
uma cooperativa de Economia Solidria.
13
Te x t o
Objetivo
 Identificar as modalidades de cooperativas
existentes e o que deve ser levado em conta
para a sua formao.
Introduo
A atividade procura chamar a ateno para as
modalidades existentes de cooperativas e os
princpios indispensveis que as pessoas devem
observar para sua formao.
Caderno do professor / Economia Solidria e Trabalho  65
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66  Caderno do professor / Economia Solidria e Trabalho
rea: Educao e Trabalho Nvel II
1. Pea aos alunos que relatem o que sabem
sobre cooperativas. Registre na lousa os
assuntos surgidos da conversa.
2. Pea que escrevam em uma folha o conceito
que tm de cooperativa. Leia para eles um trecho
da poesia de Joo Cabral: Um galo
sozinho no tece uma manh: ele precisar
sempre de outros galos. de um outro galo que
apanhe o grito de um galo antes e o lance a
outro. e de outros galos que com muitos outros
galos se cruzem os fios de sol de seus gritos de
galo, para que a manh, desde uma teia tnue,
se v tecendo, entre todos os galos.
3. Pergunte aos alunos o que essa poesia tem a
ver com cooperativismo/cooperativa.
4. Leia para os alunos o conceito de cooperativismo
e cooperativa contidos no texto.
5. Pea que revejam e, se necessrio, revejam o
conceito elaborado por eles.
6. Continue a leitura do texto, coletivamente. Aps
Descrio da atividade
a leitura, pergunte-lhes qual o tipo de cooperativa
que gostariam de construir.
7. De acordo com as escolhas dos alunos, dividaos
em pequenos grupos e proponha a elaborao
de uma cartilha sobre cooperativa. As cartilhas
sero socializadas entre os grupos.
Atividade P Tecendo o amanh
Resultados esperados:
 Compreender como se organiza uma cooperativa.
 Elaborar uma cartilha sobre cooperativa para
divulgar os conceitos apreendidos.
13
Te x t o
Objetivo
 Conceituar e conhecer como se organiza uma
cooperativa.
Introduo
Segundo a Incubadora Tecnolgica de
Cooperativas Populares (USP) existem centenas
de cooperativas industriais do setor metalrgico,
de minerao, de confeco, de produo de
mquinas, de produo de artefatos de couro,
agrcolas, entre outras. Foram, em geral, formadas
por meio de processo falimentar das empresas
originais em que trabalhadores, com apoio de
assessores sindicais, conseguem se apossar da
massa falida da empresa formando cooperativas.
Elas esto organizadas em associaes, entre
elas, a ANTEAG  Associao Nacional de Trabalhadores
de Empresas Autogestionrias e de
Participao Acionria  e a UNISOL BRASIL 
Unio e Solidariedade das Cooperativas Empreendimentos
de Economia Social do Brasil. O MST
organizou diversos tipos de cooperativa e criou
uma escola de formao de tcnicos em cooperativismo.
Na CUT, foi criada a Agncia de
Desenvolvimento Solidrio  ADS  que apia as
cooperativas com assessoria tcnica e projetos.
Dicas do professor: Sites: www.revista.agulha.nom.br
www.alternex.com.br/~pacs/index.
GUIMARES, Gonalo (org.). Integrar Cooperativas. Rio de
Janeiro/So Paulo: Rede Universitria de Incubadoras
Tecnolgicas de Cooperativas Populares (Unitrabalho);
Schneider, Jos O. Cooperativas de produo ou de trabalho:
sua viabilidade no Brasil, 1999.
Exemplos de trabalhos cooperativos com foco na Economia
Solidria:
www.sebrae.com.br/br/revistasebrae/19/economia.asp
Tempo sugerido: 4 horas
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Caderno do professor / Economia Solidria e Trabalho  67
rea: MATEMTICA Nvel II
1. Oriente uma leitura silenciosa do texto.
2. A seguir converse com os alunos sobre o que
entenderam e o que no entenderam do texto.
3. Organize a turma em grupos e, seguindo o
texto, distribua para cada um, um tipo de
cooperativa. Essa distribuio pode ser por
sorteio ou por escolha dos grupos. Aqui voc
j pode iniciar a discusso sobre negociao e
dizer que sorteio pode ser uma forma de resolver
impasses.
4. Pea que eles descrevam como ser a participao
econmica dos associados tomando o
terceiro principio descrito no texto como referncia,
respondendo:
a) Como se dar a participao dos scios na
constituio do capital da cooperativa? (ou
qual cota-parte cada um ter?)
b) Qual parte do capital ser indivisvel, isto
, no ser distribudo e a que se destinar?
Descrio da atividade
5. Proponha ento que cada grupo imagine que
a cooperativa esteja funcionando, quando ento
ao final de um ms, seus associados iro
receber suas participaes econmicas, fazendo
a distribuio conforme descrita nos itens
anteriores.
6. Ao final, medeie uma discusso que busque
identificar as principais dificuldades referentes
a viver em cooperao.
Atividade P Criando uma cooperativa 2
Resultados esperados:
 Texto descritivo da participao de um grupo de
pessoas em uma situao simulada de cooperao,
com definio da cota-parte de cada um
(razo).
 Diviso proporcional s cotas-parte definidas de
um suposto resultado financeiro da cooperativa.
13
Te x t o
Objetivo
 Estabelecer relao parte-todo e usar o conceito
de razo e proporo para distribuir valores
econmicos em uma cooperativa simulada.
Introduo
O texto convida a construir uma cooperativa e
aponta diferentes possibilidades para tal. A atividade
a seguir prope aceitar o convite do texto e
simular a criao de uma cooperativa, dando
nfase para o terceiro principio: da participao
econmica de seus associados.  possvel que entre
os alunos e alunas da EJA existam aqueles que j
conhecem e mesmo j atuaram em cooperativa. Se
isso acontece na sua turma inicia a atividade solicitando
que relate suas experincia.
Tempo sugerido: 3 horas
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68  Caderno do professor / Economia Solidria e Trabalho
rea: Portugus Nvel II
1. Antes da leitura, separar a sala em grupos.
2. Atribuir um ou mais itens do texto para cada
grupo.
3. Pedir que ampliem as informaes, quando
necessrio.
4. Pedir que preparem um cartaz com as partes
essenciais da informao.
5. Solicitar que preparem, da melhor forma que
puderem, o texto para uma apresentao oral.
6. Pedir que os grupos apresentem o seminrio:
a) Tipos de cooperativa.
b) Princpios da cooperativa.
Descrio da atividade
Atividade P Seminrio
Resultado esperado: Desinibio da expresso
oral por meio de seminrio.
13
Te x t o
Objetivos
 Desenvolvimento da expresso oral e apresentao
em seminrio.
Introduo
Voc j participou de um seminrio? O texto a
seguir permite a diviso das tarefas e a apresentao
para a sala.
Tempo sugerido: 4 horas
13-CP4TX12.qxd 17.01.07 15:40 Page 68
Caderno do professor / Economia Solidria e Trabalho  69
rea: Economia Solidria Nvel I e II
1. Aps leitura e comentrio do texto, explicar
que a classe vai organizar um mural sobre o
tema AUTOGESTO, cujo propsito  estimular
a criatividade e a assimilao do contedo.
2. Todos os alunos devero participar e tero
como tarefa escrever uma frase, fazer uma
poesia, uma pardia, um desenho etc., o que
desejar, de forma que mostre o seu entendimento
sobre autogesto.
3. Todas as produes sero expostas no mural.
Cada aluno explica a sua.
4. Fazer uma sntese no final das apresentaes
enfatizando o sentido da autogesto para o
trabalho nos empreendimentos econmicos
solidrios.
Descrio da atividade
Materiais indicados:
P Cartolinas, sulfite, lpis
tipo piloto, cola, revistas,
jornais, etc.
Tempo sugerido: 4 horas
Atividade P Autogesto: trabalhadores administrando o seu negcio
Resultados esperados: Que ao final os alunos
possam ter assimilado o que significa autogesto e
trabalhado de forma coletiva e autogestionria na
construo do mural.
14
Te x t o
Objetivo
 Estimular a assimilao do contedo sobre
autogesto.
Introduo
Nas empresas capitalistas apenas um ou poucos
mandam. Da mesma forma ocorre a distribuio
dos lucros, que vo para as mos de poucos. A
autogesto significa a possibilidade dos trabalhadores
administrarem eles mesmos o seu negcio.
Todos trabalham, participam das decises e os
resultados financeiros so socializados entre
aqueles que produziram. A gesto ocorre de
forma democrtica, sendo todos responsveis
pelo desempenho e sustentabilidade do empreendimento.
Por meio da autogesto outras relaes
no trabalho so construdas e cuja base se
fundamenta no respeito, igualdade, dilogo e
companheirismo.
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70  Caderno do professor / Economia Solidria e Trabalho
rea: Educao e Trabalho Nvel I
1. Leitura e discusso do texto: o que significa
dizer que a autogesto  o princpio de funcionamento
de uma cooperativa?
2. Explique que um dos princpios da autogesto
no trabalho pressupe a propriedade coletiva
dos meios de produo, bem como a horizontalidade
das relaes entre os trabalhadores.
3. Pergunte que outros princpios os estudantes
consideram importantes para garantir que
todos os trabalhadores possam se tornar governantes
de si e de seu trabalho, controlando
aqueles que transitoriamente assumem a
funo de direo?
4. Divida a turma em grupos de 5 a 8 alunos,
solicitando a simulao e dramatizao do
cotidiano de um processo de trabalho autogestionrio:
Como se decide o que, quanto e
como vai ser produzido? Quais os critrios
Descrio da atividade
para estabelecer a diviso do trabalho? E para
repartir os frutos do trabalho? Como se d a
relao com outros grupos da economia popular
solidria? Qual o compromisso dos trabalhadores
com a comunidade local e a sociedade
em geral?
5. Apresentao dos grupos/debate sobre os
princpios da autogesto.
Atividade P Autogesto do trabalho e da vida em sociedade
Resultado esperado: Por meio de dramatizao,
refletir sobre os princpios da organizao do
trabalho nas experincias autogestionrias.
14
Te x t o
Objetivo
 Identificar os princpios da autogesto.
Introduo
O que mais precisamos saber sobre autogesto?
No se reduzindo a um mtodo ou uma tcnica
de organizao dos processos produtivos, mas
sendo tambm uma forma de organizao social,
a autogesto extrapola os muros da unidade econmica,
tornando-se o elemento fundamental do
fazer cotidiano em todas as instncias de produo
da vida social. Relacionadas com as lutas dos
trabalhadores, as experincias autogestionrias
podem ser identificadas em diferentes momentos
histricos como, por exemplo, na Comuna de
Paris, nos sovietes da Revoluo Russa, nas experincias
da sociedade iugoslava, etc. No horizonte
da crtica radical ao sistema capitalista tem-se
como base a propriedade social dos meios de
produo, acompanhada de relaes sociais que
privilegiam o trabalho em detrimento do capital.
Parafraseando Antonio Grasmci, poderamos
dizer que um dos objetivos da economia popular
solidria  que todos os trabalhadores possam se
tornar governantes de si e de seu trabalho, controlando
aqueles que transitoriamente assumem
a funo de direo nas sociedades cooperativas
e em outras organizaes que, hoje, esto sobre
o controle dos trabalhadores associados na produo.
Que tal se, em sala de aula, por meio de
dramatizaes, simulssemos processos de trabalho
autogestionrios?
Tempo sugerido: 6 horas
Dicas do professor: No dicionrio crtico A Outra
Economia, organizado por Antonio D. Cattani, leia os verbetes
Autogesto, de Paulo Peixoto Albuquerque e
Socialismo Autogestionrio, de Cludio Nascimento
(Ed. Veraz).
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rea: Lngua estrangeira Espanhol Nvel II
1. Solicite que os alunos leiam o texto.
2. Realize uma discusso coletiva do texto.
Durante a discusso pea aos alunos que relatem
suas experincias.
3. Aps a leitura e discusso do texto, proponha
as seguintes questes em espanhol:
a) Qu es el principio de la autogestin?
b) Cmo funciona la Asamblea General de los
sociados de una cooperativa?
c) Cmo se manifiesta el carcter democrtico de
la cooperativa?
4. Explique que as respostas devem ser escritas
em lngua espanhola.
5. Solicite aos alunos que leiam suas respostas e
realize a correo pedindo a colaborao de
todos.
Descrio da atividade
Atividade P La autogestin en las nuevas formas de trabajo colectivo
Resultado esperado:
 Espera-se que os alunos reflitam sobre a participao
em trabalhos cooperados ao produzirem
opinio sobre essa forma de Economia Solidria.
14
Te x t o
Objetivos
 Conhecer e analisar princpios de funcionamento
de cooperativas.
 Ampliar os conhecimentos sobre a lngua espanhola.
Introduo
Karl Max defendia a associao dos produtores
livres e iguais, declarava-se favorvel s cooperativas
de produo organizadas em escala nacional.
Foi ele que proclamou a frase que se tornaria
o lema da autogesto: A libertao dos trabalhadores
ser obra dos prprios trabalhadores.
Estamos num momento em que realmente os trabalhadores
esto se tornando livres para administrar
coletivamente suas prprias cooperativas.
Mas para tomar decises como dono e usurio da
sociedade  preciso estar preparado. Lembremos,
os operrios ingleses que foram os pioneiros do
cooperativismo organizado (1844), eles tinham
seus princpios fundamentados em genunos ideais
de solidariedade registrados na famosa Carta de
Cooperao. Educao, formao e informao
fazem parte de um dos princpios atuais do cooperativismo
moderno que deve estar na pauta de
todos aqueles que se unem para criar e gerenciar
a prpria cooperativa. Quais os profissionais que
tm se organizado em cooperativas nos ltimos
anos? Em que regies isso acontece? Aqui no
grupo h pessoas que conhecem e participam de
alguma cooperativa? Como  essa experincia?
Tempo sugerido: 1 hora
Dicas do professor:
Sites:
www.anteag.org.br  Associao Nacional de
Trabalhadores e Empresas de Autogesto
www.sitiosocial.com/cooperativismo
Caderno do professor / Economia Solidria e Trabalho  71
14-CP4TX13.qxd 17.01.07 15:49 Page 71
72  Caderno do professor / Economia Solidria e Trabalho
rea: Histria Nvel I
1. Ler o texto com a turma. Procurar o significado
das palavras desconhecidas.
2. Destacar com o grupo as idias principais de
cada pargrafo.
3. Discutir com o grupo: as mudanas no sistema
capitalista, a crise do trabalho assalariado, os
significados do conceito de economia solidria,
as sete caractersticas da Economia Solidria
citadas no texto.
4. Dividir a turma em grupo e propor-lhes que
cada grupo escolha duas das caractersticas e
explique-as em forma de texto, por meio de
imagens, desenhos e charges. Reescrever as
frases a partir do entendimento do grupo.
5. Cada grupo dever apresentar o trabalho ao
restante da turma.
Descrio da atividade
6. Debate: Como a Economia Solidria pode contribuir
para a superao da excluso social e a
melhoria da qualidade de vida das populaes.
Materiais indicados:
P Papel e pincis
Tempo sugerido: 2 horas
Atividade P Economia Solidria no Brasil
Resultados esperados:
 Conhecer as possibilidades oferecidas pela Economia
Solidria como forma de superao das condies
de excluso social.
 Produo de frases e debate.
15
Te x t o
Objetivo
 Compreender a Economia Solidria como forma
alternativa de sobrevivncia e superao da
excluso social.
Introduo
Certamente voc j ouviu e discutiu algo sobre a
questo da economia solidria. No ? Como o
prprio termo indica trata-se de uma nova forma
de relacionamento econmico, uma resposta 
crise do emprego,  excluso social que atinge
milhes de pessoas. A Ecosol, como  chamada,
prioriza o ser humano, por isso propicia a sobrevivncia
e a melhora da qualidade de vida de milhes
de pessoas em diferentes partes do mundo.
As experincias, baseadas nas mais diferentes
prticas de reciprocidade, como a dos povos indgenas
de diversos continentes e os princpios do
cooperativismo, foram aperfeioadas e recriadas
de acordo com as caractersticas de cada povo e
de cada luga. Segundo dados do governo federal,
no Brasil, as iniciativas vm sendo impulsionadas
a partir das aes da sociedade civil,
ONGs(Organizaes No-Governamentais) movimentos
sociais, universidades, igrejas e de polticas
pblicas governamentais que estimulam aes
e parcerias em vrias regies do territrio. Por
tudo isso  necessrio, cada vez mais, compreendermos
os significados dessa nova forma de organizao
e produo. Vamos refletir sobre isso
com os nossos alunos?
Dicas do professor: Site da SIES (Secretaria de Economia
Solidria do Governo Federal) www.sies.mte.gov.br
SINGER, P. Introduo  economia solidria. So Paulo:
Editora Fundao Perseu Abramo, 2002.
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Caderno do professor / Economia Solidria e Trabalho  73
rea: Artes Nvel I e II
1. Cada aluno dever escolher uma pessoa imaginria,
de qualquer pas para escrever uma
carta.
2. Na carta o aluno dever relatar a sua realidade
e perguntar a essa pessoa, como  a vida
dela, como  a sua realidade. Assim, para cada
experincia ou vivncia relatada, o aluno dever
perguntar como acontece no outro pas.
3. A carta dever ser colocada em um envelope
e endereada, com o nome do destinatrio e o
pas, alm dos dados completos do remetente.
4. O professor recolher as cartas e as distribuir
entre os alunos. Os alunos devero guardar
em segredo as cartas que receberam.
5. Cada aluno dever pesquisar sobre o pas para
o qual a carta se dirige.
6. Aps a pesquisa, o aluno dever escrever uma
carta-resposta, como se fosse a pessoa para
quem a carta se endereava e envi-la pelo
Descrio da atividade
correio para o remetente original.
7. As respostas sero lidas para a classe para que
todos possam conhecer o assunto pesquisado.
8. Discusso da experincia.
Atividade P Quem somos
Resultados esperados:
 Que o aluno possa levantar questes para anlise de
outras culturas, relatar, em forma de carta e, portanto,
informal a maneira como sua vida  organizada
dentro de um contexto cultural; reconhecer
a influncia cultural de um pas sobre outro,
na maneira como as pessoas organizam seus
comportamentos, gostos etc.
15
Te x t o
Objetivo
 Reconhecer semelhanas e diferenas culturais
por meio de um relato pessoal, escrito em
forma de carta.
Introduo
As relaes do trabalho, como bem indica o texto
escolhido, so estabelecidas pelas relaes de
troca predominantes na sociedade.
Economicamente o mundo est bastante integrado
na chamada Economia Globalizada. No entanto,
os interesses dos pases e suas economias
acabam sendo integrados por blocos determinados
pela acumulao da riqueza. O Brasil sempre
procurou espelhar-se nos pases desenvolvidos,
nossos olhos no buscavam relaes com aqueles
que pudessem estar em situaes muito parecidas
que, tambm por isso, passavam a ser competidores
das vantagens que por ventura pudessem
surgir das relaes com os mais ricos. Pouco conhecemos
sobre muitos pases no mundo. Se a
economia  globalizada e, portanto, as formas
como as diferentes sociedades se organizam tambm
o , passam a ser muito similares as organizaes
sociais e culturais desses diferentes pases,
que no final das contas, acabam por ter muito em
comum, principalmente no que se refere ao estabelecimento
de relaes sociais.
Tempo sugerido: 4 horas
Dicas do professor: Sites:
www.tg3.com.br/africa/
http://europa.eu/pol/cult/index_pt.htm
http://ozzystudy.com.au/ozzystudy/australia/cultura.html
www.rumbo.com.br/guide/br/europa/turquia/arte.htm
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74  Caderno do professor / Economia Solidria e Trabalho
rea: Histria Nvel I e II
1. Ler o texto com os alunos debatendo as idias
apresentadas.
2. Propor pesquisas para aprofundar questes
apresentadas, a partir de estudos histricos.
3. Distribuir temas para pesquisa:
a) Como eram as relaes de trabalho nos primrdios
do capitalismo.
b) Como eram as relaes de trabalho no sistema
de produo artesanal.
c) Como so as relaes de trabalho assalariado
hoje em dia.
d) Como so essas relaes de trabalho em
uma cooperativa.
e) Exemplos de trabalho de cooperativas e as
histrias de como esses grupos foram constitudos.
4. Solicitar que os estudantes apresentem os resultados
da pesquisa e organizem em cartazes as
diferentes relaes de trabalho.
Descrio da atividade
5. Debater se e como essas relaes de trabalho
(mesmo as antigas) existem ainda hoje, fundamentando
com exemplos. Debater, ento, a frase
do texto que afirma que nem tudo e nem
todos hoje podem ser transformados em mercadoria,
questionando se existe ou no a possibilidade,
hoje em dia, do trabalhador e da produo
escaparem do sistema capitalista? A produo
das cooperativas  ou no comercializada
como mercadoria? H explorao do trabalho
nas cooperativas? E nas relaes antigas de trabalho
artesanal? Como o trabalhador assalariado
torna-se mercadoria? Como ele  explorado?
Quando o trabalhador no  explorado?
6. Propor que, em dupla, os alunos escrevam um
texto propondo situaes nas quais os trabalhadores
possam ficar satisfeitos com o trabalho
que realizam. Socializar as produes com
a classe.
Atividade P Relaes de trabalho
Resultado esperado: Espera-se que os estudantes
reflitam a respeito de diferentes relaes e
explorao do trabalho.
15
Te x t o
Objetivo
 Refletir a respeito de diferentes relaes e
explorao do trabalho.
Introduo
Tem sido corrente a idia de que as relaes de trabalho
dentro de um sistema econmico de produo
substituem plenamente as antigas relaes.
Isso historicamente leva  concepo de um tempo
linear e evolucionista, que negligencia a percepo
de diferentes modalidades de trabalho convivendo
em um mesmo tempo. O trabalho artesanal
permanece hoje em algumas marcenarias, em oficinas
de costura, em serrarias, etc. Ao mesmo
tempo, vemos adaptaes das antigas manufaturas
no trabalho de muitas costureiras atuando em
casa, com suas mquinas, e ganhando por pea j
cortada pela confeco. O trabalho assalariado
tambm convive com as cooperativas, sem, contudo,
a produo de um ou de outro deixar de ir para
o mercado, e de agregar valor de venda. Pode se
dizer, assim, que a semelhana entre os diferentes
produtores atuais  o fato de que seus produtos
no possuem mais apenas valor de uso  agregam
tambm valor de mercado.
Tempo sugerido: 3 horas
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rea: Economia Solidria Nvel I e II
1. Aps a leitura do texto o professor prope a
constituio de 5 (cinco) grupos de alunos,
pedindo a cada grupo para realizar uma pesquisa.
2. A pesquisa dever ser feita por meio da internet,
no site do Ministrio do Trabalho e Emprego
 Economia Solidria  Sistema SIES ou
no Atlas da Economia Solidria no Brasil, editado
pelo mesmo Ministrio e disponvel nas
Delegacias Regionais do Trabalho de cada municpio.
3. Cada grupo pesquisar apenas um dos itens
abaixo:
a) Qual o nmero de empreendimentos econmicos
solidrios existentes em nmeros
absolutos e em percentual, em cada regio:
norte, nordeste, sul, sudeste e centro-oeste.
b) Qual a forma de organizao dos empreendimentos
(associao, cooperativa, etc.) com
a proporo por regio.
c) Qual o nmero de pessoas participantes dos
empreendimentos no total e por regio, de
forma absoluta e percentual.
d) Qual o nmero de homens e mulheres par-
Descrio da atividade
ticipantes dos empreendimentos no total e
por regio, de forma absoluta e percentual.
e) Qual a distribuio percentual por faixas
de remunerao dos scios.
4. Depois, cada grupo far a apresentao dos resultados
de sua pesquisa para a classe, utilizando-
se de cartazes explicativos elaborados pelo
grupo.
5.  necessrio que o professor, a partir das apresentaes,
reforce a importncia da economia
solidria no Brasil diante do contingente de pessoas
excludas ou desempregadas.
Materiais indicados:
P Acesso  internet ou
xrox do material bibliogrfico
indicado
Tempo sugerido: 8 horas
Atividade P A representatividade da economia solidria no Brasil
Resultados esperados: Ter sensibilizado os alunos
para a importncia, magnitude, composio e
distribuio da Economia Solidria no Brasil.
15
Te x t o
Objetivo
 Mostrar a importncia e a magnitude da Economia
Solidria e como ela est localizada nas
regies brasileiras.
Introduo
A Economia Solidria est presente em todas as
regies brasileiras e em vrios setores produtivos
da rea urbana e rural. A atividade procura mostrar
o tamanho, as caractersticas e a distribuio
regional no Brasil.
Contexto no mundo do trabalho: Desemprego e economia
solidria.
Dicas do professor:
Site: www.sies.mte.gov.br
Atlas da Economia Solidria no Brasil 2005. Braslia: MTE,
SENAES, 2006
Caderno do professor / Economia Solidria e Trabalho  75
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76  Caderno do professor / Economia Solidria e Trabalho
rea: Educao Fsica Nvel I e II
1. Promova um debate sobre que eles pensam a
respeito das aulas de Educao Fsica.
2. Do que mais gostam nessa aula?
3. Pergunte s mulheres se jogariam futebol com
os homens, caso houvesse essa possibilidade?
4. Pergunte tambm aos homens se gostariam de
jogar futebol com as mulheres? Direcione a discusso
para que ambos possam refletir o quanto
a sociedade nos impe padres de comportamentos
e pensamentos que geram preconceitos
e impedem atitudes de solidariedade e
cooperao entre homens e mulheres.
5. Proponha a seguinte atividade:
a) Divida a classe em dois grupos. No grupo 1,
numere todos os alunos com o nmero 1.
No grupo 2 , faa o mesmo com o nmero
2. Os dois grupos devem ter a mesma quan-
Descrio da atividade
tidade de mulheres e homens.
b) O jogo ser um boliche coletivo, cada integrante
dos grupos dever acertar o maior
nmero de garrafas com uma bola.
c) Assim, um aluno dever ajudar o outro a
realizar o movimento, incentivando-o a acertar,
oferecendo dicas de como derrubar todas
as garrafas.
6. Feche a atividade com uma reflexo dos alunos
sobre a atividade em grupo.
Materiais indicados:
P Garrafas Pet e uma bola
Tempo sugerido: 1 hora
Atividade P Melhoria da qualidade de vida
Resultados esperados: Que homens e mulheres
discutam, reflitam e se proponham a trabalhar juntos,
a respeitar uns aos outros, suas diferenas, com vistas
 convivncia coletiva e melhoria da qualidade de
vida.
15
Te x t o
Objetivo
 Refletir sobre a melhoria da qualidade de vida baseada
na Economia Solidria.
Introduo
O texto trata de uma forma de organizao de grupos
de pessoas com o objetivo de melhorar as condies
de vida por intermdio da prtica de reciprocidade
e solidariedade. As experincias desses
grupos nos impulsionam a refletir sobre as questes
que envolvem a diversidade de saberes, idias,
culturas e formas de sobrevivncia nas sociedades
capitalistas que objetivam transformar tudo em
mercadoria, at a Educao, um direito de todo
cidado. Voc j pensou nisso? O que voc sabe
sobre Economia Solidria? J participou de um
grupo que trabalhe nessa perspectiva? Na escola,
essa disciplina priorizava o condicionamento fsico,
padronizao dos movimentos, disciplinarizao
dos corpos e idias, excluindo dela aqueles que
eram considerados inaptos. Felizmente, isso est
mudando. Hoje, a Educao Fsica escolar tem
como papel a incluso de todos em suas atividades,
respeitando os limites e as diferenas individuais,
participando homens e mulheres juntos, em
igualdade de respeito e considerao, com vistas
ao desenvolvimento de aprendizagens significativas,
da criatividade, da melhoria de vida de todos
os envolvidos nesse processo.
Contexto no mundo do trabalho: Reflexo sobre as
possibilidades de integrao entre homens e mulheres no
trabalho.
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Caderno do professor / Economia Solidria e Trabalho  77
rea: Lngua estrangeira  Espanhol Nvel II
1. Solicite aos alunos a leitura do texto.
2. Explore, por meio de uma discusso coletiva,
o sentido de cada ponto de convergncia
entre a diversidade dos coletivos da Economia
Solidria citados no texto.
3. Explique que cada aluno deve escrever a verso
em espanhol dos pontos de convergncia
citados.
4. Pea a alguns alunos que escrevam na lousa
essa verso em espanhol elaborada por eles.
5. Corrija a verso com a ajuda dos alunos e trabalhe
com as palavras chaves do tema, artigos
e contraes. Destaque a semelhana das palavras
e a diferena das regras de acentuao
entre o portugus e o espanhol.
Ejemplos:
a) La valorizacin social del trabajo humano.
b) La satisfaccin plena de las necesidades de
todos.
c) El reconocimiento del importante lugar de la
Descrio da atividade
mujer en una economa basada en la solidaridad.
d) La bsqueda de una relacin y respeto a la
naturaleza.
e) La valorizacin de la cooperacin y de la solidaridad.
f) Los valores centrales de la Economa
Solidaria son el trabajo, los saberes y la creatividad
humana.
Atividade P El comercio justo y la economa solidaria
Resultados esperados:
 Formular e expressar opinio sobre o tema Economia
Solidria durante a discusso coletiva.
 Realizar verso do texto para o espanhol.
 Aprofundar o conhecimento da lngua espanhola
durante a correo da atividade.
15
Te x t o
Objetivos
 Conhecer formas de alternativas de trabalho
para substituir e melhorar um sistema que no
respeita o homem nem a natureza.
 Ampliar a aproximao  lngua estrangeira
moderna.
Introduo
Num cenrio nada favorvel ao emprego e com
metade da populao em idade de vida economicamente
ativa desempregada, surge a Economia
Solidria que, de imediato, propicia a sobrevivncia
e a melhoria da qualidade de vida de milhes
de pessoas em diferentes partes do mundo: nas
cidades, no campo, em comunidades indgenas. As
prticas de economia Solidria possibilitam recriar
diferentes modos de reciprocidade de trocas de
servios, de alimentos, de mercadorias, de artesanatos.
Cada comunidade, com as caractersticas
prprias de cada povo e de cada lugar do mundo,
pode produzir, trocar ou vender por preo justo o
fruto de seu trabalho. Essa renovada forma de trabalhar
sem ser explorado ganha expresso humana
de solidariedade. Quem j conhece ou vive
essas prticas coletivas de trabalho, como o cooperativismo
ou a troca de produtos e servios?
Tempo sugerido: 2 horas
Dica do professor: Site:
www.enbuenasmanos.com (Espaa)
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78  Caderno do professor / Economia Solidria e Trabalho
rea: Matemtica Nvel II
1. Ler o texto com a classe e conversar sobre ele
com os alunos.
2. Explicar que de acordo com informaes do
Atlas da Economia Solidria (2005), a concentrao
maior de Empreendimentos Econmicos
Solidrios, no Brasil, est na regio Nordeste
com 44%. Os restantes 56% esto distribudos
nas demais regies: 13% na regio Norte, 14%
na regio Sudeste, 12% na regio Centro-
Oeste. Anotar essas informaes na lousa.
3. Pedir aos alunos que, com esses dados:
a) Escrevam em forma de frao a porcentagem
de EES das regies Nordeste e do
total das demais, transformem as fraes
obtidas em fraes irredutveis, realizem a
operao de diviso entre as fraes representadas
por potncia de dez (10 ou 100)
e aquela irredutvel.
b) Comparem os resultados encontrados em
Descrio da atividade
a e escrevam o que observaram por meio
dos clculos realizados.
4. Pea aos alunos que apresentem os resultados
encontrados, suas observaes e concluses.
Corrija, se necessrio, e comente esclarecendo
dvidas.
Material indicado:
P Calculadora
Tempo sugerido: 4 horas
Atividade P Desemprego e empreendimentos econmicos solidrios
Resultados esperados:
 Resolvam clculos matemticos e estabeleam
relaes entre os conceitos de: fraes, fraes
irredutveis, nmeros decimais, diviso e potncia
de dez.
 Tenham informaes sobre a Economia Solidria
no Brasil e possam consider-la uma possibilidade
de vida melhor.
15
Te x t o
Objetivos
 Possibilitar discusses sobre Economia Solidria
evidenciando que a maior expanso de empreendimentos
encontra-se na regio Nordeste.
 Realizar aplicaes de clculos matemticos
elementares envolvendo dados de empreendimentos
regionais.
Introduo
Vivemos o desemprego e a desvalorizao social
do trabalho humano em muitos setores da sociedade.
Com a economia fundamentada na solidariedade
homens e mulheres se organizam e tm reconhecimento
igualitrio nos trabalhos realizados. Fundamentalmente,
a cooperao e a solidariedade so
pontos fortes da Economia Solidria, alm disso,
os valores centrais dessa forma de convivncia e
trabalho so o saber e a criatividade humana e no
o capital dinheiro. A busca de qualidade de vida e
de consumo tem possibilidade de se concretizar
com a solidariedade entre os povos. Na sua cidade
existe programa de Economia Solidria? Voc participa
de Associaes Coletivas em seu bairro?
Contexto no mundo do trabalho: A Economia Solidria
 uma possibilidade do ser humano pobre e desempregado
buscar incluso social.
Dica do professor: Site: Atlas da Economia Solidria 2005.
www.mte.gov.br.
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Caderno do professor / Economia Solidria e Trabalho  79
rea: Portugus Nvel I e II
1. Ler o texto com os alunos. Sanar os eventuais
problemas de vocabulrio e compreenso.
Perguntar como se sentem diante da afirmao
do texto sobre o capitalismo e seu apetite
voraz para transformar tudo em mercadoria.
2. Lanar a proposta: Diga que voc  um editor
de livros infantis e est  procura de um autor
que escreva um livro, com no mximo dez
pginas (incluindo ilustraes) para explicar
s crianas o que se entende por Economia
Solidria no Brasil.
3. Diga que eles sero esses escritores. Como
transformar o contedo do texto de modo a
torn-lo acessvel, agradvel e til para as
crianas? O tom pretendido, evidentemente, 
de informalidade, vocabulrio simples. Se possvel,
uma narrativa com personagens, tempo,
espao, ao, conflito, personagens auxiliares,
personagens antagonistas e sano seria muito
bem vindas.
4. Solicite que todos socializem suas produes.
Descrio da atividade
Atividade P At criana entende!
Resultado esperado: Ampliao da capacidade
de escrever em diversos registros lingsticos.
15
Te x t o
Objetivo
 Ampliar a capacidade de retextualizao por
meio de troca de registro lingstico.
Introduo
Voc, hoje, se transformar num grande escritor
de histrias infantis. Mos  obra, caro escritor!
Tempo sugerido: 4 horas
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80  Caderno do professor / Economia Solidria e Trabalho
rea: Matemtica Nvel I e II
1. Leia, juntamente com a turma, os textos
Administrao de uma Cooperativa e Problemas
e Desvios. Converse sobre eles com os
alunos.
2. Proponha uma cooperativa com uma determinada
quantidade de cooperados. Pea aos alunos
que, dessa quantidade, selecionem uma
parte menor para formar o conselho administrativo
e outra para o conselho fiscal.
Exemplo: 35 cooperados (5 no conselho de
administrao e 6 no conselho fiscal).
3. Pea aos alunos para listarem em uma tabela
(uma para cada conselho) o nome de cada
conselheiro e por quem ser substitudo.
4. Agora, calculem a quantidade mnima de conselheiros
a ser substituda. Para isso 5  3 =
1,66...(arredonde para o nmero inteiro
seguinte = 2) e 6  3 = 2. Assim os alunos
obtero a quantidade mnima de conselheiros
a serem substitudos, ou seja, 2 no conselho
administrativo e 2 no conselho fiscal.
5. Solicite que os alunos refaam a atividade
indicando uma quantidade diferente de con-
Descrio da atividade
selheiros. Utilize quantidades que no sejam
mltiplos de trs (3, 6, 9, 12, ...) para enfatizar
o arredondamento para mais e lembre-se
de que cada cooperativa deve possuir, pelo
menos, 20 cooperados.
Atividade P Compreendendo as fraes
Resultados esperados: Que os alunos possam
realizar clculos com frao e utilizar o arredondamento
de forma adequada de acordo com a situao.
16
Te x t o
Objetivo
 Clculo com fraes e arredondamentos.
Introduo
Algumas cooperativas so, na realidade dos fatos,
empresas privadas que funcionam sob a estrutura
jurdica das cooperativas. Essas acabam incorrendo
em alguns problemas que podem ser identificados
pela fiscalizao. O texto cita casos a serem
observados, mas o que significa a no renovao
de 1/3 da proposta no texto? Que quantidade ela
representa?  muito ou pouco em relao ao total
de cooperados?
Dicas do professor: Veja: www.cresol.com.br; www.enge
cred.com.br. ou os seguintes endereos: Centro Ecolgico
(Rua Padre Jorge s/n / Cep: 95.568-970 / Dom Pedro de
Alcntara  RS / Fone/fax: 0xx(51) 3664-0220 / E-mail:
centro.litoral@terra.com.br), COOPERART (Av. Tancredo
Neves, 274, Centro Empresarial Iguatemi, bloco A/ sala
206 em Salvador  Bahia), ITCP/COPPE/UFRJ (Caixa Postal
38012 / Cep 21949-471).
Tempo sugerido: 2 horas
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Caderno do professor / Economia Solidria e Trabalho  81
rea: Geografia Nvel I e II
1. Realizar a leitura do texto em classe.
2. Pedir que os alunos identifiquem no mapa a
localizao do estado do Piau, na regio Nordeste
e, dentro dele, o municpio de Picos, e que
identifiquem no Atlas a extenso do semi-rido
nordestino incluindo a localizao de Picos.
3. Solicitar que os alunos extraiam do texto e
registrem em seus cadernos, as caractersticas
climticas do local.
4. Explicar as principais caractersticas do clima
semi-rido, comparando com o item anterior
e escrever um quadro sntese na lousa.
5. Pedir que os alunos extraiam do texto elementos
que apontem para a produo de mel na
forma cooperativada e registrem em seus
cadernos.
6. Pedir que os alunos expliquem quem so os
Agentes de Desenvolvimento Regional (ADR)
no desenvolvimento da apicultura em Picos e
destaquem o seu papel na potencializao da
atividade.
Descrio da atividade
7. Dividir a classe em pequenos grupos e pedir
que escrevam um texto ressaltando o sentido
contido na afirmao do apicultor:  da base
para cima, ns  que decidimos tudo.
8. Pedir que um representante de cada grupo
leia o texto para a classe.
Materiais indicados:
P Atlas do Brasil, que contenha
a rea de
abrangncia do semirido
nordestino bem
como a localizao da
cidade de Picos, no Piau.
Tempo sugerido: 2 horas
Atividade P Mel no semi-rido
Resultados esperados: Que os alunos conheam
as caractersticas naturais do semi-rido nordestino,
bem como a localizao do municpio de Picos
no Piau.
18
Te x t o
Objetivos
 Propiciar ao aluno conhecimentos sobre a produo
de mel no Brasil, especialmente o caso
de Picos (PI).
 Identificar a forma de produo baseada em
trabalho cooperativado e suas vantagens.
 Reconstituir, ainda, as condies naturais e sociais
do semi-rido nordestino.
Introduo
O semi-rido do nordeste brasileiro possui caractersticas
bastante agressivas no que se refere 
falta de umidade e veres escaldantes. A produo
agrcola fica prejudicada pelo baixo rendimento
e falta de apoio ao pequeno produtor,
porm alternativas vem sendo desenvolvidas
para a gerao de emprego e renda. No caso do
municpio de Picos, no Piau, o trabalho cooperativado
na produo de mel vem se consolidando
como alternativa e j coloca a sua produo em
destaque no cenrio nacional.
Dicas do professor: O site do EMBRAPA (http://sistemas
deproducao.cnptia.embrapa.br/FontesHTML/Mel/SPMel/ind
ex.htm) possui um link interessante sobre a produo de
mel. O IBGE (http://www.ibge.gov.br/) tambm possui dados
relativos  produo de mel no Brasil. Ver tambm o
site do CEPLAC:
(http://www.ceplac.gov.br/radar/Artigos/artigo11.htm)
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82  Caderno do professor /Economia Solidria e Trabalho
rea: Geografia Nvel I e II
1. Ler o texto com a turma. Procurar o significado
das palavras e siglas desconhecidas.
2. Localizar no mapa do Brasil a regio nordeste,
os estados de Piau, Pernambuco e Cear e a
cidade de Picos.
3. Grifar no texto as palavras e expresses que
caracterizam o espao geogrfico do Nordeste,
como: serto nordestino, semi-rido, calor
na estiagem. Explic-las aos alunos.
4. Montar um painel com palavras, frases e imagens
que caracterizam o espao geogrfico do
serto nordestino: paisagem, clima, relevo,
ecossistema, qualidade de vida da populao,
meio de transportes, etc. Se necessrio buscar
informaes em livros didticos e internet.
5. Em grande grupo, solicitar que os alunos
relatem alguma atividade econmica solidria
que conheam, na sua cidade ou regio. Em
seguida, solicitar que relatem as principais
caractersticas do PROMEL. Motive-os a
expressarem suas opinies sobre o projeto.
Descrio da atividade
6. Debate: Em grupo motivar a turma a debater
o ttulo/tema desta atividade  Doce futuro:
vai ser bom para todo mundo.
7. Produzir um texto coletivo sobre a importncia
e o papel da Economia Solidria no serto
nordestino.
Materiais indicados:
P Papel, pincis, mapa do
Brasil e da regio
nordeste, se possvel
Atlas Geogrfico do Brasil
Tempo sugerido: 2 horas
Atividade P Doce futuro: vai ser bom para todo mundo
Resultados esperados:
 Conhecer iniciativas de Economia Solidria bem
sucedidas.
 Conhecer as caractersticas geogrficas da regio
Nordeste.
 Compreender a importncia dessas iniciativas
para as regies menos favorecidas, geogrfica e
economicamente, do nordeste brasileiro.
18
Te x t o
Objetivos
 Identificar e caracterizar atividades produtivas
de Economia Solidria no espao geogrfico do
nordeste brasileiro.
Introduo
Segundo o Atlas da Economia Solidria no Brasil,
produzido pelo Ministrio do Trabalho e do Emprego,
no ano de 2005 foram identificados
14.954 empreendimentos econmicos solidrios
em 2274 municpios do Brasil, o que corresponde
a 41% dos municpios brasileiros. Ainda segundo
o Atlas, h uma maior concentrao na regio
nordeste 44%, e os demais 56% esto distribudos
nas demais regies, sendo 13% na regio
Norte, 14% na regio Sudeste, 12% no Centro-
Oeste e 17% na regio Sul.  interessante refletirmos
com os nossos alunos o papel e a importncia
da economia solidria na regio nordeste,
considerando as caractersticas scio-geogrficas
da Regio. Assim, o relato da experincia do
PROMEL, constitui uma possibilidade de compreenso
da geografia e da histria da regio Nordeste
e das desigualdades regionais, econmicas
e sociais do Brasil.
Dicas do professor: Site: Unitrabalho:
www.unitrabalho.org.br
Atlas da Economia Solidria no Brasil. Braslia: TEM,
SENAES, 2006.
17-CP4TX19.qxd 17.01.07 17:28 Page 82
Caderno do professor / Economia Solidria e Trabalho  83
rea: Cincias Nvel I
1. Pea aos alunos que leiam o texto.
2. Apresente uma sntese do tema Mimetismo e
relaes ecolgicas entre os seres vivos. Pode
ser um pequeno texto impresso ou um quadro
resumo na lousa. Utilize as informaes contidas
na introduo.
3. Pea aos alunos observarem a existncia de
relaes ecolgicas entre seres vivos no ambiente
onde vivem e trabalham, classificandoas
entre intra ou interespecficas e harmnicas
ou desarmnicas.
Descrio da atividade
4. Solicite que os alunos apresentem suas concluses
e promova uma reflexo coletiva
sobre o assunto com toda a classe.
Atividade P Mimetismo e relaes ecolgicas entre os seres vivos
Resultado esperado: Identificao de alguns
tipos de relao ecolgica entre os seres vivos.
18
Te x t o
Objetivo
 Identificar alguns tipos de relaes ecolgicas
entre os seres vivos.
Introduo
O texto aborda as atividades do PROMEL no serto
do Piau, enfatizando que o trabalho em equipe
de vrios apicultores, como um processo de
mimetismo com as abelhas, favorece uma maior
produo de mel. O mimetismo  um tipo de
adaptao que existe com espcies que se tornam
semelhantes e outras espcies, para se obter vantagem,
como  ocorre com a cobra falsa-coral, que
mesmo no sendo venenosa  temida por animais.
As relaes, entre os seres vivos, podem se dar
entre seres da mesma espcie (intra-especficas) e
entre seres de espcies diferentes (interespecficas).
Considera-se que as relaes so harmnicas
quando no h prejuzo para nenhum dos seres
envolvidos, nas relaes desarmnicas h prejuzo.
Exemplos de relaes intra-especficas harmnicas
so as colnias (indivduos no vivem isolados
do conjunto  corais e esponjas) e as sociedades
(indivduos possuem capacidade de viver isoladamente
 cupins, formigas e abelhas). Por outro
lado, o canibalismo, no qual um indivduo mata e
se alimenta de outro da mesma espcie,  um
exemplo de relao intra-especfica desarmnica
(como  o caso de escorpies, aranhas e de alguns
roedores). O comensalismo e o mutualismo so
relaes inter-especficas harmnicas. No comensalismo
uma das espcies  beneficiada, mas no
causa benefcio ou malefcio  outra ( o caso de
um peixe que se prende por meio de uma ventosa
 barriga do tubaro, alimentando-se de seus restos
alimentares). No mutualismo, as duas espcies
so beneficiadas e uma no consegue viver sem
a presena da outra. H tambm relaes interespecficas
desarmnicas, como  o caso de parasitismo
entre algumas plantas (cip-chumbo), quando
uma espcie retira material do hospedeiro
material e o usa para sua nutrio, podendo levlo
 morte. Outra relao desarmnica  o predatismo,
no qual um animal captura um de outro
espcie para se alimentar.
Tempo sugerido: 1 hora
Dica do professor:
A Entamoeba coli  um protozorio comensal que vive no
intestino humano, onde se nutre dos restos da digesto.
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84  Caderno do professor /Economia Solidria e Trabalho
rea: Educao e Trabalho Nvel II
1. Em grupos, pea aos alunos que, aps a leitura
do texto, retirem dele e registrem: onde
acontece a experincia? Caractersticas da
regio? Atividade produtiva da regio? Desde
quando e por quem  realizada a atividade?
Quais foram as mudanas introduzidas na
produo? Quais os rgos que auxiliaram?
Como as famlias participaram da experincia?
Quais foram os benefcios diretos para as
mulheres? E para o meio ambiente? E quanto
aos ganhos financeiros?
2. Em seguida, os grupos apresentaro os resultados
do seu trabalho em plenria. Aproveite
o momento para enfatizar a importncia do
dilogo entre os saberes tcnicos e os saberes
prticos, entre os saberes adquiridos na escola
e aqueles criados e desenvolvidos pelos trabalhadores
no dia-a-dia do trabalho. Enfatize,
tambm, a importncia do envolvimento dos
trabalhadores na organizao do trabalho,
Descrio da atividade
com poder de deciso e ao. Chame a ateno
para a solidariedade e o gosto pelo trabalho
criativo.
3. Finalmente, proponha aos grupos a divulgao
da experincia utilizando meios como:
rdio, televiso, jornal, panfletos, mural, entre
outros.
Atividade P Saberes tcnicos, saberes da prtica e participao na organizao do trabalho
Resultados esperados:
 Conhecer uma experincia coletiva de ao de
trabalho e renda. Divulgao da experincia utilizando
meios tais como: rdio, televiso, jornal,
panfletos, mural, entre outros.
18
Te x t o
Objetivo
 Conhecer uma experincia que obtm xito na
gerao de trabalho e renda.
Introduo
Muitas experincias de gerao de trabalho e
renda que se multiplicaram no pas, nas ltimas
dcadas, nem sempre trouxeram os benefcios que
os seus participantes esperavam. No entanto, muitas
outras enfrentaram obstculos e conseguiram
resultados surpreendentes. Podemos identificar
pelo menos os seguintes ingredientes como fundamentais
para o sucesso dessas iniciativas: o casamento
entre os saberes tcnicos, os saberes da
prtica e uma organizao do trabalho que envolve
a participao efetiva dos seus participantes.
Esse casamento subverte dois mitos que, em geral,
envolvem as propostas de gerao de trabalho e
renda. Primeiro mito: a separao entre a teoria e
a prtica. Segundo mito: a inrcia ou dependncia
dos participantes da experincia. Aliar saberes tcnicos
e saberes prticos  fazer dialogar os saberes
adquiridos na escola com aqueles criados e desenvolvidos
pelos trabalhadores no dia-a-dia do trabalho.
Quando a organizao do trabalho envolve
os verdadeiros protagonistas da experincia com
poder de deciso e ao podemos dizer que ela
cria as condies para que a participao se efetive.
Nesse terreno, floresce a solidariedade e o
gosto pelo trabalho criativo.
Tempo sugerido: 4 horas
Dicas do professor: Sites:
wwww.sebrae.com.br/br/revistasebrae/19/economia.asp
www.acaocomunitaria.org.br; www.mds.gov.br
www.mte.gov.br; www.fase.org.br
www.trabalhoeeducao.fae.ufmg.br
Tecnologias sociais: www.mct.gov.br
www.gestaoct.org.br/forum_municipal/apresent/cd_ivan_rocha
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Caderno do professor / Economia Solidria e Trabalho  85
rea: Matemtica Nvel II
1. Divida a turma em grupos.
Veja as seguintes informaes:
Produo nacional de mel (em toneladas)
2. Com as informaes da tabela, cada grupo
deve montar um grfico de linhas no plano
cartesiano. No eixo horizontal represente os
anos e no vertical a produo. Cada grupo
pode representar um estado da federao
Descrio da atividade
para adaptar-se a montagem desse tipo de
grfico.
3. Agora todos os grupos trocam as informaes
da tabela e montam um grfico com todas as
informaes da tabela.
4. Agora tente, junto com os grupos, responder
s perguntas da introduo.
Materiais indicados:
P Papel cenrio, rgua,
caneta hidrocor ou lpis de
cor
Tempo sugerido: 3 horas
Atividade P Adoando o serto
Resultados esperados: Que os alunos possam
construir e ler um grfico de linhas.
19
Te x t o
Objetivo
 Construo de grficos de linha.
Introduo
A apicultura brasileira inicia com enxames trazidos
pelos imigrantes. Contudo, somente com a
introduo de abelhas africanas, em meados de
1956,  que se deu a revoluo da apicultura no
Brasil, com o cruzamento das duas populaes,
produzindo um hbrido conhecido hoje de abelhas
africanizadas. Hoje, todos os estados praticam a
criao de abelhas de forma racional, em maior ou
menor proporo, dada  expanso do nmero de
enxames nativos e de apirios, apoiada na grande
quantidade e variedade da flora apcola brasileira.
Soma-se a esse processo, o aparecimento de diversas
empresas especializadas na venda de insumos
e 13 apetrechos para criao de abelhas, alm da
criao de diversas linhas de pesquisa sobre o
tema, nos vrios centros espalhados pelo pas.
Segundo o Banco do Nordeste, o Nordeste  uma
das duas regies do planeta com as melhores condies
para produzir mel orgnico. Para ser classificado
como tal, falta, porm, atender s regulamentaes
do MAPA (Ministrio da Agricultura,
Pecuria e Abastecimento). A produtividade brasileira
ainda se encontra reduzida, quando comparada
 internacional. Isso se explica pela pouca utilizao
de recursos tecnolgicos. A produo brasileira
sofreu aumentos significativos nos ltimos
anos? Como encontra-se a produo do Piau em
relao  produo nacional? Como visualizar essas
informaes? Qual o grfico mais apropriado?
Dicas do professor: Faa contato com: Instituto de
Economia Agrcola (www.iea.sp.gov.br / Av.Miguel Stefano,
3900, gua Funda, Cep: 04301-903, So Paulo  SP).
Relatrio SEBRAE sobre mel (www.apis.sebrae.com.br/;
www.sebrae.com.br/br/download/relatorio_mel.pdf)
Estados 2001 2002 2003 2004
RS 6,05 5,6 6,8 7,3
SC 3,78 3,8 4,5 3,6
PR 2,9 2,8 4,1 4,3
SP 2,05 2,1 2,5 2,3
MG 2,07 2,4 2,2 2,1
PI 1,7 2,2 3,1 3,9
Demais
Estados 3,6 5,02 6,9 8,7
Fonte: IBGE (2005)  adaptado
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86  Caderno do professor /Economia Solidria e Trabalho
rea: Matemtica Nvel I e II
1. Oriente uma leitura silenciosa do texto. A
seguir pea que os alunos falem sobre o que
entenderam do texto.
2. Releia com eles os dois ltimos pargrafos do
texto dialogando sobre os significados de: agregar
valor, fracionar, medir e vender a granel.
Pergunte: como os apicultores podem medir o
mel para vender? Proponha situaes simuladas
para o dilogo do tipo: caso eles tenham
produzido 25 kg de mel, como podero distribuir
o mel para vender se eles tiverem potes
de 250 mg, 500 mg e 1000 mg ou 1kg.
3. Oriente que faam tabelas para anotar as possibilidades,
onde registrem na primeira coluna
a capacidade do vasilhame, na segunda a
quantidade de vasilhames e na terceira a quantidade
de mel que  armazenada com os respectivos
vasilhames. Por exemplo:
Capacidade do vasilhame Nmero de vasilhames
Mel armazenado
Descrio da atividade
4. Ajude-os a significar a unidade de medida do
mel  kg  com suas fraes, perguntando, por
exemplo: quantas vezes 250 gramas cabem dentro
de 1 kg? E assim por diante. (Use gua e
vasilhames para melhor perceber essas relaes,
se voc julgar necessrio). Pea que escrevam as
relaes na forma de sentenas matemticas: 4
x 250mg = 1000mg ou 1 kg.
5. Proponha ento que eles criem rtulos para o
mel produzido pela casa APIS. O rtulo deve
conter um nome fantasia, a quantidade de
mel do vasilhame e outros indicadores que o
grupo achar necessrio.
Materiais indicados:
P Vasilhames com diferentes
capacidades e tipos
Tempo sugerido: 2 horas
Atividade P Medindo mel
Resultados esperados:
 Compreenso das unidades de medida de massa.
Criao de rtulos com indicadores adequados
para a venda de mel. Tabelas organizadas de relaes
entre capacidade de vasilhames e quantidade
de mel a ser armazenada.
18
Te x t o
Objetivo
 Operar com a unidade de medida de massa  kg
 e suas fraes.
Introduo
O texto relata uma histria de sucesso pela ao
cooperativa. Para o desenvolvimento de seu trabalho
os apicultores se utilizam de muitos conhecimentos:
quantificar o mel, avaliar custos e ganhos,
organizar o mel produzido... so muitos os saberes
matemticos a empregados... entre eles, as medidas
e suas unidades. A atividade a seguir prope
trabalhar com um dos conhecimentos empregados
pelos apicultores no seu trabalho: as unidades de
medida de massa.
Dica do professor:
O uso de vasilhames para simulaes de capacidade s se
faz necessrio se voc perceber que o grupo no  capaz de
fazer as relaes de cabea.
150 mg x 20 = 3000 mg ou 3 kg
250 mg x 20 = 5000 mg ou 5 kg
500 mg x 10 = 5000 mg ou 5 kg
1000 mg x 10 = 10000 mg ou 10 kg
Total = 25 000 mg ou 25 kg
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Caderno do professor / Economia Solidria e Trabalho  87
rea: Matemtica Nvel I e II
1. Oriente uma leitura silenciosa do texto.
2. Organize a turma em grupos e proponha que
cada grupo faa de conta que  o escritrio de
contabilidade responsvel pela contabilidade
de uma cooperativa. O escritrio deve organizar
o livro-caixa da cooperativa para apresent-
lo ao conselho fiscal no final do ms.
3. Para desempenhar sua tarefa o grupo deve
imaginar e listar todas as entradas e sadas da
cooperativa (salrios, luz, telefones, aluguel,
matrias primas, material de escritrio, etc.) e
depois organiz-las no livro-caixa em termos
de entradas e sadas. Observe para que usem
dados numricos que possam ser reais. Se possvel,
use folhas de livros-caixa de verdade.
Caso contrrio, oriente para que desenhem
nos cadernos a estrutura de um livro caixa.
4. Ajude-os a criar marcas (smbolos) para saldo
positivo e negativo (pode ser com cores ou
letras ou os sinais de menos e mais).
5. Finalizado o livro-caixa, cada grupo passa a
fazer o papel de conselho fiscal, que deve ana-
Descrio da atividade
lisar o livro-caixa da cooperativa. Assim, um
grupo analisa o livro organizado pelo outro. O
conselho fiscal deve dar um parecer ao livro
caixa, aprovando ou rejeitando as contas da
cooperativa.
6. Finalize, explicando o conjunto dos nmeros
relativos, usando o livro-caixa criado pelos
grupos como exemplo.
Material indicado:
P Folhas de um livro-caixa
Tempo sugerido: 4 horas
Atividade P Controlando resultados
Resultado esperado: Livro-caixa com dados e
clculos adequados para uma situao simulada e
apreenso do sentido de nmeros relativos.
19
Te x t o
Objetivo
 Elaborar um livro caixa, empregando o sentido
de nmero relativo.
Introduo
Uma atividade cooperativa, alm da ao solidria
que por si s j vale a pena, mobiliza os sujeitos
que dela participam na busca de conhecimentos
para melhor controlar os resultados de seu trabalho.
A matemtica  sempre requerida para esse
controle. Analisar um livro-caixa, requer saberes
simples que, de modo geral, um adulto tem noo
s que de forma no consciente. Ele sabe, por
exemplo, quando vai faltar dinheiro para cobrir
as despesas da casa e isso, matematicamente, 
um saber de numero relativo, ou dbito e crdito.
A atividade a seguir prope um exerccio que permite
aproximar esses dois saberes: matemtica
escolar e matemtica da vida.
Dicas do professor: A complexidade da tarefa vai depender
do grau de experincia dos grupos. Assim se o grupo
tiver pouca experincia com nmeros grandes podero usar
nmeros pequenos e redondos. O importante na atividade
 a idia de nmero positivo associado a crdito e nmero
negativo associado a dbito.
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88  Caderno do professor / Economia Solidria e Trabalho
rea: Artes Nvel I e II
1. Aps ler o texto, dividir a classe em grupos.
2. Os grupos devero destacar do texto as
palavras cuja sonoridade considerem interessante.
3. Com as palavras escolhidas, os grupos devero
criar um coral ou uma poesia sonora, explorando
nas palavras a mtrica e as diferentes
formas para emiti-las. As palavras podero ser
repetidas quantas vezes o grupo julgar necessrio.
4. Apresentao do coral ou da poesia.
5. Discusso do exerccio tendo por foco o que
chamou a ateno nas palavras escolhidas e o
que elas sugeriram.
Descrio da atividade
Atividade P A musicalidade da lngua
Resultados esperados:
 Que o aluno perca o medo de se expressar em uma
outra lngua.
 Que o aluno explore elementos musicais na criao
de uma obra oral.
20
Te x t o
Objetivo
 Criao de um coral de sons ou de uma poesia
sonora.
Introduo
A lngua  uma construo humana que sofre transformaes
 medida que as sociedades humanas
evoluem. A maneira como um grupo social se
expressa pode diferir muito de um outro grupo,
e, mesmo que falem ambos a mesma lngua, o
que um grupo diz pode se tornar incompreensvel
para outro ou gerar interpretaes bem diferentes
da mensagem inicial.
Por outro lado, toda lngua traz em si uma musicalidade
que poder ganhar diversidade levandose
em considerao aspectos geogrficos, tipo de
vida e de miscigenao, facilitando ou dificultando
a comunicao entre pessoas de um mesmo
idioma.
No caso do aprendizado de uma lngua estrangeira,
um dos maiores desafios  dominar a
msica da lngua. Quando isso acontece, mesmo
que a gramtica falhe o que uma pessoa diz poder
ser mais facilmente compreendido pela
outra.
Tempo sugerido: 1h30min
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rea: Lngua Estrangeira  Espanhol Nvel II
1. Faa a leitura do texto em voz alta.
2. Pea que cada aluno leia um trecho do texto,
de modo que todos possam participar da leitura.
3. Esclarea as dificuldades de lxico, amplie o
glossrio, se preciso for.
4. Com base no texto proponha as questes
seguintes para discusso em grupo.
Acompanhe e oriente cada um dos grupos.
Solicite que respondam em espanhol:
a) Qu es el Comercio Justo? Y Los Clubs de
Trueque?
b) En su regin hay algo parecido? Descrbalo.
c) Cmo funciona la Empresa Integrada?
d) Es posible un mundo solidario?
Descrio da atividade 5. Um representante de cada grupo apresenta
suas concluses.
Atividade P Construyendo una otra economa, justa y digna
Resultados esperados: Expressar-se oralmente
sobre alguns aspectos da Economia solidria
e demonstrar habilidade de leitura, escrita e compreenso
da lngua espanhola.
20
Te x t o
Objetivos
 Gerar oportunidades de discusso sobre as formas
de economia solidria e ampliar a aproximao
 lngua espanhola.
Introduo
Estamos num contexto mundial em pleno processo
de transformao em diversas ordens, poltica,
econmica e social. Neste mbito vem se consolidando
a reproduo da acumulao capitalista
bem como um cenrio de desigualdades e
excluso social. As novas condies da economia
globalizada trazem como conseqncia pouca
capacidade de gerao de empregos. No entanto,
diferentes alternativas esto sendo postas  prova.
Entre elas se destacam as chamadas economia
social, economia popular, Economia Solidria, economia
popular solidria. Todas essas formas de
organizao econmica tm como caractersticas
constituir estratgias de enfrentamento de problemas
sociais gerados por um sistema econmico
cada vez mais individualista. A economia popular
solidria se apresenta com inovaes nas
relaes de trabalho e produo para que um conjunto
de agentes e atores, juntos, possam construir
uma perspectiva humana de economia alternativa.
Seria possvel o homem recuperar o direito de
autogesto de seu trabalho em harmonia com os
demais e com a natureza?
Tempo sugerido: 3 horas
Dicas do professor: Sites:
www.economiasolidaria.net (Chile)
Feria de Economia Solidaria del MERCOSUR en
www.adital.com.br
Caderno do professor / Economia Solidria e Trabalho  89
19-CP4TX20.qxd 17.01.07 17:42 Page 89
90  Caderno do professor / Economia Solidria e Trabalho
rea: Artes Nvel I e II
1. Aps ler o texto a classe dever eleger um
tema de interesse comum.
2. Escolhido o tema a classe dever levantar
ngulos sob os quais o tema possa ser analisado
e discutido (biolgico, fsico, qumico, esttico,
poltico, sensorial, etc.).
3. A classe ser dividida em grupos e cada grupo
ir pesquisar o tema segundo um ngulo.
4. Os resultados da pesquisa sero apresentados
para a classe.
5. Com base nas pesquisas a classe dever planejar
a criao de uma escultura coletiva sobre o
tema escolhido. O planejamento dever levar
em conta o que se quer dizer ou provocar com
a obra. Em funo desses objetivos, a classe
criar a imagem e determinar os materiais
necessrios para a criao da escultura.
6. Execuo da obra e criao de um ttulo.
7. Exposio em local de trnsito de pessoas na
escola.
Descrio da atividade
8. Discusso final sobre o processo de criao e
sobre a recepo da obra.
Atividade P A escultura
Resultados esperados:
 Que o aluno compreenda que a criao de uma
obra no  aleatria, mas pressupe pesquisa e
reflexo.
 Que o aluno passe pela experincia de uma criao
coletiva.
 Que o aluno perceba que, no trabalho coletivo, o
objetivo do grupo se sobrepe aos interesses
individuais.
21
Te x t o
Objetivo
 Criao coletiva de uma escultura.
Introduo
Como o texto diz, o homem desde sempre precisou
de outro homem para sobreviver, criar, trabalhar.
A cooperao entre os homens contribuiu
de forma significativa para o desenvolvimento
de habilidades e para a estruturao das diferentes
organizaes sociais.
Do ponto de vista das artes, a contemporaneidade
tem sido bastante marcada tambm pela valorizao
do pensamento e de temas geradores de obras
criadas e desenvolvidas em processos coletivos.
Tempo sugerido: Passos 1 e 2  1 hora
Passos 4 e 5  1 hora
Passo 6  3 horas
Passo 7  1 hora
20-CP4TX17.qxd 17.01.07 18:00 Page 90
rea: Cincias Nvel I
1. Propor uma pesquisa em sala de aula sobre os
principais tipos de solo (arenoso, argiloso,
terra preta, terra roxa, massap, latertico) e
sua indicao de uso.
2. Pea aos alunos para identificarem o tipo de
solo predominante na sua localidade e que
proponham sua possvel utilizao.
3. Para tanto, alguns locais especficos devem ser
avaliados, como solos dos quintais ou terrenos
prximos  sua casa e ao seu local de trabalho.
4. Os alunos devem apresentar sua avaliao em
uma tabela, elaborada com a ajuda do professor,
e discutirem as aplicaes sugeridas com
Descrio da atividade
o restante da turma, comparando-as com as
aplicaes que efetivamente so dadas a esses
solos na localidade.
Atividade P O que o solo nos d
Resultados esperados:
 Identificao da constituio do solo.
 Identificao de alguns tipos de solo e sua utilizao.
21
Te x t o
Objetivos
 Identificar a constituio do solo.
 Identificar alguns tipos de solo.
Introduo
O texto evidencia que, durante milhares de anos,
os homens viveram como nmades, buscando alimento.
Somente com a descoberta da agricultura,
o ser humano fixou-se numa regio, cultivando o
solo para sua produo. Se avaliarmos as camadas
de um terreno, identificamos, na parte mais profunda,
uma rocha dura, ainda no decomposta  o
subsolo  e uma camada mais superficial, na qual
a rocha foi decomposta em areia e argila e contendo
restos de seres vivos em decomposio, formando
o hmus  esse  o solo propriamente dito.
O solo permite o apoio e a fixao das razes das
plantas, que nele penetram para obter suporte
para o peso de grandes rvores. Os gros de argila
do solo funcionam como uma esponja, que fica
encharcada de gua, que assim pode ser absorvida
pelos vrios plos da raiz da planta. A argila do
terreno  capaz de guardar gua para que as plantas
a utilizem em perodos de seca. Os gros de
areia do solo deixam espaos que so cheios de ar.
 isso que torna a terra fofa e permite que o oxignio
ali contido atravesse a fina parede dos plos
das razes. Dessa forma, quando um solo  encharcado,
o oxignio  substitudo por gua, levando 
morte as plantas ali presentes. Os nutrientes so
dissolvidos na gua, que escorre pelo solo, formando
o hmus quando da dissoluo dos restos
de seres vivos. Esses materiais nutritivos penetram
o vegetal por meio de suas razes e formam a seiva
mineral, juntamente a gua.
Contexto no mundo do trabalho: O conhecimento do
tipo de solo e seu potencial de uso  essencial para os trabalhadores
rurais e para hortas domsticas.
Tempo sugerido: 1 hora
Dica do professor: Quando uma planta encontra um solo
sem minerais ou hmus suficientes, tem dificuldades para
crescer. Nesse caso,  indicado o uso de adubos, orgnicos
ou qumicos. Estes ltimos devem ser utilizados por recomendao
de agrnomos, devido ao seu potencial poluente.
Caderno do professor / Economia Solidria e Trabalho  91
20-CP4TX17.qxd 17.01.07 18:00 Page 91
92  Caderno do professor / Economia Solidria e Trabalho
rea: Educao e Trabalho Nvel I e II
1. Faa um quadro resumo com as principais
caractersticas do trabalho nas sociedades primitivas,
na antigidade, no feudalismo e no
capitalismo e pea aos seus alunos para organizarem
uma dramatizao com essas formas
especficas de produo.
2. Aps apresentao dos alunos, leia o texto
com eles, e questione-os sobre as diferentes
formas que os seres humanos trabalharam em
cooperao ao longo da Histria.
3. Destaque a forma de cooperao capitalista e
explique os mecanismos de controle do trabalho.
Mostre que somos disciplinados para cooperar,
mesmo sob perversas condies de trabalho.
4. Solicite aos alunos uma nova dramatizao
Descrio da atividade
com nfase no trabalho em cooperao mas
com distribuio coletiva da riqueza produzida.
Atividade P O trabalho em cooperao: necessidade humana em qualquer tempo histrico
Resultado esperado: Que os alunos reflitam
sobre a cooperao no trabalho como ao humana
histrica.
21
Te x t o
Objetivo
 Analisar o trabalho em cooperao como necessidade
humana, marcado pelas relaes sociais.
Introduo
Dizer que trabalhamos em cooperao no representa
nenhuma uma novidade, mas saber como
se d a cooperao  fundamental para compreender
como se do as relaes de produo. A
cooperao  o ponto de partida da produo
capitalista, uma vez que cria uma fora de trabalho
coletiva, a qual representa mais do que a
soma das foras de trabalho individuais. A
inveno da fbrica possibilitou a cooperao
onde os trabalhadores atuam juntos de acordo
com um planejamento, num mesmo processos de
trabalho ou em processo diferentes, no entanto,
conexos. O trabalho em cooperao  uma necessidade
do capital, por isso, em funo das contradies
criadas pelo prprio sistema, 
inevitvel a constituio de mecanismos de controle
do trabalho e processos de formao com
vistas a disciplinar os trabalhadores. O texto nos
remete a formas de cooperao construdas pelos
seres humanos em seus primrdios. Mas, como
podemos relacionar aquela forma de trabalho em
cooperao, seus produtos e forma de distribuio
com a forma como atualmente trabalhamos
em cooperao, produzimos e distribumos
as riquezas? O que de novo tem na proposta
da Economia Solidria em relao  forma de
trabalhar em cooperao?
Tempo sugerido: 6 horas
Dicas do professor: Leia Produzir para viver: os caminhos
da produo no-capitalista, organizado por Boaventura
de Sousa Santos (Ed. Civilizao Brasileira). Para compreender
melhor as diferentes formas de organizao social do
trabalho ao longo dos tempos, veja na Internet que textos
voc encontra dos educadores Gaudncio Frigotto, Miguel
Arroyo e Paolo Nosela.
20-CP4TX17.qxd 17.01.07 18:00 Page 92
Caderno do professor / Economia Solidria e Trabalho  93
rea: Geografia Nvel I e II
1. Realizar a leitura do texto em sala de aula.
2. Pedir que os alunos identifiquem quais foram
os trs materiais bsicos utilizados inicialmente
pelos grupos tribais na fabricao de instrumentos
e quais os alimentos bsicos que constituam
a dieta humana neste perodo.
3. Solicitar aos alunos que extraiam do texto
uma indicao que mostre a inexistncia de
propriedade privada no perodo.
4. Pedir que os alunos apontem quais as duas
caractersticas humanas bsicas para o desenvolvimento
da caa.
5. Explicar aos alunos que a prtica da agricultura
traz uma modificao fundamental na vida
de nossos antepassados, pois ela permite a fixao
do homem  terra, reduz nossa dependncia
dos alimentos in natura, possibilita criar
estoques e realizar um maior controle sobre a
oferta, permite, enfim, ampliar o contingente
populacional. Explicar, tambm que a prtica
Descrio da atividade
da agricultura possibilitou, inclusive, a criao
das cidades, pois ela s passa a existir na histria
quando a produo no campo gera excedentes
alimentares suficientes para liberar
pessoas do trabalho rural.
6. Dividir a classe em grupos. Pedir que conversem
entre si e escrevam uma lista dos principais benefcios
que a prtica da agricultura trouxe para o
ser humano.
7. Depois realizar a leitura das listas, de maneira
que cada grupo possa ir completando a sua
lista com todas as idias apresentadas.
Atividade P A agricultura e a sociedade sedentria
Resultados esperados:
 Esperase que os alunos reflitam sobre as condies
de vida das populaes pr-histricas, as dificuldades
enfrentadas e a superao das mesmas.
 Que os alunos compreendam o papel que a agricultura
desempenhou na fixao do homem 
terra, tornando-se sedentrio.
21
Te x t o
Objetivos
 Levar o aluno a refletir sobre as condies de
vida de nossos ancestrais no perodo conhecido
como pr-histria, seus hbitos, instrumentos
fabricados e sua funo.
 Refletir sobre o papel que a agricultura desempenhou,
no apenas na produo de alimentos
em maiores quantidades, mas tambm na possibilidade
de fixao do homem no espao, deixando
de se tornar sedentrio.
Introduo
Durante a maior parte de nossa existncia fomos
nmades. O esgotamento dos alimentos fornecidos
pela natureza num dado territrio, as dificuldades
em enfrentar as adversidades climticas
durante as estaes do ano, a hostilidade dos
predadores do homem, dentre outros, compunham
um ambiente de enormes dificuldades a
serem enfrentadas. A prtica da agricultura permitiu
a sedentarizao e o aproveitamento das
qualidades da natureza favorvel ao plantio possibilitou
a produo em maiores quantidades.
Quanto mais alimentos, maiores eram as chances
de ampliao da populao.
Tempo sugerido: 1 hora
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94  Caderno do professor / Economia Solidria e Trabalho
rea: Portugus Nvel II
1. Ler o texto com os alunos. Suscitar situaes
imaginrias sobre o dia-a-dia de nossos ancestrais.
Pedir que imaginem a origem da fala,
das lnguas, da escrita e comentar as vrias
teorias sobre esses fenmenos humanos.
2. Pedir que imaginem estar completamente
livres e desocupados no momento. Para aproveitar
o tempo, evitar o tdio e dar alegria ao
prprio corao, devero escolher cinco das
atividades relacionadas a seguir, classific-las
e justificar o porqu da escolha. Pedir, a
seguir, que numerem as cinco atividades mais
queridas:
a) Telefonar para a namorada ou namorado.
b) Fazer ginstica.
c) Beijar muito.
d) Visitar uma pessoa doente.
e) Fazer compras no supermercado.
f) Sair sem rumo pela praia.
g) Contemplar a natureza.
h) Conversar seriamente com seus pais.
i) Fazer um trabalho atrasado.
j) Cuidar do jardim.
Descrio da atividade
l) Ler o jornal.
m) Lavar roupa suja.
n) Dar um beijo no seu filho mais velho.
o) Fazer compras pela Internet.
p) Estrear um carro sonhado.
q) Orar muito pela salvao da humanidade.
r) Escrever um poema.
s) Escrever uma carta mal-educada para seu
inimigo nmero um.
t) Assistir a um jogo pela TV.
u) Ler um bom livro.
v) Escutar sua msica preferida.
x) Danar, danar, danar.
z) Arrumar seu quarto.
3. Pedir que a partir dessas cinco atividades criem
um texto, em qualquer estilo lingstico, sobre
seus desejos para os dias de hoje.
Atividade P Jogo das prioridades
Resultado esperado: Fluncia escrita e desenvolvimento
da criatividade.
21
Te x t o
Objetivo
 Estimular a criatividade e a criao de textos.
Introduo
Fazer a seguinte proposta a cada um de seus
alunos: voc agora  livre. O mais livre dos seres
humanos. Mas precisa tomar decises fundamentais
para sua vida presente. Vamos ver como
voc decide?
Tempo sugerido: 3 horas
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Caderno do professor / Economia Solidria  95
rea: Lngua Estrangeira  Ingls Nvel II
1. Pea aos alunos que se renam em grupos de
3 a 4 pessoas (preferencialmente).
2. Cada grupo dever traduzir o texto em linhas
gerais. Eles tero apenas 30 minutos para a
tarefa, assim sendo, deixe claro aos grupos que
eles no devem fazer uma traduo de palavra
por palavra, mas sim obter uma compreenso
geral do texto.
3. Quando tiverem terminado, confira com os grupos
se estes captaram os pontos mais importantes
do texto e explique a eles que o ingls, assim
como o portugus,  composto de diversas partculas
com funes diferentes e que eles vero
3 das mais importantes: substantivos (nouns),
verbos (verbs) e adjetivos (adjectives).
4. Coloque na lousa a seguinte frase do texto:
... the social economy has a distinctive and valuable
role to play in helping create a strong, sustainable,
prosperous and inclusive society.
( a economia social tem um papel valioso e distintivo
a desempenhar, ajudando a criar uma sociedade
forte, sustentvel, prspera e inclusiva).
5. Relembre com os alunos as funes bsicas do:
substantivo  dar nome
verbo  indicar ao
adjetivo  qualificar, especificar, quantificar
Descrio da atividade
6. Pea que identifiquem os trs tipos de palavras
nas frase em ingls e portugus.
SUBSTANTIVOS (economia/economy,
papel/role, sociedade/society, ajuda/helping)
VERBOS (tem/has, desempenhar/to play,
criar/create)
ADJETIVOS (social/social, valioso/valuable,
distintivo/distinctive, forte/strong, sustentvel/
sustainable, prspera/prosperous, inclusiva/
inclusive)
7. Pea aos alunos para procurar entender a ordem
correta das palavras nas frases em ingls e que
eles notem que  diferente do portugus.
8. Para encerrar, pea a cada um que, individualmente
escreva um pequeno texto em portugus
(cerca de 10 linhas), sobre o que entendeu do
texto em ingls e da importncia da economia
social.
Materiais indicados:
P Dicionrios ingls/portugus
(preferencialmente
um por grupo)
Tempo sugerido: 1 hora
Atividade P It means
Resultado esperado: Melhorar a capacidade
de compreenso de textos em ingls.
22
Te x t o
Objetivo
 Desenvolver a compreenso dos alunos e ensinar
parts of speech (bsico).
Introduo
O texto trata da economia social, sem fins lucrativos
em termos de dinheiro, mas sim socialmente
lucrativos, fazendo com que a sociedade se
desenvolva. Temos como exemplos citados as
cooperativas e os bancos populares. Podemos
utilizar esse texto (em ingls) para melhorar a
capacidade de compreenso do idioma e para
apresentar aos alunos as partes bsicas que compe
as frases em ingls (substantivos, verbos e
adjetivos).
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Expediente
Comit Gestor do Projeto
Timothy Denis Ireland (Secad  Diretor do Departamento da EJA)
Cludia Veloso Torres Guimares (Secad  Coordenadora Geral da EJA)
Francisco Jos Carvalho Mazzeu (Unitrabalho)  UNESP/Unitrabalho
Diogo Joel Demarco (Unitrabalho)
Coordenao do Projeto
Francisco Jos Carvalho Mazzeu (Coordenador Geral)
Diogo Joel Demarco (Coordenador Executivo)
Luna Kalil (Coordenadora de Produo)
Equipe de Apoio Tcnico
Adan Luca Parisi
Adriana Cristina Schwengber
Andreas Santos de Almeida
Jacqueline Brizida
Kelly Markovic
Solange de Oliveira
Equipe Pedaggica
Cleide Lourdes da Silva Arajo
Douglas Aparecido de Campos
Eunice Rittmeister
Francisco Jos Carvalho Mazzeu
Maria Aparecida Mello
Equipe de Consultores
Ana Maria Roman  SP
Antonia Terra de Calazans Fernandes  PUC-SP
Armando Lrio de Souza  UFPA  PA
Clia Regina Pereira do Nascimento  Unicamp  SP
Eloisa Helena Santos  UFMG  MG
Eugenio Maria de Frana Ramos  UNESP Rio Claro  SP
Giuliete Aymard Ramos Siqueira  SP
Lia Vargas Tiriba  UFF  RJ
Lucillo de Souza Junior  UFES  ES
Luiz Antnio Ferreira  PUC-SP
Maria Aparecida de Mello  UFSCar  SP
Maria Conceio Almeida Vasconcelos  UFS  SP
Maria Mrcia Murta  UNB  DF
Maria Nezilda Culti  UEM  PR
Ocsana Sonia Danylyk  UPF  RS
Osmar S Pontes Jnior  UFC  CE
Ricardo Alvarez  Fundao Santo Andr  SP
Rita de Cssia Pacheco Gonalves  UDESC  SC
Selva Guimares Fonseca  UFU  MG
Vera Cecilia Achatkin  PUC-SP
Equipe editorial
Preparao, edio e adaptao de texto:
Editora Pgina Viva
Reviso:
Ivana Alves Costa, Marilu Tassetto,
Mnica Rodrigues de Lima,
Sandra Regina de Souza e Solange Scattolini
Edio de arte, diagramao e projeto grfico:
A+ Desenho Grfico e Comunicao
Pesquisa iconogrfica e direitos autorais:
Companhia da Memria
Fotografias no creditadas:
iStockphoto.com
Apoio
Editora Casa Amarela
Dados Internacionais de Catalogao na Publicao (CIP)
(Cmara Brasileira do Livro. SP, Brasil)
Economia solidria : caderno do professor /
[coordenao do projeto Francisco Jos Carvalho Mazzeu,
Diogo Joel Demarco, Luna Kalil]. -- So Paulo :
Unitrabalho-Fundao Interuniversitria de Estudos
e Pesquisas sobre o Trabalho ; Braslia, DF : Ministrio
da Educao. SECAD-Secretraria de Educao Continuada,
Alfabetizao e Diversidade,2007, -- (Coleo Cadernos de EJA)
Vrios colaboradores.
Bibliografia.
ISBN 85-296-0069-X (Unitrabalho)
ISBN 978-85-296-0069-7 (Unitrabalho)
1. Atividades e exerccios (Ensino Fundamental)
2. Economia 3. Livros-texto (Ensino Fundamental)
4. Solidariedade 5. Trabalho I. Mazzeu, Francisco Jos Carvalho.
II. Demarco, Diogo Joel. III. Kalil, Luna. IV. Srie.
07-0406 CDD-372.19
ndices para catlogo sistemtico:
1. Ensino integrado : Livros-texto :
Ensino fundamental 372.19
eja_expediente_Solidria_2365.qxd 1/26/07 3:44 PM Page 96
